Chuva traz alegria e tristeza

A chuva que, segunda-feira, tantos estragos causou na Grande Lisboa foi bem recebida pelos pastores e agricultores, nomeadamente de Bragança e Castelo Branco. Afectada por uma seca, há já alguns meses, a região do Nordeste de Portugal «abriu os braços» à chuva que, desde domingo, molhou os campos ajudando a recuperar a força dos pastos e o vigor dos caules e sementes.
Ao invés, no Sul, mais propriamente na Grande Lisboa, a mesma chuva provocou o caos, trazendo consigo a destruição. Segundo dados da Autoridade Nacional de Protecção Civil, avançados anteontem, as cheias causaram um morto, cinco feridos, um desaparecido, 179 desalojados e 122 deslocados.


Encerramentos ilegais!

Ao contrário que o Governo português prometeu, a actual condução do processo de encerramento dos consulados de Portugal em França está a ser feita de forma «atabalhoada» e «virtual».
«Essa situação já está a prejudicar a comunidade e dá a mostrar aos franceses uma imagem de Portugal que não queremos e que até nos envergonha», denunciam, em comunicado, os Colectivos de Defesa dos Consulados de Portugal em França.
Entretanto, três meses depois da inauguração do «consulado virtual» os serviços continuam sem funcionar. «Até esta data, dos escassos compatriotas que solicitaram senha de acesso, nenhum a recebeu», informam os colectivos, lamentando ainda que «os 500 quiosques electrónicos que o Governo disso ter encomendado andam perdidos pelos meandros do Palácio das Necessidades» e «tardam as nomeações dos cônsules honorários para Orléans e Tours».


Poceirão em luta

Mais de uma centena de agricultores, com tractores e outras máquinas, concentraram-se, sexta-feira, junto à passagem de nível do Poceirão para exigirem a manutenção do estatuto de freguesia rural que lhes permite beneficiar dos apoios do Estado.
Os agricultores acusam o Governo de lhes retirar o estatuto de zona desfavorecida, que lhes permitia beneficiar das indemnizações compensatórias, e garantem que a Freguesia do Poceirão é tão rural como as freguesias vizinhas que mantém esse estatuto – Marateca, Pegões e Canha.
O presidente da Associação de Agricultores do Distrito de Setúbal e da Junta de Freguesia do Poceirão, José Silvério, garantiu, entretanto, que a localidade mantém as mesmas características que sempre teve desde que foi criada há cerca de 20 anos e diz não compreender as razões do Governo.


Benefícios para os privados

O Parlamento Europeu aprovou no dia 31 de Janeiro uma directiva sobre o serviço postal que põe em causa o seu carácter público e universal. A liberalização total deste serviço público deverá estar concluída em 2011 ou 2013, conforme as negociações que cada país fez.
Caso tal directiva se vier a concretizar, conforme as intenções que a mesma manifesta, serão entregues ao sector privado as partes rentáveis do serviço postal público, continuando os serviços não rentáveis nas mãos do público.


Os utentes criticam Rede 7

O Movimento de Utentes da Carris manifestou-se, na passada semana, contra a implementação da segunda fase da Rede 7 pela transportadora, alegando que o plano não resolve as acessibilidades dos cidadãos.
Entre as várias reivindicações, os utentes exigem que «o Bairro da Bela Flor seja servido por uma carreira de autocarros», que seja retomada «a carreira 2 até à Baixa», «a carreira 63», «o acesso ao Bairro de Alvalade e ao Hospital Curry Cabral» e «o percurso original da carreira 43, encurtada na sequência da reestruturação, e que obriga a população do Bairro da Boavista e dos bairros do Zambujal e Buraca a deslocarem-se a pé pelo interior do Monsanto, de forma a poder aceder ao transporte público».


Não à militarização da UE

Analisando o conteúdo do novo Tratado da União Europeia, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) alertou, em nota de imprensa, para perigo da «militarização da União Europeia» e a sua «transformação num bloco político-militar».
Esta militarização, segundo o CPPC, integra-se na estratégia global dos EUA e do seu «braço armado», a NATO. «A ratificação deste Tratado colocaria Portugal ainda mais na órbita da estratégia imperialista dos EUA e das grandes potências europeias, bem como da sua política de agressão e de guerra, de militarização das relações internacionais, de corrida aos armamentos», acusa o conselho para a paz, manifestando-se contra o envio de tropas da UE para países como a Bósnia-Herzegovina, Kosovo, Líbano, Afeganistão, Iraque, Chade ou República Centro Africana.
Neste sentido, e dada a gravidade do conteúdo do Tratado, o CPPC «rejeita» que o Governo «fuja do debate esclarecedor com os portugueses e opte pela ratificação parlamentar do Tratado». «O melhor tratado para Portugal reside na sua Constituição da República», defende o conselho.


Resumo da Semana