Esperar ou pagar no Hospital de Bragança

«Se quiser evitar a longa lista de espera da Unidade Hospitalar de Bragança pode marcar uma consulta privada, e nem precisa de sair do hospital». Esta afirmação foi avançada, no passado mês de Janeiro, pelo semanário «Nordeste Regional».
Segundo se denuncia, quem precisar de uma consulta de oftalmologia na Unidade Hospitalar de Bragança tem duas hipóteses: «ou espera mais de um ano para ser atendido através do Serviço Nacional de Saúde (SNS), ou desembolsa 54 euros e consegue, em menos de uma semana, uma consulta privada, mesmo sem ter que sair do interior do hospital».
«Seja no sistema público ou privado, muito provavelmente será atendido pelo mesmo médico, nesse caso o director clínico do Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE), Sampaio da Veiga, que dá consultas particulares num consultório do hospital bragançano», informa.
Confrontado com esta situação, Sampaio da Veiga salientou àquele órgão de comunicação que está devidamente autorizado pelo Conselho de Administração do CHNE a dar consultas privadas no Hospital de Bragança. No entanto, a clínica realça que o atendimento privado não é uma alternativa ao SNS.
«Sendo assim, os utentes com baixos recursos financeiros vêem-se privados de um acompanhamento médico rápido, correndo o risco do tempo de espera agravar, ainda mais, os problemas de visão», constata o jornal.


Contra o encerramento de esquadras em Lisboa

A CDU de Lisboa acusou, sexta-feira, o Governo de querer encerrar pelo menos quatro esquadras da capital, o que considera «lesivo da segurança das populações».
Em comunicado, os eleitos do PCP afirmam que «agora que está no Governo, o PS ameaça fechar pelo menos as seguintes esquadras: São Paulo, Mouraria, Terreiro do Paço e D. Maria».
«Todas elas são esquadras de proximidade em zonas da cidade com elevado grau de complexidade social», afirma a CDU, acrescentando que são «pontos da cidade muito desertificados, com especiais problemas de segurança, algumas bem próximas do Intendente».
Para a CDU, a iniciativa do Governo recupera «o modelo de má memória» de «concentrar recursos em “super-esquadras”» aplicado durante governos do PSD, quando Dias Loureiro era ministro da Administração Interna.


PS foge a esclarecimentos

O Partido Ecologista «Os Verdes» (PEV) acusou o Governo de «fugir» a esclarecimentos sobre o acidente na Linha do Tua, após o chumbo PS do pedido de audição do ministro das Obras Públicas sobre o desastre.
Em comunicado, o PEV afirma que o PS chumbou o pedido dos ecologistas para que o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, fosse à comissão parlamentar «prestar esclarecimentos relativamente ao lamentável acidente decorrido no Tua».
O PEV pretendia que o ministro explicasse quais são as «medidas previstas para a reposição da linha e sobre a segurança ferroviária em geral», salientando que «neste Inverno, ocorreram vários deslizamentos e desmoronamentos em linhas ferroviárias portuguesas».
Na opinião dos de «Os Verdes», o chumbo do grupo parlamentar PS, que classificam como «lamentável», vem dar «cobertura à fuga do Governo na prestação de esclarecimentos à Assembleia da República sobre as questões de segurança rodoviária».


Antifascista morre na Nicarágua

Patrona Hernandez Lopez, a mulher mais velha da Nicarágua morreu, na passada semana, com 116 anos e nove meses. Conhecida pelo pseudónimo de «Amanda Aguilar» durante a luta contra a ditadura da família Somoza (1937-1979), foi uma histórica colaboradora do «general de homens livres» da Nicarágua, Augusto C. Sandino, e dos guerrilheiros sandinistas.
«Amanda Aguilar», nascida a 3 de Maio de 1890, ganhou notoriedade quando o sacerdote e poeta da Ordem da Trapa Ernesto Cardinal Martinez lhe dedicou o poema «Las mujeres de El Cua», pela sua resistência à ditadura dos Somoza.
A vida e a história desta mãe camponesa de cinco filhos, quatro deles assassinados durante a ditadura de Somoza, decorreu na comarca montanhosa El Cármen, município nortenho de Rancho Grande, no departamento de Matagalpa, norte do país.
Petrona Lopez, juntamente com 18 camponesas de Rancho Grande, foi presa e torturada em 1968 pela guarda de Somoza, por proteger guerrilheiros sandinistas que tinham entrado para a clandestinidade nas montanhas do país para derrubar o regime.


Chávez é um «bom» presidente

A luso-descendente Venezuela Portuguesa da Silva, candidata nas últimas eleições presidenciais venezuelanas, apelou comunidade lusa para afastar «medos» e «receios» das reformas de Hugo Chávez, classificando-o como um «bom» presidente. Em entrevista à Lusa, Venezuela Portuguesa da Silva, advogada, com 53 anos, enumerou razões para os portugueses radicados na Venezuela, especialmente os empresários, não temerem algumas medidas anunciadas por Hugo Chávez.
«Não devem ter medo. O governo venezuelano sempre apoiou o povo assim como a comunidade portuguesa caracterizada por ser trabalhadora e honesta», afirmou.


Resumo da Semana