Breves
CANEÇAS
Ninguém cala o PCP!
A Organização da Freguesia de Caneças do PCP, procurando minimizar o silenciamento de que o PCP é alvo nos órgãos de comunicação social, colocou seis expositores ao longo da freguesia, sobre várias campanhas em defesa dos trabalhadores.
«Alguém», contudo, julgando-se capaz de «calar a boca ao PCP», fez desaparecer alguns daqueles expositores, o que desde logo motivou a indignação da Comissão de Freguesia do PCP que, em tomada de posição pública, garante que «se não nos calaram no passado, também hoje será difícil que tal aconteça». Aliás, aproveita para denunciar os despedimentos de que os trabalhadores estão a ser vítimas, nomeadamente com o encerramento de empresas, como recentemente aconteceu na gráfica Satelicor, do Grupo Folha Cultural, onde mais 25 trabalhadores «ficaram com um aviso nas mãos para se apresentarem em Oliveira de Azeméis».

AMARANTE
«Mobilidade» põe floresta em risco
A Comissão Concelhia de Amarante do PCP e o deputado comunista Honório Novo reuniram, no dia 10, com os trabalhadores do Núcleo Florestal do Tâmega da Direcção-Geral dos Recursos Florestais colocados em regime de mobilidade especial e com o responsável pela instituição.
Em comunicado, o PCP diz que o Ministério da Agricultura está a aplicar o PRACE de forma profundamente errada, concentrando todos os recursos em Lisboa. De facto, acentua, não há lógica que justifique a dispensa de 59% do quadro de pessoal do Núcleo Florestal do Tâmega (quase o dobro do que fora definido), quando este é responsável por uma área de 50 mil hectares e por várias «instalações únicas em todo o País, como «viveiros de árvores, trutas, perdizes ou cercados de veados».
Para a maioria dos trabalhadores, trata-se de um corte salarial a curto prazo e depois o desemprego, já que é quase certo não virem a ser colocados noutros serviços da Administração Pública.

COIMBRA
HUC desprezados
O PCP, no âmbito da discussão do Orçamento de Estado apresentou uma proposta para a integração no PIDDAC de uma verba de 1 milhão de euros para os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), com vista nomeadamente à revitalização do Bloco de Celas, cujos pavilhões estão em estado de degradação.
«Incompreensivelmente», diz o secretariado da Célula dos HUC do PCP, o PS, o PS e o CDS-PP votaram contra esta proposta, revelando, em sua opinião, «toda a sua insensibilidade relativamente a serviços essenciais para a população».
A proposta consistia na revitalização dos blocos de Ortopedia A, B e C, na revitalização do Bloco de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva, na construção de bloco operatório para estes serviços, na manutenção do números de camas, na revitalização dos serviços e enfermarias, na melhoria dos serviços prestados aos utentes.