Procurador abre inquérito

O Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, instaurou, sexta-feira, um inquérito às declarações do bastonário da Ordem dos Advogados sobre a proliferação impune dos fenómenos de corrupção no aparelho de Estado. Pinto Monteiro encarregou Cândida Almeida, magistrada do DCIAP da condução do processo.
António Marinho Pinto declarou à Antena 1 que «existe em Portugal uma criminalidade muito importante, do mais nocivo para o Estado e para a sociedade», e que «andam por aí impunemente alguns a exibir os benefícios e os lucros dessa criminalidade. Alguns até ostensivamente ocupam cargos relevantes no Estado Português», disse. Posteriormente, Marinho Pinto mostrou-se disponível para comparecer no parlamento e esclarecer o teor das afirmações.
Em declarações feitas à comunicação social, sábado, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou que «o aprofundamento da verdade ajudará sempre em favor da democracia», por isso congratulou-se com a decisão do PGR, até porque, acrescentou, «é evidente que não pode ficar pendurada uma afirmação desta natureza».


Mário Alberto homenageado

O cenógrafo Mário Alberto Rosado Cabral foi homenageado, segunda-feira, no Teatro Nacional D. Maria II. Na cerimónia onde esteve presente rodeado de amigos, entre os quais Jerónimo de Sousa, foi-lhe atribuída a Medalha Municipal de Mérito – Grau Ouro pelos mais de 50 anos de dedicação à criação artística, à cidade de Lisboa e ao seu povo, pelo qual se bateu tantas vezes ao lado dos comunistas.
Multifacetado, o angolano que cresceu no Alentejo e viveu em Lisboa, dividiu o seu talento pela pintura, figuração, cenografia ou representação, actividades que desenvolvia visando a ampla difusão cultural pelas massas.
Fundou as companhias de teatro «Adoque» e «A Barraca»; trabalhou nos cenários da ópera de Mozart «Bastien e Bastienne; fez cinema, televisão e expôs as suas obras em diversas mostras de artes plásticas.
Mário Alberto já havia sido reconhecido com os prémios Cenografia da Casa de Imprensa e Cenografia da Associação Portuguesa de Críticos.


Sócrates entrega Alqueva

José Sócrates esteve este fim-de-semana no distrito de Évora onde chefiou a cerimónia de apresentação de 11 novos projectos turísticos, classificados pelo primeiro-ministro como de «excelência». Excluindo os empreendimentos previstos para o litoral alentejano, a região vai passar a contar com mais dez hotéis de cinco estrelas.
A bacia do Alqueva – o maior lago artificial da Europa com mais de mil quilómetros de margens – concentra a maioria dos investimentos, com quatro complexos previstos para Évora, dois para Reguengos de Monsaraz e Mourão, e um para Alandroal, Redondo e Montemor-o-Novo.
A SAIP, de José Roquette, o Aquapura, de António Mexia, Diogo Vaz Guedes e Miguel Simões de Almeida, o Guadiana Parque, o Grupo Bernardino Gomes, o Grupo Sousa Cunhal, a Frontino, do empresário Jaime Antunes, o grupo Vila Galé, a Sociedade Hoteleira do Arez e a Atlântica são algumas das empresas promotoras dos futuros aldeamentos, campos de golfe e de férias, centros equestres e de desportos náuticos, e SPA's que vão florescer, à sombra dum projecto cujo objectivo inicial era estender o regadio e potenciar a produção agrícola.


Sargentos comemoram e lutam

A Associação Nacional de Sargentos (ANS) promoveu, sábado, na Voz do Operário, a comemoração do Dia Nacional do Sargento, iniciativa que se repete em outras 20 cidades, entre 19 de Janeiro e 9 de Fevereiro.
Aproveitando a data festiva, o presidente da ANS lembrou aos mais de 500 camaradas presentes que a hora é de defesa da dignidade profissional, da condição militar e das Forças Armadas.
Lima Coelho disse ainda que a associação vai lutar pela amnistia dos 50 militares alvo de processos disciplinares em resultado da actividade associativa.


Fretilin pede demissão de Xanana

O secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, exigiu a convocação de eleições legislativas no país e a demissão do primeiro-ministro Xanana Gusmão, líder de um executivo que «não sabe governar».
Em conferência de imprensa realizada em Dili, Alkatiri acusou o governo do ex-presidente de «incompetência, promoção da caça às bruxas, esbanjamento, corrupção generalizada, nepotismo e interferência na justiça».
Para o dirigente da Fretilin, o país está entregue a um grupo que «não tem plano nem programa, e pensa que a única forma é transformar o Estado em instituição de misericórdia, dando esmolas».
Por este caminho de «desestruturação do Estado» e de «alinienação da soberania», continuou o ex-primeiro-ministro, Timor-Leste transformar-se-á «num país de pensionistas com um povo que vive de subsídios».


Resumo da Semana