A obra de Álvaro Cunhal é um património inalienável do Partido
Assinalado com Álvaro Cunhal o 86.º aniversário do PCP
Sai I tomo das <em>Obras Escolhidas</em>
No dia 6 de Março, terça-feira, numa iniciativa comemorativa dos 86 anos do PCP, será feita em Lisboa a apresentação pública das Obras Escolhidas de Álvaro Cunhal.
A iniciativa, em que intervirá o secretário-geral do Partido, tem lugar no Hotel Altis (Sala Europa), a partir das 18 horas. Além de Jerónimo de Sousa, usará também da palavra o camarada Francisco Melo, membro do Comité Central e director da Editorial Avante!.
O primeiro volume das Obras Escolhidas inclui textos escritos entre 1935 e 1947 (à excepção de dois), neles evidenciando Álvaro Cunhal «uma assimilação do marxismo com reflexão própria, que irá desenvolvendo com a experiência e o estudo, e que será uma das características fundamentais que fará dele o maior pensador político do século XX em Portugal», como se refere no Prefácio. Francisco Melo, que assina o texto, explica que «procurámos oferecer aos leitores uma edição que: a) fosse rigorosa quanto à fixação dos textos; b) fornecesse dados informativos em notas de pé de página e, sobretudo, em notas finais que, embora sem carácter sistemático, informassem acerca da proveniência dos textos, facultassem dados de carácter histórico necessários à inteligibilidade dos mesmos, esclarecessem referências bibliográficas fundamentais e estabelecessem uma intertextualidade em relação a temas recorrentemente tratados pelo autor».
O editor escreve que «a obra teórica e política de Álvaro Cunhal imprimiu de tal modo a sua marca no percurso de luta do PCP ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País durante sete dezenas de anos que lhe conferiu a matriz da sua identidade própria e do seu projecto revolucionário», os quais «constituíram-se em património inalienável do Partido a que Álvaro Cunhal dedicou a sua penetrante inteligência, a riqueza da sua multifacetada personalidade e a sua inexcedível capacidade de trabalho». «Esse património, ao perviver e frutificar no quadro duma globalização capitalista rapace e terrorista, substancia uma responsabilidade iniludível do PCP, na medida em que dá um alcance internacional, não obstante as suas originalidades e particularidades, à sua experiência histórica de transformação revolucionária da sociedade», afirma Francisco Melo.
O conhecimento e estudo da obra de Álvaro Cunhal «é uma das principais vertentes estruturantes da formação política e ideológica dos militantes comunistas, nomeadamente daqueles que, por todo o País, dia a dia vão alargando as fileiras do PCP». Mas a leitura e o estudo da obra de Álvaro Cunhal «são também indispensáveis para todos quantos queiram conhecer com verdade o que foi o fascismo, o que foi a resistência ao fascismo, o que foi a história do nosso país sob o regime fascista e o que foi o processo libertador do 25 de Abril e as suas realizações, quais foram as formas de que se revestiu a contra-revolução capitalista». «Conhecer a obra de Álvaro Cunhal é fundamental ainda para todos quantos queiram estar na vida e agir de uma forma esclarecida, consciente e, digamos também, digna, pois ela é um exemplo e uma lição de dignidade humana», conclui Francisco Melo.


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