Temos hoje mais militantes do que na última assembleia
8.ª Assembleia de Organização Regional do Porto
«Organizar, intervir e transformar»
Sob o lema «Um Partido mais forte – por um distrito melhor», realizou-se, sábado, no auditório do Instituto Superior de Engenharia, a 8.ª Assembleia de Organização Regional do Porto do PCP. Durante os trabalhos, foram assumidos um vasto conjunto de compromissos que incorporam soluções para os problemas existentes no distrito, e apresentadas medidas para o reforço partidário, as quais vão permitir, nos próximos anos, enfrentar com confiança os exigentes desafios que os comunistas têm pela frente. Neste sentido, os comunistas do Porto prometem recrutar e integrar 750 novos camaradas até à próxima assembleia.
«Bela Assembleia!», disse, entusiasmado, Jerónimo de Sousa, olhando, olhos nos olhos, para os seus camaradas que encheram, por completo, a sala onde se realizou a 8.ª Assembleia de Organização Regional do Porto. Na sua intervenção, que encerrou aquela iniciativa, manifestou a sua confiança com o crescimento e reforço do PCP.
«Temos hoje mais militantes do que na última assembleia e mais organismos, mas há muito mais a fazer e os avanços conseguidos precisam de ser consolidados e desenvolvidos», alertou, sublinhando que no distrito do Porto, como no resto do país, «se desenvolve uma actividade intensa, com muitos milhares de militantes a darem o melhor de si, num exemplo de participação militante notável e única no panorama partidário português».
«Estimular a democracia interna do Partido através da iniciativa própria das organizações», «prosseguir o trabalho de recrutamento, em particular jovens operários», «acelerar o esclarecimento da situação dos membros do Partido com ficha ainda por actualizar», «garantir uma ampla discussão na organização regional sobre a importância da difusão da imprensa do Partido» e «melhorar a capacidade de informação e propaganda, responsabilizando mais camaradas nesta frente e ultrapassando concepções diminuidoras da sua importância, rentabilizando todos os meios existentes e considerando investimentos técnicos que se justifiquem para aumentar a capacidade de afirmação do Partido», são, apenas, algumas das propostas inscritas no relatório de actividades da 8.ª Assembleia do Porto.
Denunciar a «política negativa» do PS para o País e a região, assim como dos anteriores governos, exigir um referendo ao novo tratado constitucional da União Europeia e preparar os próximos actos eleitorais - Parlamento Europeu, Legislativas e Autárquicas -, previstos para 2009, são, de igual forma, prioridades para os comunistas do Porto.
«Algumas das medidas que se apresentam têm constituído bandeiras de luta do PCP e fundamentado a sua acção de forma articulada, no plano social e institucional, e procuram desenvolver a região, revitalizar a economia, promover a qualidade de vida dos habitantes, fomentar a coesão social, promover o emprego, combater a pobreza e a exclusão, defender sempre o interesse das populações, contrariar o centralismo e as assimetrias», lê-se no documento.


«Continuar a lutar!»

Durante os trabalhos da 8.ª Assembleia de Organização Regional do Porto foi ainda apresentada, e aprovada por unanimidade, pelos 306 delegados, uma moção intitulada «Depois da greve geral e da grande manifestação de 18 de Outubro, continuar a luta!».
«Considerando que os salários reais estão praticamente estagnados desde o início da presente década e que os salários no distrito são mais baixos que a média nacional, cerca de 10 por cento, a excepção revelante em 2007 foi a melhoria do Salário Mínimo Nacional, pela intervenção e acção reivindicativa dos trabalhadores e da CGTP-IN», sublinha o texto, que alerta: «Só no distrito do Porto, o número de desempregados atinge já 99 937, cerca de 11 por cento».
«Estamos, por isso, num distrito que vai empobrecendo e, a comprová-lo, está o facto de no último ano terem quadruplicado os pedidos de acesso ao Rendimento Social de Inserção, que já hoje ultrapassa as 40 mil famílias», acrescenta a moção.
Foi ainda aprovada, também por unanimidade, uma saudação Óscar Lopes, comunistas, figura ímpar das nossas letras e ensaísta de reconhecido prestígio. Este momento foi saudado, de pé, com uma estrondosa salva de palmas.


Breves apontamentos!»

José Timóteo: «O reforço do Partido nas empresas e locais de trabalho é decisivo para um PCP mais forte»;
Teresa Lopes: «Temos dado passos importantes no sentido de uma melhor intervenção nos órgãos autárquicos»;
Ilda Figueiredo: «A maior parte das políticas que são tomadas em Portugal são influenciadas pelas propostas que se tomam na UE»;
Honório Novo: «O Governo, ao querer ser mais papista que o Papa, exige dos portugueses, especialmente dos mais desfavorecidos, esforços ainda mais violentos do que aqueles que seriam necessários»;
José Pedro Rodrigues: «Continuaremos a unir esforços na defesa da liberdade de informação, livre, plural, denunciando todas as tentativas de desvalorização do nosso Partido»;
Valdemar Madureira: «Portugal vive hoje uma crise económica e social de enorme gravidade»;
João Tiago: «Precisamos de contribuir, ainda mais, para o rejuvenescimento do Partido, fazendo dele o que é e sempre foi, o Partido da juventude».


Dois anos de degradação!»

Desde a anterior assembleia, que se realizou à dois anos, a realidade do distrito não sofreu alterações positivas, antes pelo contrário, em vários dos seus aspectos fundamentais verificou-se uma acentuada degradação.
O encerramento e a deslocalização de empresas continuou o seu caminho de devastação do aparelho produtivo no distrito, como aconteceu com a Carioca e Gonçalves, a Upgráfica, a Gráfica Aloma, a Esmaltal, a Sotoportas, a Soarmoldes, a Perfiladora, a Lear, a Lutema, a Vissuto, a Jorifel, a Pinfel, a Baby Confex, a Malhas Rimola, a Jopers, a Kikos, a Dias & Dias, a Fredagon, a Cunha Almeida & C.ª, a Fepima, a Sosé, a Santa Quitéria, a Profitêxtil, a USO-Confecções, a Postiga e Ferreira, a Euroribol, a Zatama, a Confecções Ariana, a Triveni, a NAEF, a Mota e Mourão, a ST&Hugo, a Vertical, Lidifel, a E.F. Machado.
Segundos os comunistas do Porto é ainda necessário intervir na Yazaki, na Mafincal, na Kilas, na Maconde, na Padouro, na Picoto, entre muitas outras que correm o mesmo risco.
O parque escolar é deficitário, com particular relevo no interior. Na saúde, a política do Governo de ataque ao sector público também teve consequências com o encerramento das maternidades e diminuição dos serviços de urgência dos hospitais de Santo Tirso e de Vila do Conde.
Outro dado importante, no que diz respeito à qualidade de vida, é que as taxas de tratamento de águas residuais são apenas de 77,2 por cento.


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