160 morreram a trabalhar

Em 2007, morreram em Portugal 160 pessoas vítimas de acidentes de trabalho. Os dados foram divulgados pela Lusa no dia 14, segundo dados publicados pela Autoridade para as Condições de Trabalho. Metade das vítimas mortais trabalhava no sector da construção.
De acordo com os dados da ACT, registaram-se 81 acidentes mortais no sector da construção, 30 na indústria transformadora, 22 no comércio e serviços, 14 na agricultura, 4 nos transportes e armazenagem e 1 na administração pública ou regional. Verificaram-se oito mortes na categoria «outros sectores».
Estes números revelam um agravamento face ao ano anterior, em que morreram 157 pessoas a trabalhar. Entre as principais causas dos acidentes de trabalho verificadas em 2007, 63 foram provocadas por quedas, 22 por choque com objectos e 16 por esmagamento. Por distrito, o Porto lidera com 31 acidentes mortais, seguido de Lisboa, com 20, e Aveiro, com 16. Entre os trabalhadores que morreram, 5 eram brasileiros, 2 angolanos e 2 ucranianos.


Pintar o 18 de Janeiro

Foi inaugurada no sábado, na Marinha Grande, a exposição de pintura de Gama Dinis sobre o 18 de Janeiro de 1934. A mostra, composta por vinte quadros, pretende recriar o ambiente de repressão e resistência vivido então na cidade. A mostra integra-se nas comemorações promovidas pelo Sindicatos dos Trabalhadores da Indústria Vidreira e está patente nas instalações do Sport Operário Marinhense.
Do programa das comemorações fazem ainda parte um espectáculo de fogo de artifício, à meia-noite de hoje, e um espectáculo musical com a Brigada Victor Jara, pelas 21.30 horas, no Parque Municipal de Exposições.
Também em Sines, será assinalada a data, com uma exposição intitulada «o 18 de Janeiro de 1934 – No País e em Sines», patente no Centro de Artes a partir de amanhã. Na inauguração da exposição, às 19 horas, participa Aurélio Santos, coordenador da URAP.


Greve embaça Globos de Ouro

Ao contrário do que habitualmente sucede, e devido à greve dos argumentistas, que dura há já três meses, a cerimónia de entrega dos Globos de Ouro não teve passadeiras vermelhas, belos vestidos, discursos e artistas premiados. Como era já esperado. Os vinte e cinco Globos de Ouro demoraram apenas trinta minutos a serem apresentados numa conferência de imprensa realizada domingo em Los Angeles, na Califórnia.
Os argumentistas reivindicam percentagens sobre os direitos das obras editadas em DVD, postas na Internet ou divulgadas em suportes como os telemóveis. O Sindicato dos Actores apoia as reivindicações.
Os prémios foram muito divididos, tendo Expiação, de Joe Wright, e Sweeney Todd, de Tim Burton, ganho dois prémios cada um. Em Hollywood continua incerta a 80:ª edição dos Oscars, no final de Fevereiro.


Soldados mais violentos desde 11 de Setembro

Segundo um estudo divulgado pelo New York Times, foram cometidos nos EUA, desde 2001, 121 crimes perpetrados por veteranos das guerras do Afeganistão e do Iraque. Em metade dos casos, foram utilizadas armas de fogo. Os restantes consistiram em esfaqueamentos, espancamentos ou estrangulamentos. Num terço dos casos, destaca o jornal, as vítimas eram familiares – mulheres, namoradas, filhos e outros.
O New York Times realça ainda que desde a invasão do Afeganistão, os crimes cometidos por veteranos de guerra aumentaram 89 por cento. O estudo do jornal já provocou reacções negativas da hierarquia militar e das associações de veteranos de guerra.


<em>Citroën</em> pede desculpa à China

A Citroën pediu desculpas à China pelo anúncio publicitário em que utilizou uma imagem distorcida de Mao Tsé-Tung, anunciou anteontem a imprensa estatal chinesa. O anúncio apareceu em jornais como o espanhol El Pais, e mostrava o célebre retrato de Mao, que se encontra na Praça de Tiananmen, em que o dirigente chinês surge de boca cerrada, sobrolho franzido e vesgo, com a inscrição: «Somos líderes, mas na Citroën, a revolução nunca termina.»
O jornal chinês Global Times acusa a marca de ter distorcido a imagem do presidente Mao, que está «muito estranha», acrescentando que o anúncio provocou o protesto dos chineses que vivem em Espanha. Segundo este jornal, a empresa já emitiu um pedido de desculpas e comprometeu-se a não voltar a usar aquela publicidade. Em comunicado, a empresa «pede profundas desculpas por qualquer desagrado causado pelo anúncio espanhol da Citroën e pede desculpas a todos os que possam ter sido ofendidos por ele. A Citroën reiterou ainda a sua «amizade pelo povo chinês», bem como o respeito pelas suas figuras e símbolos.


Resumo da Semana