Existem 14 por cento de desempregados no distrito do Porto
9.º Encontro Regional do Porto da JCP
Mais colectivos de escola e empresa
Os problemas dos jovens do distrito do Porto – da escola ao trabalho – foram debatidos no 9.º Encontro Regional da JCP, realizado no sábado.
Massarelos recebeu o 9.º Encontro Regional do Porto da JCP na tarde de sábado, uma iniciativa marcada por inúmeras intervenções dos militantes. Foram traçadas as linhas de trabalho para os próximos dois anos, nomeadamente para a criação de colectivos de escola e de empresa.
Um dos temas mais debatidos foi a greve geral de dia 30 e as razões da luta dos trabalhadores. Como se lê na resolução política aprovada, «as empresas de trabalho temporário, juntamente com os recibos verdes, constituem a faceta mais grave do ataque do capital à estabilidade no trabalho, fomentando a precariedade e a exploração».
Os participantes referiram que são os próprios centros de emprego a enviar trabalhadores para estágios profissionais não remunerados, para trabalhos mal pagos e com excessivo número de horas, o que leva a JCP a afirmar que estas instituições «servem para esconder a realidade laboral do País, pois o número de inscritos nunca é proporcional ao número real de desempregados».
O distrito do Porto, um dos mais jovens do País, está longe de corresponder as necessidades e aspirações dos trabalhadores: existem 117 mil desempregados, o que corresponde a uma taxa de desemprego de 14 por cento. Grande parte dos jovens trabalhadores não são sindicalizados, tem emprego precário, mal pago, são alvo de discriminação salarial e não lhes é dada a formação profissional necessária.
«Mesmo os trabalhadores especializados vêem o seu trabalho ser frequentemente desqualificado e a sua carreira limitada, por não haver capacidade da maioria das entidades patronais em inovar e aproveitar a capacidade criativa destes profissionais», refere a resolução aprovada.

Saúde

As debilidades e insuficiências ao nível da cobertura e prestação de cuidados de saúde constituem outra preocupação da JCP, que assinala a geral insuficiência de instalações e equipamentos, fragilidades dos quadros de pessoal, o congestionamento dos centros de saúde e dos hospitais e a falta de cuidados primários de saúde no Centros de Saúde. Só no concelho de Vila Nova de Gaia estima-se que existam neste momento 100 mil pessoas sem médico de família. Em Vila do Conde há apenas uma ambulância para 30 freguesias.
«São muitas as freguesias do nosso distrito, com centros de saúde mal equipados, com poucos médicos de família e enfermeiros e sem quaisquer condições de acesso para pessoas cuja mobilidade se encontra comprometida. Aumentam as listas de espera para consultas e não existem consultas de especialidades, como por exemplo, nutrição e consultas anti-tabágicas.
A nova Comissão Regional, eleita por unanimidade, tem uma média de idades de 19 anos e é composta por 8 trabalhadores, 4 estudantes do ensino profissional, 7 do ensino superior e 7 do ensino secundário.


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