Governo quer fechar mais 900 escolas

O Governo está a preparar o encerramento de mais 900 escolas do primeiro ciclo. A informação foi avançada, anteontem, pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, no fim de uma reunião de trabalho na autarquia de Castelo Branco.
«Se elas [as 900 escolas do primeiro ciclo] se encerrarem, nós temos menos essa dor de cabeça e enfrentamos o futuro com outra disposição», afirmou a responsável pela educação no Governo, em declarações à imprensa.


22 mortes por violência doméstica

Em 2006, a Associação de Apoio à Vítima (APAV) registou 22 homicídios ou tentativas de homicídio e mais de 13 mil crimes de violência doméstica.
As vítimas eram quase exclusivamente mulheres (90,6 por cento). Destas, a maioria tinham idades entre os 26 e os 45 anos (33,9 por cento). Os homens são a grande maioria dos autores dos crimes (90,3 por cento), a maior parte com idades compreendidas entre os 26 e os 55 anos de idade (37,9 por cento).
Segundo a APAV, as vítimas casadas representam mais de 50 por cento do total das vítimas de violência doméstica, verificando-se o mesmo em relação aos autores de crimes (59,4 por cento).


OCDE contra subida da taxa de juros

O economista chefe da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE) apelou, anteontem, aos principais bancos centrais na Zona Euro, nos Estados Unidos e no Japão para não aumentarem as taxas de juro.
Falando sobre a Zona Euro, Jean-Philippe Cotis fez um convite implícito ao Banco Central Europeu para não continuar a aumentar as taxas de juros, depois de sete subidas ao longo de quinze meses. «Na medida em que a inflação foi menos elevada do que previsto no período recente, as perspectivas para a estabilidade dos preços não parecem preocupantes», afirmou.
Cotis declarou que, ao aumentar sucessivamente as taxas de juro, o Banco Central Europeu tinha «largamente» retirado o estímulo ao crescimento económico.


Saúde é prioridade no Equador

A saúde pública é alvo de estado de emergência no Equador desde segunda-feira, dia em que o presidente Rafael Correa destinou cerca de 40 milhões de dólares para atender a necessidades urgentes da área.
O governo equatoriano aprovou medidas «para que os hospitais públicos atendam o dobro das consultas externas», acabar com as filas de espera e implementar campanhas de pequenas cirurgias, especialmente na área da oftalmologia e da traumatologia. «A vida antes da dívida», afirmou Correa, que pretende que os doentes deixem de ser «tratados como gado» e que sejam atendidos «como seres humanos».
Os 40 milhões de dólares destinados à saúde ficaram disponíveis por o governo ter decidido não pagar uma dívida emitida pelo Banco Central do Equador, considerada «absolutamente ilegítima» por Rafael Correa.


Arte devolvida ao Afeganistão

Cerca de 1300 objectos etnográficos e arqueológicos afegãos vão ser restituídos ao Museu Nacional do Afeganistão, em Cabul, anunciou a Unesco, na segunda-feira. Os objectos estão guardados desde 1999 em Bubendorf, na Suíça.
«Restituir esta colecção é devolver ao Afeganistão uma parte da sua memória. O país precisa dela para reconstruir a sua identidade», afirmou o director-geral da Unesco, Koichiro Matsuura, citado pela agência Lusa.
A operação é financiada pela Comissão Nacional Suíça para a Unesco, o departamento federal suíço dos Negócios Estrangeiros e o Ministério da Defesa alemão.
O Museu Nacional do Afeganistão, fundado em 1930, foi assaltado e saqueado e, em 2001, encerrado. Em 2004, foi reaberto.


Resumo da Semana