Boys ganham milhões em três anos

Os governos liderados por Durão Barroso, Santana Lopes e José Sócrates pagaram milhões de euros a consultores, especialistas e empresas encarregues da elaboração de pareceres e estudos.
De acordo com um relatório elaborado pelo Tribunal de Contas, divulgado sexta-feira passada, entre 2003 e 2005, os executivos do PSD-PP e do PS distribuíram 12,8 mil milhões de euros por 205 gabinetes governamentais, verba destinada a pagar os serviços de assessores e colaboradores externos, e que equivale ao custo total de construção de três novos aeroportos internacionais em Lisboa e uma dezena de pontes semelhantes à «Vasco da Gama».
O TC alerta para o descontrolo, para a falta de rigor e para os critérios pouco claros na aplicação dos dinheiros públicos, por isso pede que tais práticas sejam revistas.
Ainda segundo os dados apurados pelo TC, Durão Barroso nomeou 62 pessoas para o seu gabinete e Santana Lopes 80. Sócrates lidera o ranking com 148 admissões na sua alçada, número que não sendo superado por qualquer outro gabinete é, no entanto, seguido de perto por vários ministérios.


Centenas protestam em Grândola

Uma vigília promovida pela Comissão de Utentes da Saúde de Grândola juntou, na última sexta-feira, mais de meio milhar de pessoas em protesto contra o encerramento dos serviços de internamento e urgência na unidade de saúde daquela vila alentejana.
Durante a iniciativa, precedida de uma marcha silenciosa, os populares manifestaram-se preocupados e apreensivos perante o encerramento do Serviço de Atendimento Permanente, valência que, disse Annick Paixão, da Comissão de Utentes, à Lusa, não serve apenas os habitantes da zona urbana, mas muitos outros residentes em aldeias e localidades do concelho.
Para a tarde de segunda-feira, a autarquia tinha agendada uma reunião com a população. O objectivo era esclarecer os pormenores do protocolo proposto pela tutela à Câmara Municipal, proposta que a Comissão de Utentes pretende analisar, embora levante sérias reservas quanto ao seu teor, acrescentou.


Migrações continuam a crescer

Os fluxos migratórios vão continuar a aumentar a nível mundial, afirmou o secretário-geral da Fundação Internacional das Ligas dos Direitos Humanos (FILDH) a propósito da apresentação do III Congresso Mundial daquela estrutura, que se realiza no próximo mês em Lisboa.
Para Driss el-Yazami, «há cada vez mais pessoas que são obrigadas a sair dos seus países à procura de liberdade e de condições para sustentar as suas famílias», razão suficiente para acreditar que nos próximos anos se manterá a tendência registada no último quarto de século.
Segundo os números apurados pela organização, os migrantes representam três por cento da população mundial, cerca de 200 milhões de pessoas, entre as quais, quase dez milhões são refugiados.
A FILDH acrescenta que as mulheres assumem cada vez mais peso no total de migrantes, mas alerta para o crescimento dos fenómenos de exploração extrema e escravatura sexual entre o sexo feminino.


Mogadíscio a ferro e fogo

Fortes combates entre forças etíopes, apoiadas por somalis leais ao governo do país, e rebeldes partidários da oposição desenrolam-se há vários dias na Somália.
De acordo com a Cruz Vermelha Internacional, os corpos dos civis e dos soldados atingidos nos confrontos, que se travam casa a casa, bairro a bairro, acumulam-se nas ruas de Mogadíscio.
Fontes da guerrilha citadas por agências internacionais dizem que os militares estão a realizar um autêntico massacre na cidade. As tropas de Addis Abeba são apoiadas por tanques, helicópteros e peças de artilharia, ao passo que os milicianos somalis respondem com obuses de morteiro e mísseis. Os EUA e a UE, que defenderam a intervenção etíope, ainda não reagiram ao evoluir dos acontecimentos.
Informações recentes dão ainda nota do envio de mais soldados etíopes para a frente de batalha na capital, facto que pode enterrar as esperanças de trégua e agravar ainda mais o conflito no território, considerado o pior nos últimos quinze anos.


Diários vendem menos em 2006

Os portugueses leram menos jornais no ano passado que em 2005, revelam os dados divulgados, quarta-feira da semana passada, pela Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT).
De acordo com a APCT, as quebras nas vendas dos principais títulos - Correio da Manhã, 24horas, Diário de Notícias, Jornal de Notícias e Público - aproximaram-se dos 10 mil exemplares por dia, isto é, 2,9 por cento menos face ao período homólogo de 2005.
O periódico que menos sofreu com o decréscimo das vendas foi o Correio da Manhã. Muito embora tenha perdido 0,4 por centos dos leitores, o título do grupo Cofina manteve a liderança nas vendas, sempre acima dos 100 mil jornais por dia.
O DN e o JN, ambos da Global Notícias, registaram ligeiras subidas na tiragem em 2006, diz a APCT.


Resumo da Semana