«Zona Euro» significa desemprego

Os dados divulgado no final da semana passada pelo gabinete de estatísticas da comunidade europeia afirmam que quase 64 por cento do total de desempregados do espaço europeu estão concentrados na chamada «Zona Euro».
Segundo o Eurostat, durante o mês de Abril, a taxa de desemprego nos 27 países da UE foi de 7,1 por cento. Entre os países que registam um maior número de pessoas desocupadas estão a Polónia (11,2), a Eslováquia (10,5), a França e a Grécia (8,6%).
Portugal regista um valor de 8 por cento, valor próximo do apurado recentemente pelo INE e contestado pelo presidente da Confederação da Industria Portuguesa, Francisco Van Zeller, por alegadamente carecer de «crédito» e «confiança».
Nos 27 países da UE estão registadas 16,7 milhões de pessoas sem emprego, diz ainda o Eurostat. 10,6 milhões habitam e trabalhavam na «Zona Euro».


Acidentes de trabalho matam 56

Segundo um relatório da Inspecção Geral do Trabalho (IGT), só nos primeiros cinco meses deste ano já morreram 56 pessoas em acidentes de trabalho em Portugal.
Os números divulgados no final da semana passada pela IGT dizem que quase metade, 26 casos ou 46 por cento, ocorreram no sector da construção civil, tradicionalmente afectado pelas más condições ou pela não observação das regras de higiene e segurança no trabalho.
Das restantes ocorrências, 11 registaram-se no comércio e serviços, nove na indústria, três na agricultura e duas no transporte e armazenagem de bens.
Em 2006, morreram no em todo o País mais de 150 trabalhadores vítimas de acidentes ocorridos durante o período laboral.


<em>Caminho</em> cria prémio Óscar Lopes

Para assinalar o 90.º aniversário do ensaísta português Óscar Lopes, a Editorial Caminho decidiu instituir um prémio sobre Literatura Portuguesa com o nome deste autor.
Para além da homenagem ao escritor comunista, o galardão pretende «dar um oportunidade de publicação a trabalhos na área», explicou Zeferino Coelho citado pela Lusa.
O vencedor vai receber um prémio monetário no valor de 2500 euros e verá a sua obra publicada com a chancela daquela casa editora, isto depois da necessária avaliação do júri, composto por Zeferino Coelho, Manuel Gusmão, Luís Adriano Carlos, Luís Miguel Queiroz e José da Cruz Santos.
Óscar Lopes nasceu em Leça da Palmeira no ano da revolução de Outubro, 1917. Foi membro do Comité Central do PCP e em 2006 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.


Benite recebe galardão

O governo francês distinguiu o encenador português Joaquim Benite com o grau de «Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras», prémio que, de acordo com o ministério da Cultura de Paris, presta tributo às suas «criações artísticas» e à sua «contribuição para a difusão de cultura».
Reagindo à atribuição do galardão, Joaquim Benite manifestou-se «honrado» e «orgulhoso», O prémio será entregue durante um dos dias do próximo Festival de Teatro de Almada, o qual decorre entre 4 e 18 deste mês.
Benite foi crítico de teatro no DN e noutras publicações. Em 1970 está na fundação do Grupo de Campolide e sete anos depois instala a companhia, já profissional, no Teatro da Trindade. Um ano depois muda-se definitivamente para margem esquerda do Tejo, onde instala a Companhia de Teatro de Almada e dá corpo ao maior evento nacional dedicado à representação, o Festival Internacional de Teatro de Almada.


170 filmes e uma homenagem no Festróia

Iniciou-se no passado dia 1, sexta-feira, em Setúbal, a 23.ª edição do Festival Internacional de Cinema. No Festroia, serão exibidos até ao próximo dia 10 quase 170 filmes nacionais e estrangeiros num total de 42 países representados. As exibições decorrem no Auditório Municipal Charlot e no Fórum Luísa Todi.
É neste último espaço que, na sessão de abertura, se vai proceder à homenagem ao fundador do projecto, iniciado em 1985, Mário Ventura Henriques, falecido em Junho do ano passado.
Mário Ventura dividiu a sua vida entre o jornalismo, a produção literária, a dinamização do Festroia e a actividade política. Trabalhou no Diário Popular, no DN, na agência EuropaPress, no semanário Extra e nas revistas Seara Nova e Câmbio 16. No campo da escrita publicou 15 volumes entre romances, contos e memórias. Foi candidato contra o fascismo pelo Movimento Democrático Português, em 1969, foi membro do Conselho Geral da ID e candidato ao PE nas listas da CDU. Com a CDU exerceu ainda o cargo de presidente da Assembleia Municipal da Amadora.


Resumo da Semana