A Revolução de Outubro transformou radicalmente a vida de populações habitando um território enorme
Revolução Socialista de Outubro
Comemorações em todo o Partido
Como «O Militante» de Novembro/Dezembro regista num dos artigos com que assinala a passagem do 90.º aniversário da Revolução de Outubro, esta não constituiu um erro nem foi fruto do acaso.
Na opinião do articulista, foi, de facto, «o resultado lógico do desenvolvimento social, uma opção revolucionária determinada pela análise das premissas objectivas e subjectivas e pelo dever que têm os revolucionários de tudo fazer para levar as massas a pôr fim às situações de opressão».
Mais, de acordo com um outro artigo sobre a efeméride, a Revolução Socialista de Outubro significou «um profundo revolucionamento político, económico, social e cultural» que viria a transformar «radicalmente a vida de populações habitando um território enorme». De facto, «entrega o poder àqueles que dele sempre tinham sido afastados e o tinham apenas sofrido, começa a construir um sistema político que une as dimensões representativa e participativa da democracia, altera o regime jurídico e social da propriedade e as relações de produção», lançando «um impetuoso desenvolvimento das forças produtivas» e organizando «um poderoso revolucionamento cultural». Enfim, como o seu próprio autor o intitula, a Revolução de Outubro constituiu a «Vitória de esperanças e sonhos milenares».
Entretanto, apesar de todos os erros, desvios, desvirtuamentos e até traições que tenham existido e levado ao desmoronamento deste grandioso empreendimento, pela primeira vez intentado pelo proletariado russo, sob a direcção de Lenine e do Partido Bolchevique, que foi o «assalto ao céu», permanece inquestionável a sua influência e impacto na História da Humanidade ao longo de todo o século XX e nos progressos de movimento operário internacional e dos movimentos nacional-libertadores.

Comunistas não esquecem

É colossal o esforço hoje desenvolvido pelas forças de direita e do grande capital revanchista para reescrever a História, denegrir este incomparável acontecimento histórico, subverter os ideais que o inspiraram, mas os comunistas portugueses não o esquecem e fazem questão de todos os anos comemorar esta data indelével na História da Humanidade, que esteve, aliás, na base da fundação do próprio PCP. É que epítetos e ameaças não os amedrontam nem emocionam, tão certos estão de que em 2007, tal como em 1917, se mantém a necessidade de lutar por uma sociedade onde não mais exista a exploração do homem pelo homem, por uma sociedade de progresso, justa e fraterna.
Assim, para além da sessão pública, que ontem se realizou na Casa do Alentejo, em Lisboa, com a presença do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, e do livro que as edições Avante! vai lançar – noticiado nesta página – as organizações do Partido, de Norte a Sul do País, comemoram com entusiasmo e confiança o 90.º aniversário da Revolução de Outubro. A começar na sede central do Partido, onde também ontem se realizou um almoço de confraternização, em que interveio Maria da Piedade Morgadinho, membro da Comissão Central de Controlo, seguindo-se no sábado, um almoço na Atalaia, promovido pelo Sector do Património, em que intervirá Aurélio Santos, membro também da Comissão Central de Controlo, até aos inúmeros debates. almoços, jantares que se realizam de Loures, a Setúbal, ao Algarve (ver agenda), ou à exposição que está a decorrer desde terça-feira na Academia Almadense, em Almada, que se prolongará até ao próximo sábado.

Lenine e a Revolução
Lançamento ainda este mês

Na segunda-feira, 26, é lançado pela Editorial Avante! o livro «Lenine e a Revolução?, de Jean Salem.
O lançamento, que ocorrerá às 18h00, na sede da Editorial Avante! (Av. Gago Coutinho, 121, em Lisboa), contará com a presença do José Barata Moura e de Francisco Melo, director da Editorial.


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