Breves
Água
Na Azambuja, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local, STAL/CGTP-IN, condenou, através de uma nota à imprensa de dia 12, a reabertura, por parte da maioria socialista na Câmara e na Assembleia Municipal, do processo de concessão do serviço de distribuição de água e de drenagem de águas residuais que estava suspenso desde Outubro passado, «devido à contestação generalizada por parte da população e dos trabalhadores do sector». O STAL decidiu retomar, a partir de anteontem, a denúncia pública de condenação desta «atitude prepotente», através da recolha um abaixo-assinado onde exige o abandono definitivo destas intenções.

Concentração
Na Santa Casada Misericórdia de Lisboa, as negociações de revisão do Acordo de Empresa foram rompidas pela administração a 18 de Janeiro, motivo que levou o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores a convocar, para ontem, uma concentração de protesto, frente à sede da instituição. A existência de cerca de 300 contratados a recibo verde no quadro da instituição há cerca de 20 anos, a ocorrência de promoções, admissões e progressões «arbitrárias» e a penalização de trabalhadores por motivo de acidentes de trabalho são os outros motivos que justificaram a concentração.

MAI
Os guardas florestais estão a ser tratados pelo Ministério da Administração Interna (MAI) como «polícias de segunda classe». O MAI continua a recusar negociar a proposta de equiparação de vencimentos destes trabalhadores aos dos agentes da GNR, alertou, num comunicado, a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública.

Bombeiros
Um protesto escrito foi entregue ao Governo pelo STAL, a 26 de Janeiro, onde se reclama o direito de negociação sobre o novo regime jurídico dos bombeiros e protecção civil. Os diplomas do executivo «ultrapassam as questões orgânicas relativas à protecção civil, com forte implicações nas relações laborais de milhares de trabalhadores», denunciou o sindicato.

<em>Transtejo</em>
A partir de dia 24, os trabalhadores da Transtejo vão fazer greve às horas extraordinárias, em protesto contra a intenção da administração de impor, unilateralmente, o gozo de férias. A decisão, anunciou o Sindicato dos Trabalhadores Fluviais e da Marinha Mercante, foi tomada num plenário, anteontem à tarde. Até agora, lembrou um dirigente sindical, as tripulações sempre combinaram entre si a marcação das férias, sem que desta prática tenha advindo qualquer prejuízo para a empresa.

<em>Monticor</em>
Em luta pelo pagamento dos salários em atraso, pela viabilização da empresa e pela defesa dos postos de trabalho, os trabalhadores da Monticor receberam da União dos Sindicatos de Setúbal «activa solidariedade». Reunida dia 6, a comissão executiva da USS/CGTP-IN exigiu do Ministério do Trabalho «uma actuação digna das suas competências» e exortou os trabalhadores a manterem e reforçarem a «unidade em torno da sua justa luta, com a certeza que acabarão por atingir os seus justos objectivos». Os trabalhadores da corticeira decidiram manter-se concentrados junto ao portão da fábrica, no Montijo, desde dia 2, e reclamam da gestão medidas que ponham fim à diminuição da produção que se verifica há cerca de seis meses. No dia 7 manifestaram-se frente ao Ministério de Vieira da Silva.

<em>Sonastel</em>
TV Cabo e PT Pró «têm grandes responsabilidades sociais» perante os trabalhadores da Sonastel e Labour Serviços, que exigem o pagamento de salários, do trabalho suplementar e das indemnizações a que têm direito no fim dos contratos de trabalho – afirma o Sindicato Nacional dos Correios e Telecomunicações. Para o SNTCT/CGTP-IN, «as empresas do Grupo PT, em vez de andarem à procura de empresas prestadoras de serviços e de outsourcing, que praticam baixos salários, com contratos de trabalho precários e sem qualquer segurança no emprego, deveriam contratar directamente os trabalhadores».