<em>Tempos de Munda e de Mondego</em> lançado em Coimbra

Precisamente um mês depois da morte de Alberto Vilaça, foi apresentado o seu último livro – Tempos de Munda e de Mondego – na quinta-feira, em Coimbra. Publicada pela Editora Calendário, a obra foi apresentada perante uma sala repleta por Jorge de Alarcão, professor catedrático da Universidade de Coimbra, que lembrou a acção antifascista de Alberto Vilaça, o seu relevante papel na consolidação da democracia e do poder local democrático e o seu empenho cívico permanente.
Por seu lado, Raquel Vilaça, filha do autor, contou como os últimos tempos foram difíceis: «Chegámos a corrigir provas no quarto do hospital. Trabalhou literalmente até ao fim, com o ânimo e o rigor de sempre. Sempre irrequieto, a magicar e a organizar coisas, nunca abandonando a sua ironia e o seu bom humor.»


Estudantes contra regime jurídico do superior

O novo Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior, que é hoje votado na Assembleia da República, é alvo da contestação dos estudantes universitários, que salientam que a redução da sua representação nos órgão deliberativos corresponde a uma retirada de direitos fundamentais e a uma tentativa de enfraquecer a comunidade estudantil.
Com a transformação das universidades em fundações de direito privado, os estudantes alertam para o facto de que a educação será regida por uma lógica economicista, longe da perspectiva do ensino como forma de enriquecimento académico, cultural e pessoal.
Na sexta-feira, estudantes de Coimbra entregaram no Parlamento um abaixo-assinado com mais de cinco mil assinaturas contra o novo regime jurídico e está marcada para hoje, às 13 horas, uma manifestação dos alunos de Lisboa, em frente à Assembleia da República.


MDM lamenta morte de Vilma Espin

A Direcção Nacional do MDM manifestou o seu pesar pela morte de Vilma Espin, «grande obreira e dirigente da revolução cubana, grande dirigente da organização das mulheres cubanas e do movimento internacional de mulheres, grande dirigente da Federação Democrática Internacional das Mulheres».
Numa nota enviada à Federação das Mulheres Cubanas, o MDM salienta que Vilma Espin «merece o nosso sublime respeito e orgulho como exemplo de verticalidade, dignidade e cidadania».
«Ficará entre nós, como uma comunista, uma feminista, uma revolucionária, uma insigne lutadora a quem as mulheres portuguesas e do mundo inteiro muito devem. Perdemos uma companheira e uma amiga, mas não perdemos a confiança nos seus ideais. O seu exemplo e inabalável esperança serão sempre um alento para manter viva a chama e o dinamismo da nossa organização de mulheres, por um mundo justo e sustentável, por um mundo de igualdade e de paz», garante o MDM.


Venda de genéricos cresce

Os medicamentos genéricos atingiram 18 por cento do mercado português, o valor mais alto desde sempre. De acordo com dados do Infarmed, nos primeiros cinco meses de 2007, a quota média de genéricos no mercado dos medicamentos foi de 17,48 por cento, contra 14,77 por cento registados no mesmo período de 2006. O mercado de medicamentos genéricos aumentou 23,3 por cento entre Janeiro e Maio deste ano, rendendo 240,46 milhões de euros. Nos primeiros meses de 2006, as vendas corresponderam a 195 milhões.
Por substâncias activa, dez correspondem a 60 por cento do total dos genéricos vendidos, com a citalopram (antidepressivo) em primeiro lugar, seguido da glimepirida (diabetes), isotetrinoína (acne) omeprazol (acidez gástrica) e da sinvastatina (colestrol). A citalopram atingiu já 100 por cento do mercado a que se destina, enquanto as restantes quatro substâncias citadas ocupam já mais de 80 por cento
O Infarmed prevê que os genéricos atinjam 20 por cento do mercado de medicamentos no fim do próximo ano.


Índios ganham contra transnacional

A justiça argentina reconheceu à comunidade mapuche de Logko Puran o direito de defender o seu território contra uma empresa petrolífera norte-americana, Pioneer Natural Resources.
Vários índios foram acusados pela companhia de terem obstruído, através de manifestações, a chegada do seu material de perfuração, mas na semana passada o tribunal de Neuquen rejeitou a queixa considerando que não foi respeitada a garantia constitucional que assegura «a participação dos povos indígenas na gestão dos seus recursos naturais».
O juiz acusou a Pioneer «de não ter feito nenhuma consulta da comunidade antes de avançar com os trabalhos» e de não ter respondido aos «múltiplos pedidos» dos representantes das comunidades indígenas.
Martin Velasquez Maliqueo, representante da comunidade mapuche, congratulou-se com a decisão e lembrou que «há dezenas de negócios onde os povos indígenas defendem os seus territórios perante grandes empresas».


Resumo da Semana