Breves
POLISARIO em congresso
A Frente POLISARIO reuniu em congresso, durante três dias, em Tifariti, no Saara Ocidental libertado. A assembleia magna do movimento independentista realizou-se entre duas rondas negociais envolvendo representantes saarauís e homólogos da monarquia marroquina, em Nova Iorque, sob os auspícios das Nações Unidas. A POLISARIO defende a realização de um referendo sobre a autodeterminação, seguindo, aliás, o plano da ONU sobre a matéria, mas Marrocos recusa-se a aceitar a consulta popular e pretende apenas uma autonomia alargada sobre o país que ocupou em 1975.
No centro das discussões do congresso esteve o regresso da POLISARIO à luta armada depois de cumprirem um cessar-fogo de 16 anos com o objectivo de não obstaculizar as negociações com o governo de Rabat sobre o estatuto político do Saara Ocidental.
Na abertura dos trabalhos, o secretário-geral do partido, Mohammed Abdelaziz, lembrou que a POLISARIO lidera «uma guerra de libertação que só será interrompida quando for alcançada a independência». Abdelaziz acrescentou que são as próprias resoluções da ONU que reconhecem o direito dos saarauís a lutarem pela autodeterminação do território.

Bananeiras financiaram terrorismo
As autoridades judiciais da cidade de Medellín, na Colômbia, estão a investigar o envolvimento de cinco empresas bananeiras no financiamento dos grupos paramilitares.
A Chiquita Brands, uma das maiores empresas do sector a nível mundial, e a sua filial local Banaldex estão no centro do processo que já levou à emissão de uma ordem de captura contra Raúl Hasbún, tido como responsável pela recolha do dinheiro para as Autodefesas Unidas da Colômbia.
A meio deste ano, a Chiquita Brands foi sentenciada nos tribunais dos EUA ao pagamento de uma multa de 25 milhões de dólares por provados pagamentos aos paramilitares. Em troca, a justiça comprometeu-se a não julgar nenhum dos executivos da multinacional. A Chiquita admitiu ter entregue cerca de dois milhões de dólares entre 1997 e 2004.