«GPS» russo ultrapassa sistema europeu

A Rússia lançou com êxito, dia 25, um foguetão destinado a colocar em órbita os três satélites que completaram o seu sistema de posicionamento global, designado Glonass (Global Navigation Satellite System).
Rival do sistema norte-americano GPS, o Glonass foi concebido e desenvolvido pelo poder soviético em meados dos anos 70. Contudo, em consequência da destruição da URSS e da profunda crise económica em que o país mergulhou a partir do início da década de 90, o projecto foi congelado por falta de financiamentos necessários.
Recuperado pelo governo de Vladimir Putin, que beneficiou do aumento dos preços do petróleo, o sistema já cobre actualmente a maior parte do território da Rússia e espera-se que em 2009, quando todos os 24 satélites estiverem a operar, garanta uma cobertura mundial.
A concluir-se conforme planeado, o Glonass antecipar-se-á ao sistema Galileu, projecto público-privado desenhado pela União Europeia, cuja concretização tem sido sucessivamente adiada por dificuldades de financiamento.


EUA têm 7,4 milhões de condenados

Segundo dados revelados no boletim de Dezembro do Departamento da Justiça dos Estados Unidos (http://www.ojp.usdoj.gov/bjs/pub/pdf/p06.pdf), o número de indivíduos encarcerados nas prisões federais, estatais, locais, militares e outras, ascendeu, em 2006, a 2 385 213 pessoas.
A este universo prisional há a acrescentar outras 5 035 225 pessoas que estão privadas de liberdade sob custódia judicial.
No total, existiam naquele ano nos Estados Unidos 7 420 438 indivíduos a cumprir penas judiciais, o que representa 3,2 por cento da população adulta, ou seja um recorde mundial absoluto.
Desde a adopção da legislação antiterrorista (Patriot Act), na sequência do 11 de Setembro de 2001, o número de condenados tem aumentado em média dois por cento ao ano.
Estes dados não incluem os prisioneiros estrangeiros mantidos em prisões fora dos Estados Unidos, como é o caso das bases militares de Gantánamo, em Cuba, de Bagram, no Afeganistão, e de outros centros de detenção utilizados secretamente pela CIA.
Saliente-se, a título de comparação, que a China, com uma população de mais de mil milhões de adultos, conta actualmente com cerca de 1,5 milhões de presos.


Crise devasta pequeno comércio

Só nos últimos três anos, encerraram no nosso país mais de 20 mil estabelecimentos comerciais, afirmou à agência Lusa, dia 26, o vice-presidente da Condeferação do Comércio Português. Preocupado com a crise que afecta o comércio tradicional, João Vieira Lopes pediu apoios ao Governo lembrando que o sector emprega 750 mil pessoas, das quais apenas 60 mil trabalham nas grandes superfícies e cadeias.
«Cada posto de trabalho criado no grande comércio gera a perda de quatro empregos no comércio tradicional», acrescentou Vieira Lopes, calculando que nos últimos dois anos e meio tenham sido destruídos 54 mil empregos.
Na mesma semana, o secretário-geral do PCP reuniu-se com a direcção das Associações do Comércio e Serviços (UACS), a quem apresentou um projecto de lei que, entre outras medidas de protecção do pequeno comércio, prevê o encerramento dos estabelecimentos aos domingos e feriados. Jerónimo de Sousa alertou para o perigo real de se perderem 200 mil postos de trabalho no comércio tradicional.


Interior perde serviços de saúde

Centenas de pessoas manifestaram-se, na noite de 27, em Vila Pouca de Aguiar, em protesto contra o encerramento nocturno do Serviço de Atendimento Permanente (SAP), medida que entrou em vigor às zero horas daquele dia.
Os habitantes desta localidade de Trás-os-Montes exigiram a demissão do ministro da tutela, Correia Campos, mostrando-se revoltados com a série de encerramentos de serviços de Saúde no distrito de Vila Real.
Para além do SAP de Vila Pouca de Aguiar, encerraram, no mesmo dia, os serviços nocturnos dos SAPs de Murça e Alijó, o serviço de urgência do Hospital do Peso da Régua e o bloco de partos do Hospital de Chaves.


Consumidores desprotegidos

Cerca de 250 mil pessoas contactaram em 2007 a associação DECO para pedir informações ou apresentar queixas, que tiveram como alvos principais as empresas de telecomunicações, os bancos, os transportes aéreos e os serviços públicos essenciais, tais como água, gás e electricidade.
O balanço da DECO indica que a TV Cabo lidera as reclamações devido à fraca qualidade do serviço, destacando também pela negativa «as práticas agressivas» da Tele 2 para angariar clientes e a posterior dificuldade na rescisão do contrato.
A publicidade e promoções enganosas, o não cumprimento das garantias pós-venda, bem como a cobrança indevida de taxas bancárias ou a falta de transparência nas condições de concessão de créditos são outros motivos que surge no topo da lista das reclamações.


Resumo da Semana