Militares em vigília

Mais de 200 militares no activo e reformados concentraram-se, dia 12, em vigília, frente à residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento, Lisboa. Um protesto contra a política do Governo para a Defesa, nomeadamente as alterações introduzidas na sua passagem à aposentação e para exigirem o pagamento de uma dívida do Estado aos militares avaliada em mais de mil milhões de euros. A acção, convocada por três militares reformados das Forças Armadas, teve o apoio
imediato da Associação Nacional de Sargentos e esteve proibida por ordem dos chefes dos três ramos das Forças Armadas. No entanto, no dia da vigília, o Tribunal Administrativo de Lisboa autorizou os militares no activo a participar na acção, decisão que os convocantes consideraram tratar-se de «uma vitória histórica». Solidárias com o protesto, várias unidades militares de todo o País permaneceram até à hora do fim da vigília nos respectivos quartéis. Ao contrário de anteriores, esta vigília foi autorizada pelo Governo Civil de Lisboa.


Maré negra em Ibiza

Ao largo da costa de Ibiza, no Sul de Espanha, o cargueiro Don Pedro embateu contra rochedos e afundou-se com 150 toneladas de fuelóleo e 50 de gasolina a bordo, provocando uma maré negra nas praias da ilha. A poluição ultrapassou as barreiras de protecção flutuantes que pretendiam evitar a passagem do crude para o parque de Ses Salines, classificado como área protegida, a 11quilómetros a Sul do local onde ocorreu o desastre e ameaçou uma série de pequenas ilhas onde nidificam e passam várias espécies de aves migratórias. Nas praias de Talamanca, Ses Figueretes e Platja de Bossa prosseguem os trabalhos de remoção do crude.


Chega de aumentos!

O deputado do PCP e economista da CGTP-IN, Eugénio Rosa provou, num estudo apresentado, segunda-feira, que nada justifica um novo aumento de preços dos combustíveis, quando o petróleo desceu 11,2 por cento no primeiro semestre deste ano e o dólar se tem desvalorizado face ao euro. Com esta desvalorização, o petróleo fica mais barato para as empresas portuguesas que compram o produto em dólares e o vendem, aos portugueses em euros, afirma-se no estudo que o economista decidiu fazer depois de, na semana passada, ter sido anunciado mais um aumento do preço dos combustíveis. Em 1999, o preço médio dos combustíveis por litro, em Portugal, era menos 0,087 euros do que preço médio na União Europeia. Em 2006, o preço já era superior em 0,013 euros. Em Portugal, o preço médio dos combustíveis, sem impostos, aumentou, no mesmo período, 151,9 por cento, enquanto na UE, o aumento foi de 141,9. Com impostos, o preço médio aumentou, em Portugal, 77,8 por cento, enquanto na UE subiu 55,6, ou seja, menos 28,3 por cento.
O mesmo estudo revela que os portugueses pagam também mais em electricidade e em gás.


Nota máxima para Carvalho da Silva

Nota máxima com distinção foi o resultado obtido pelo secretário-geral da CGTP-IN, Manuel Carvalho da Silva, segunda-feira, na defesa da sua tese de doutoramento em sociologia no ISCTE, em Lisboa. Durante quatro horas apresentou uma análise dos mais de 30 anos de actividade da central sindical e defendeu o movimento sindical como factor transformador da sociedade. Com considerações sobre o sindicalismo nacional, europeu e mundial, a tese, intitulada «A centralidade do trabalho e acção colectiva» aborda, entre outras matérias, a regulamentação e as relações laborais, a contratação colectiva e a flexigurança.


Terramoto no Japão

Um violento sismo com uma intensidade de 6,8 na escala de Richter - cujo máximo é de 7 graus - sacudiu o centro do Japão, 250 quilómetros a noroeste de Tóquio, a 17 quilómetros de profundidade, na segunda-feira, provocando dois mortos e mais de cem feridos, segundo um balanço das autoridades nipónicas. Na maior central nuclear do país, de Kashiwasaki-Kariwa, perto do epicentro do sismo, deflagrou um incêndio, embora as autoridades tenham anunciado não haver perigo de fuga radioactiva. O fogo terá ocorrido num transformador afastado dos reactores nucleares, esclareceu o responsável da empresa, Tokyo Electric Power, que administra a central nuclear.


Resumo da Semana