Breves
Hungria privatiza saúde
O parlamento húngaro aprovou na segunda-feira, 17, a privatização parcial do sistema de saúde, apesar da forte contestação popular à medida. No mesmo dia, trabalhadores de vários sectores entraram em greve para defender o sistema público de saúde. A paralisação afectou em particular os caminhos-de-ferro, cujos trabalhadores, fortemente mobilizados, ameaçavam prosseguir o protesto por tempo indeterminado. Contudo, a greve foi suspensa depois da aprovação do projecto com 204 votos a favor e 168 contra. Escolas, hospitais, aeroporto de Budapeste, entre outros, participaram no protesto paralisando o trabalho por algumas horas. Os agricultores bloquearam vários eixos rodoviários provocando engarrafamentos.

Belgas desfilam pelos salários
Exigindo aumentos salariais para fazer face à subida do custo de vida, cerca de 25 mil trabalhadores belgas desfilaram, no sábado, 15, em Bruxelas, respondendo ao apelo das três centrais sindicais do país.
Os manifestantes exigiram ainda «uma fiscalidade mais justa» e «uma segurança social forte e federal». A acção constitui igualmente um protesto face à incapacidade dos principais partidos flamengos e francófonos de encontrarem um entendimento para a formação de um governo. A crise política arrasta-se há seis meses.

Camionistas provocam o caos na Itália
A totalidade das mais de 100 mil empresas de transportes rodoviários e os camionistas assalariados aderiam à greve que bloqueou a Itália durante três dias (de 10 a 12), em protesto contra o aumento do preço do gasóleo.
A paralisação protesto provocou a ruptura no fornecimento de combustíveis em vários pontos do país, a falta de alimentos frescos no comércio e obrigou várias indústrias a suspender a laboração por falta de fornecimentos.
A circulação só foi retomada após a satisfação por parte do governo das principais reivindicações do sector, designadamente, o estabelecimento de tarifas mínimas e a intervenção sobre o preço do gasóleo.