A CDU obteve 5,44 por cento dos votos e elegeu dois deputados
Terceira força política na Madeira
CDU consolida resultado eleitoral
A CDU tornou-se, este domingo, com 5,44 por cento dos votos, o terceiro Partido mais votado na Madeira. Para o PCP, a eleição de dois deputados constitui um «importante» e «significativo» resultado eleitoral.
Nestas eleições, a CDU registou um crescimento do seu número de votos, obtém a sua maior votação de sempre (7659) e afirma-se, ultrapassando o CDS-PP, como a terceira força política eleitoral na Região da Madeira.
«Num quadro de um avassalador avanço eleitoral do PSD, a CDU é a única força política que se revela capaz de lhe resistir e de crescer, consolidando a sua influência e votação, facto tão mais importante quanto essa consolidação corresponde a um expressivo e continuado processo de crescimento que, ao longo dos últimos actos eleitorais, se traduziu na passagem de quinta a terceira força política e na duplicação da sua massa eleitoral», afirma, em nota de imprensa, a Comissão Política do PCP.
Entretanto, a eleição de dois deputados pela CDU – num quadro em que se verifica uma redução em 21 do número de deputados na Assembleia Legislativa Regional – constitui um importante e positivo resultado eleitoral.
«Mesmo não se tendo concretizado a expectativa quanto à eleição de um terceiro deputado - expectativa que a corrente de apoio à campanha da CDU justificava -, o valioso resultado obtido é, em si, uma expressão inequívoca de um maior apoio e de uma maior confiança que um número crescente de madeirenses deposita na intervenção do PCP e da CDU», asseguram os comunistas, sublinhando que «o expressivo resultado eleitoral do PSD - que constitui um factor negativo quanto ao futuro da região e da sua evolução do ponto de vista económico e social - é inseparável das atitudes e decisões do Governo do PS e do seu primeiro-ministro José Sócrates que favoreceram não apenas a manobra de antecipação das eleições como as condições de sucesso do PSD e de Alberto João Jardim».

Importante vitória

A Comissão Política do PCP adianta ainda que a imposição, pelo Governo, de uma lei de finanças regionais, não só contribuiu para iludir as pesadas responsabilidades do PSD pelo agravamento da situação sócio-económica da região como lhe concedeu uma larga margem para uma vitimização que soube explorar.
«A votação obtida pelo PSD traduz, mais do que uma genuína avaliação de mérito ou um testemunho de confiança do eleitorado da região nas suas políticas, uma significativa condenação dos posicionamentos e políticas do PS e a sua descredibilização enquanto alternativa credível, quer política quer eleitoral», lê-se no documento.
Relativamente à quebra eleitoral do PS (mais de 16 mil votos, 12 pontos percentuais e cerca de 45 por cento da sua massa eleitoral), os comunistas acentuaram que esta deve ser encarada «como uma expressiva condenação das políticas de direita e da ofensiva contra os direitos e conquistas sociais prosseguidas pelo Governo».
«Num quadro de perdas generalizadas de todos os partidos com representação parlamentar, apenas desmentida pela CDU, as eleições ficam marcadas pela significativa redução do CDS/PP (menos 2100 votos e 2,7 pontos percentuais), por uma nova quebra do BE (menos 700 votos) e pela eleição de dois deputados a partir de duas candidaturas suportadas na cedência da sigla do MPT e PND para viabilização de projectos políticos pessoais», sublinha o PCP, que saudou «as centenas de militantes e activistas do PCP e da CDU que intervieram nesta importante batalha política por uma Madeira melhor, mais solidária e mais justa».
«Os resultados agora conquistados pela CDU constituem uma importante vitória da determinação, combatividade e confiança na possibilidade de construir um futuro com mais justiça social, mais democracia e mais direitos. E uma razão acrescida para a afirmação e identificação do PCP e da CDU como a força necessária para uma política diferente, e para a construção de uma verdadeira alternativa de esquerda às políticas que PS e PSD têm protagonizado», termina a Comissão Política.
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