Breves
FARO
Hospital reflecte a actual política de saúde
No Inverno a «desculpa» recai sobre «o frio e a gripe», na Primavera provavelmente recairá sobre o «pólen», ironiza a Comissão de Saúde junto da Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP, comentando as razões invocadas pelo presidente da ARS e o governo PS para a situação de «completo entupimento» a que chegou o Hospital de Faro. Para o PCP; porém, a situação radica na actual política de saúde e de encerramento de Serviços de Atendimento Permanente, pois mesmo existindo mais macas, como é dito, de pouco servem se o Hospital não tiver condições para atender os doentes!
No passado dia 8, por exemplo, às 8 horas da manhã, já se encontravam mais de 120 pessoas a aguardar atendimento nas urgências! Por isso, diz o PCP, «não vale a pena procurar justificações que não existem», se se mantiver uma política de privatização dos serviços de saúde, que penaliza tanto os utentes como os profissionais da saúde.

FAFE
Urgências não podem fechar!
A retirada de valências ou o próprio encerramento do serviço de urgências do hospital de S. José/Fafe é «totalmente inaceitável» para a grande maioria dos cidadãos do concelho de Fafe, a quem esta «decisão economicista» do Governo, segundo a Comissão Concelhia de Fafe do PCP, vai levantar sérios problemas. A verdade, afirma, é que o Governo está a ignorar a vida nas aldeias do concelho, as distâncias entre casa e trabalho, os problemas com os transportes públicos e as vias rodoviárias cheias «de curvas e contra-curvas em zonas montanhosas, na maior parte dos dias cercadas de nevoeiros».
Entretanto, a postura dos socialistas de Fafe, acusa o PCP, tem sido a de procurar criar um ambiente mais favorável às decisões governamentais – que antecipadamente conhecem –, com vista a «amortecer» o seu impacto. Ou seja, «não estão à altura de defender os legítimos interesses da população».

BEJA
Até aonde vai afinal o IP8?
A Direcção da Organização Regional de Beja do PCP regozija-se com as medidas e projectos anunciados pelo primeiro-ministro para a Região e há muito reivindicados pelo PCP, que já várias vezes expressou as suas preocupações com a perda de importância do distrito, o seu despovoamento e desertificação. Aliás, assegura, todas as propostas que visem criar emprego e contribuir para a melhoria da qualidade de vida das populações merecem a sua aprovação. Entretanto, o PCP gostaria que o Governo clarificasse as suas intenções relativamente ao traçado do IP8, já que durante a sua visita a Beja, de manhã, José Sócrates afirmou que iria até Vila Verde de Ficalho e, à tarde, que ficaria em São Brissos.
Finalmente, o PCP classifica como «afronta» às populações da Região o «chumbo» por Bruxelas do projecto de água em alta. Está certo, porém, que as autarquias envolvidas no projecto não deixarão de o retomar no futuro Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).