Extrema-direita cresce na Europa

O avanço da extrema-direita, do racismo, da xenofobia, do antisemitismo e da islamofobia foi debatido por 90 organizações anti-racistas de 40 países, reunidas durante quatro dias, em Madrid, Espanha, na semana passada.
O encontro – organizado pelo Movimento contra a Intolerância e a Rede Europeia UNITED – teve como objectivo desenhar estratégias comuns para combater o racismo e outras manifestações de intolerância na Europa. No final, os participantes concluíram que a Europa vive «um aumento da intolerância, da ultra- direita xenófoba e dos delitos de ódio contra pessoas diferentes, realizados por grupos neo-nazis».
«Há regiões, como a Saxónia, com forte presença de organizações xenófobas nas instituições. Há países com numerosos crimes de ódio, como é a Rússia, onde grupos neo-nazis já assassinaram este ano 30 pessoas. E há locais com muita agitação, como a França, a Bélgica ou a Espanha», afirmou o presidente do Movimento contra a Intolerância, Esteban Ibarra.
Os participantes exigem que a União Europeia aprove «com urgência» directivas de luta contra os crimes de ódio e crie uma rede europeia para combater o problema. Aos governos reivindica a aprovação de legislação integral contra o racismo e a aplicação de programas que fomenta a interculturalidade e a diversidade.


Portugueses não usam novas tecnologias

A grande maioria dos portugueses está excluída dos benefícios da sociedade de informação devido a razões económicas, à iliteracia, à inabilidade, à tacnofobia e ao desinteresse. A conclusão surgiu na conferência «e- Inclusão - Um desafio para Portugal», realizada em Lisboa, na semana passada.
«Em Portugal regista-se uma estagnação nas tendências de penetração e utilização efectiva das tecnologias da informação e comunicação», afirmou o presidente da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade de Informação (APSDI), José Dias Coelho, citado pela Agência Lusa.
«Apenas 30 por cento da população tem o ensino secundário ou superior» e nos restantes 70 por cento «regista-se uma taxa de penetração [das novas tecnologias] muito baixa, que impede que Portugal dê o salto rumo à sociedade do conhecimento», acrescentou o responsável.


SJ solidário com jornalistas condenados

O Sindicato dos Jornalistas manifestou a sua solidariedade com os quatro jornalistas do Público, condenados pelo Supremo Tribunal de Justiça pela prática de ofensa do crédito e do bom nome do Sporting Club de Portugal.
Em nota publicada na semana passada, o SJ considera que a matéria em causa «revestia manifesto interesse público e o esforço desenvolvido para a esclarecer o mais possível corresponde a um direito/dever dos jornalistas, no sentido de escrutinar a actividade de instituições com relevância na vida colectiva e, desde logo, porque beneficiam de apoios do Estado».
O sindicato recorda ainda que tanto a primeira instância como a Relação de Lisboa deram como provados «factos relevantes, como o cumprimento do dever de informação, o insistente esforço dos jornalistas de procurarem reunir os elementos de prova suficientes para sustentarem as imputações que faziam, a comprovação de vários factos alegados no trabalho em causa e, sobretudo, as sérias restrições colocadas à investigação desenvolvida, designadamente no domínio do segredo fiscal».


Só Bush confia em Wolfowitz

O ex-secretário de Estado adjunto da Defesa norte-americano e actual presidente do Banco Mundial nomeado pelos EUA, Paul Wolfowitz, admitiu, quinta-feira da semana passada, ter beneficiado salarialmente a sua companheira, a saudita Shaha Riza, e colocou o seu lugar à consideração do conselho de administração.
Em causa está o aumento da remuneração mensal de Riza em cerca de 60 mil dólares, um dia antes desta sair do BM, tornando-a uma das funcionárias mais bem pagas da instituição com um montante anual superior ao auferido pela secretária de Estado da Casa Branca, Condoleezza Rice.
os países membros do BM emitiram, anteontem, um comunicado conjunto no qual levantam sérias reservas à continuaidade de Wolfowitz à frente do BM, mas Bush mandou dizer por intermédio dos seus porta-vozes que mantém total confiança no ex-executivo dos EUA em Bagdad.


Massacre na Virgínia

Um novo massacre num estabelecimento de ensino norte-americano resultou na morte de 32 estudantes e funcionários da instituição. O incidente foi já considerado como o mais grave do género nos EUA.
Na manhã de segunda-feira, um atirador cuja identidade ainda não foi revelada pelas autoridades entrou num dormitório do campus universitário da Virgínia e abateu duas pessoas. Apesar do pânico, os sobreviventes estranham que as autoridades não tenham entrado imediatamente em acção, de tal forma que, duas horas depois do primeiro ataque, o mesmo indivíduo deslocou-se a um edifício contíguo e matou outras 30 pessoas.
Desconhecem-se até ao momento os motivos que levaram o atirador a perpetrar a matança e, em seguida, a suicidar-se.


Resumo da Semana