Trabalhamos mais e recebemos menos

O poder de compra, em Portugal, é 20 por cento inferior ao da média registada na União Europeia e os salários são 40 por cento mais baixos, anunciou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento da Europa, OCDE. Em 1995, um cabaz com produtos básicos custava, em Portugal, 77 euros, enquanto o mesmo valia 100 euros na União Europeia, onde os salários são, em média, bem superiores aos por cá praticados. Segundo o gabinete de estatísticas da União Europeia, Eurostat, os portugueses pagam, actualmente, 82 euros pelo mesmo cabaz.
Portugal está entre os países da União Europeia onde os trabalhadores se reformam mais tarde. Em média, os homens jubilam-se aos 64 anos e 2 meses, enquanto, em Espanha, por exemplo, a reforma chega dois anos mais cedo. Mais tarde do que os portugueses só se reformam os irlandeses, os cipriotas e os estónios. A média da idade de reforma, nos 25 países é de 60 anos e sete meses.
As mulheres portuguesas são as terceiras da UE a reformarem-se mais tarde, pouco depois dos 61 anos, quando a média é de quase menos três anos. Portugal é o país com maior diferença na idade de reforma entre mulheres e homens.


PS e CDS apoiam o Governo

Na última sessão legislativa parlamentar o PSD aprovou mais de metade das propostas levadas pelo Governo à Assembleia da República, revelou o Diário de Notícias.
Entre Setembro de 2006 e o mês passado, o Governo aprovou 61 diplomas, 34 deles com o aval do PSD.
Ao PSD segue-se o CDS-PP, que aprovou 23 propostas de Lei do PS e absteve-se noutras 21.
Rejeitando a política de direita do Governo, o PCP reprovou 37 das mesmas propostas e votou favoravelmente apenas 13. O BE rejeitou 36 dos diplomas e aprovou 14, enquanto o Partido Ecologista “Os Verdes” rejeitou 36 e aprovou 12.


Nem a freira escapou

No Estado norte-americano do Tenessee, uma freira de 70 anos foi detida e condenada a 20 dias de prisão por ter participado numa manifestação diante de um laboratório norte-americano de armas nucleares, na passagem do 62.º aniversário do ataque nuclear a Hiroxima, no dia 6. Elizabeth Ann Lentsch foi condenada por ter participado numa manifestação com mais 200 pessoas que obstruíram uma estrada diante dos laboratórios nucleares de Oak Ridge. Há 20 anos que esta manifestação ocorre, no mesmo local, porque ali foram desenvolvidos trabalhos de construção da bomba atómica. Por semelhantes actos de «desobediência civil», a religiosa já tinha cumprido penas de dois e seis meses em prisões federais.


Marinha Grande contra fecho do SAP

O Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, João Duarte contestou, dia 8, o encerramento do Serviço de Atendimento Permanente, comunicado pela Sub-região de Saúde de Leiria. Segundo o edil do Município de maioria CDU, em causa está a suspensão do atendimento durante a noite. Um ofício da Sub-região agora conhecido revela que a reconversão prevista não prevê o atendimento nocturno que até agora tem garantido assistência à população. Em declarações à Lusa, o eleito da CDU considerou que a decisão «é uma regressão dos cuidados de saúde prestados», à semelhança do que está a acontecer noutros concelhos. Em Maio, centenas de utentes manifestaram-se nas ruas contra esta eventualidade e foi subscrito um abaixo-assinado de rejeição com mais de cinco mil assinaturas. Segundo o movimento dos utentes, três mil marinhenses também não têm médico de família.


208 mil desesperam por uma cirurgia

São 208 mil, os portugueses que aguardam, em média, cinco meses por uma cirurgia, segundo dados do Ministério da Saúde. Um quinto destes doentes – 40 mil – chegam mesmo a esperar mais de um ano pela operação e 10 por cento aguardam mais de dois anos.
Há mesmo uma patologia no Hospital da Região Centro onde a espera é de 69 meses e a falta de oferta em várias especialidades na saúde pública e deficiências nos registos são duas das causas enunciadas para justificar os atrasos. No primeiro semestre deste ano terão entrado para a lista 235 555 utentes que se somaram aos 226 113 que já aguardavam. No mesmo período terão saído da lista 254 135 inscritos. Destas, 195 405 devem-se a cirurgias efectuadas, mas os restantes terão morrido, desistido, recorrido à urgência ou ao sector privado. Das mais de 195 mil cirurgias efectuadas entre Janeiro e Junho, 13 651 fizeram-se no sector convencionado e custaram 20 milhões de euros.


Resumo da Semana