Estudantes do secundário em luta

Centenas de estudantes do ensino secundário manifestaram-se, dia 12, em várias escolas do distrito de Lisboa contra a política educativa levada a cabo pelo Governo PS e seus antecessores.
Em nota de imprensa, a JCP solidarizou-se com a luta dos estudantes e reafirmou «a defesa do ensino público, gratuito e de qualidade». Neste sentido, exigiu «melhores condições materiais e humanas nas escolas», manifestou-se contra «os custos do ensino e o exames nacionais» e reivindicou a «imediata implementação da Educação Sexual de forma transversal a todas as disciplinas».
Os jovens comunistas estão ainda contra a intenção do Governo de privatizar o ensino, nomeadamente através do Parque Escolar.


Transportes aumentam em 2008

O Governo, numa clara cedência aos interesses e desejos dos grupos económicos que operam no sector dos transportes públicos de passageiros, anunciou aumentos dos custos das tarifas (bilhetes e passes sociais) de 3,9 por cento, valores substancialmente superiores, quer aos da inflação prevista para o ano de 2008 quer aos aumentos dos salários.
«Com tais aumentos continuam a maioria dos portugueses e respectivas famílias a sofrerem anos após ano uma drástica redução do seu poder de compra, com gravíssimas implicações sociais e de qualidade de vida», alerta, em nota de imprensa, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos.


PSD prejudica população

A linha de muito alta tensão que liga Fanhões a Trajouce será enterrada, na sequência de um acordo obtido entre a REN e a Câmara de Sintra, numa operação que vai ser suportada pela autarquia PSD e que terá início em Março de 2008.
Para a CDU esta opção é «incompreensível», uma vez que o PSD e o PS aprovaram um Orçamento Municipal que «volta a adiar os investimentos fundamentais ao nível da qualidade de vida das populações do concelho».
Estando de acordo com o enterramento das linhas, a CDU considera, no entanto, que não deve ser a autarquia a financiar a actividade de uma empresa de capitais privados, com lucros previstos para 2007 de 150 milhões de euros, «que tem ignorado o bem-estar das pessoas e se recusa, inclusivamente, a cumprir as ordens judiciais».


Portugal perde com Tratado de Lisboa

O Tratado de Lisboa foi, dia 13, assinado pelos líderes europeus no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. Perante este acontecimento, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) decidiu entregar, no mesmo dia, ao primeiro-ministro português e ao presidente em exercício da União Europeia um documento onde denuncia «as condições de grande défice democrático em que o mesmo foi negociado e aprovado pelos governos e governantes da UE».
A CNA lembrou ainda que os cidadãos portugueses e de outros países da UE «não foram chamados a debater e a pronunciar-se sobre os objectivos e conteúdos mais concretos do “Tratado de Lisboa”, tendo em conta o nosso presente e o nosso futuro comuns».


Novos polícias, velhos problemas

Terminado o 6.º curso de formação de agentes, mais de 900 elementos foram colocados no Comando Metropolitano de Lisboa. Entretanto, nos últimos dias, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) tem vindo a receber inúmeras queixas, quer dos novos agentes quer das respectivas famílias, dando conta dos problemas que afectam estes profissionais da PSP à chegada a esta nova realidade, chegando ao ponto de alguns familiares suplicaram à ASPP/PSP para ajudar os filhos.
A maioria daqueles profissionais desconhece completamente a realidade da cidade de Lisboa e são confrontados com as dificuldades de encontrar um local para residir. Há casos de elementos a pagar um quarto de hotel, outros confrontados com cauções para arrendamento de casas que rondam os mil euros. «Tudo isto se passa com um salário, na ordem dos 700 euros, que fica muito aquém do que lhes é exigido», denuncia, em comunicado, a ASPP/PSP.


Orçamento «fictício» em Lisboa

Depois de ter aprovado o empréstimo de 400 milhões de euros para pagamento de dívidas, o PCP votou, segunda-feira, contra as Grandes Opções do Plano para o Quadriénio 2008-2011 e do Orçamento para 2008 da Câmara de Lisboa.
Para os comunistas, o modelo escolhido para a apresentação deste orçamento é «errado». «Omite números e distorce a realidade da situação financeira da Câmara Municipal de Lisboa (CML)», acusa, em nota de imprensa, o PCP, lembrando que «a proposta inscreve apenas 546 milhões de euros» e não inclui «os 360 milhões de dívidas reconhecidas nem o empréstimo em contratação».
O PCP denunciou ainda o corte, para as juntas de freguesia, de um milhão e 360 mil euros, comparando com o orçamento inicial de 2007. Também as instituições sem fins lucrativos, incluindo o movimento associativo, vão sofrer «um dos mais rudes cortes».
Há ainda falta de verbas para sectores essenciais ao funcionamento da cidade. Para a iluminação pública, saneamento, requalificação do espaço público, manutenção e conservação de vias, higiene urbana, estão previstos apenas 7,4 milhões de euros: menos de dois por cento do total do orçamento.


Resumo da Semana