Bancos alheios à crise

Os cinco principais bancos portugueses somaram lucros de 2,2 mil milhões de euros só nos primeiros nove meses de 2007.
Apesar da crise que afectou os mercados financeiros desde o início do ano - levando a consecutivos aumentos das taxas de juro de referência em prejuízo dos consumidores de crédito bancário, sobretudo as respeitantes a aquisição de habitação própria permanente -, as maiores entidades financeiras nacionais aumentaram os lucros em 21,8 por cento face a igual período do ano passado.
Contas feitas, CGD, BES, Millenium BCP, BPI e Santander Totta ganharam valores acima dos oito milhões de euros por dia, ou, se quisermos, 20 mil salários mínimos a cada 24 horas.
A CGD lidera os proveitos com 675,6 milhões de euros, mais que o somatório dos lucros de BPI e Millenium juntos, 249,4 e 403,7 milhões de euros, respectivamente.
O BES realizou 487,8 milhões de euros e foi a instituição que registou um maior aumento dos lucros face a 2006, 60 por cento, enquanto o Totta acumulou 388,2 milhões.


Incêndios batem recorde

Sábado foi o dia do ano em que se registou o maior número de incêndios em todo o território nacional. O tempo seco e as temperaturas anormais para esta época são os principais culpados, afirmam as autoridades.
Dados divulgados pela Autoridade Nacional de Protecção Civil indicam que durante a jornada outonal foram mobilizados mais de 3500 bombeiros para o combate aos 382 sinistros ocorridos.
O recorde de 2007 havia sido batido, terça-feira, dia 6, com 332 fogos activos, isto apesar da área de mato e floresta consumida ser comparativamente menor à devastada no período do Verão.
Também no sábado, um helicóptero alugado pelo Ministério da Administração Interna para o combate aos fogos florestais despenhou-se em Melgaço, Viana do Castelo, provocando a morte ao tripulante.
Governo e Instituto Nacional da Aviação Civil escusaram-se a justificações e mandaram instaurar inquéritos para apurar as causas do sucedido, mas informações divulgadas segunda-feira garantem que o piloto não tinha experiência de combate a incêndios.
Este foi o segundo acidente mortal em 2007 com aeronaves em serviço de combate a fogos florestais. A 3 de Agosto passado, um Dromader despenhou-se perto de Torres Novas vitimando igualmente o piloto


Percurso da «Sol Nascente»

Encontra-se já à venda nos escaparates livreiros, com a chancela da Campo das Letras, o novo livro de Luís Crespo de Andrade, «Sol Nascente – Da cultura republicana e anarquista ao neo-realismo».
A pedido da Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo, de Vila Franca de Xira, o trabalho sobre a revista «Sol Nascente» é o resultado de uma apurada pesquisa tendo como objecto principal a curta mas intensa história daquela publicação, editada entre 1937 e 1940.
No percurso do quinzenário «Sol Nascente» é possível identificar «a transição da cultura republicana e anarquista, dominante nos meios oposicionistas de década de 1930, para a orientação política e cultural marxista, que irrompe, nas suas páginas, de forma vigorosa», explica o autor na sinopse do livro
«Nenhuma outra fonte – nem mesmo “O Diabo”, menos doutrinário e mais disperso – permite aceder, de forma tão completa e sistemática, ao pensamento da geração que se formou nos anos da Guerra Civil de Espanha e que passou a dominar a vida política e cultural oposicionista», conclui.


Lusíadas para os mais pequenos

Foi lançado publicamente no passado dia 25 de Outubro, na sede do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, SPGL, o novo livro da professora e escritora Leonoreta Leitão, intitulado «Era uma vez um rei que teve um sonho – Os Lusíadas contados às crianças».
O trabalho, apresentado pelo também escritor António Torrado, tem como objectivo expresso promover a aproximação dos jovens, sobretudo os que frequentam os 2.º e 3.º ciclos, à obra de Luís Vaz de Camões, incentivando, desta forma, a posterior leitura de «Os Lusíadas».


Olhar Auschwitz

Está patente desde o passado dia 12 e até ao próximo dia 23 de Novembro, na Galeria de Exposições da Câmara Municipal da Moita, a mostra fotográfica «Aushchwitz Altar do Mundo», da autoria do antropólogo José Julião.
As fotos tiradas por José Julião em 2005 no antigo campo de concentração nazi de Auschwitz são, nas palavras do próprio, um alerta «quando, nos tempos que correm, nos querem apagar a memória e assistimos ao branqueamento dos fascismos e aos apelos à intolerância para com os outros, estrangeiros, imigrantes, diferentes, torna-se necessário lembrar o que nunca deve ser esquecido, dar a ver o que todos devem conhecer».


Resumo da Semana