Gago manda fechar UnI

O ministro da Ciência e do Ensino Superior, Mariano Gago, decidiu fechar as portas da Universidade Independente. Ao cabo de quase um ano de polémica em torno da instituição, a tutela classifica a situação como «calamitosa» e considera que se verificavam fortes evidências de «degradação pedagógica».
«Tomei a decisão de proferir um despacho de encerramento compulsivo da UnI, despacho que é, por força da lei, provisório. Já mandei notificar a universidade que, nos termos da lei, tem dez dias úteis para se pronunciar, fazendo os considerandos ou as alegações que entender», explicou Gago numa conferência de imprensa realizada segunda-feira.
Por esclarecer fica a situação dos alunos da UnI, os quais, apesar de terem visto o responsável governamental garantir a sua inclusão no ensino superior, não sabem em que moldes tal se vai processar.
Os discentes anunciaram ainda que vão avançar com uma providência cautelar contra a UnI, cujos serviços académicos parecem insistir em cobrar cerca de 200 euros por cada certificado de habilitações, documento sem o qual não é possível transitar para outra instituição.


Menos vítimas nas estradas

A «Operação Páscoa» da Brigada de Trânsito da GNR, que decorreu entre as 00:00 de quinta-feira e as 24:00 de domingo, registou menos quatro vítimas mortais, menos 306 acidentes e menos 37 feridos ligeiros que no mesmo período de 2006.
No balanço da sinistralidade rodoviária em quatro dias de quadra festiva para os portugueses, a BT da GNR revelou que dos 938 acidentes ocorridos resultaram seis mortos e 28 feridos graves.
Portugal é um dos países onde habitualmente as épocas festivas e os fins de semana prolongados ficam marcados pelos excessos ao volante, por isso, as autoridades mobilizaram mais de 1000 patrulhas diárias distribuídas pelas principais estradas e pontos nevrálgicos de circulação.
Dado preocupante continua a ser a condução sob o efeito de álcool. Em 2342 condutores testados, 135 apresentaram valores superiores aos permitidos por lei e 53 ficaram detidos por conduzirem com um taxa de álcool igual ou superior a 1,20 gramas por litro de sangue.


Eça cantado em Almada

Pela mão de Daniel Schvetz, «O defunto», nome de um conto da autoria de Eça de Queiroz, vai passar a ópera de câmara em dois actos.
A obra adaptada pelo compositor argentino, residente em Portugal desde 1991, tem estreita absoluta marcada para os dias 13 e 14 deste mês no Teatro Municipal de Almada.
A direcção musical vai estar a cargo de João Paulo Santos e a interpretação conta com Susana Teixeira, Luís Rodrigues e Rui Baeta. A produção é do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, fundado por Jorge Peixinho em 1970.


Milhares exigem reforma migratória

Milhares de imigrantes marcharam, sábado, em Los Angeles, na Califórnia, a favor de uma reforma migratória nos EUA.
O protesto convocado pelo Centro de Recursos Centroamericanos e a Coligação de Los Angeles para os Direitos dos Imigrantes encheu as ruas da cidade em direcção à sede do município, local onde os participantes exigiram respeito pelos quase 12 milhões de imigrantes e a imediata resolução da situação de ilegalidade em que se encontram a maioria destes.
Estas reivindicações contrastam com os planos da Casa Branca sobre a reforma migratória. Bush não só pretende impor vistos temporários pagos a peso de ouro para os chamados «trabalhadores convidados», como prevê a mobilização de quase 19 mil agentes para novas operações de patrulhamento da fronteira dos EUA.


Justiça de classe encerra Marcelo Buzeto

O dirigente do Movimento dos Sem-Terra, Marcelo Buzeto, encontra-se detido, desde o passado dia 19 de Janeiro, num estabelecimento prisional do Estado de São Paulo.
Buzeto foi condenado a seis anos e quatro meses de prisão por ter participado numa manifestação, em 1999, contra a fome, a miséria, as precárias condições em que viviam 800 famílias num acampamento do MST e pela implementação da reforma agrária no Brasil.
Ao professor universitário e activista político foi aplicada uma pena em regime «semi-aberto» num processo que levanta muitas dúvidas no que à imparcialidade diz respeito.
Acresce que quando Buzeto se apresentou numa esquadra para cumprir a obrigatoriedade formal de comparência perante as autoridades, a polícia resolveu detê-lo definitivamente e em regime «normal» sem que nada na sentença o permita.
O MST, o Sindicato dos Professores do ABC, os seus camaradas e amigos apelam à solidariedade internacional com Marcelo Buzeto e à denúncia internacional da perseguição movida contra dirigentes e activistas de esquerda.


Resumo da Semana