Médicos questionam Sócrates

Três dezenas de médicos do Hospital da Guarda enviaram ao primeiro-ministro um abaixo-assinado onde questionam José Sócrates sobre o «mais que anunciado “novo hospital”», cujo projecto já deveria ter arrancado, mas, sustentam, acerca do qual «as únicas novidades são as que resultam da cada vez maior degradação das [actuais] instalações».
Segundo o documento subscrito pelos clínicos, José Sócrates prometeu durante a campanha eleitoral, em 2005, proceder à requalificação do Hospital Sousa Martins, que serve todo o distrito.
Ainda de acordo com o texto divulgado pela Lusa, a mesma intenção foi afirmada em 2001 pelo então ministro da Saúde, Correia de Campos, recentemente substituído na tutela após quase três anos de legislatura inconsequente sobre esta matéria.
Neste contexto, os médicos pretendem saber «qual o calendário estabelecido para o processo de construção do novo hospital da Guarda, e em que ponto exacto desse calendário nos encontramos?».
Os profissionais acrescentam que «são muitas as dúvidas sobre a existência de um projecto para o novo hospital, não se conhecendo qualquer concurso público relacionado com o mesmo, e parecendo cada vez mais uma certeza que só por milagre haverá estaleiro de obras no início de 2009».


Professores pela escola pública

Cerca de dois mil professores concentraram-se, sábado, em Leiria, nas Caldas da Rainha e no Porto, em defesa da escola pública e contra o novo regime de autonomia e gestão escolar imposto pelo ministério da Educação.
Ao protesto, divulgado em cadeia por via de e-mail, SMS, ou apelos na blogosfera, aderiram os docentes de forma espontânea, um sinal do mal estar que grassa entre aqueles profissionais fruto da política de direita.
Segundo informações apuradas pela imprensa, na Avenida dos Aliados, no Porto, foram mais de mil os professores que acenaram com lenços brancos exigindo a demissão de Maria de Lurdes Rodrigues e a alteração do rumo político no sector. No final da iniciativa, alguns foram identificados pela polícia, que justificou a medida com o facto de se tratar de uma manifestação «ilegal».
Em Leiria o protesto juntou 700 professores, e nas Caldas da Rainha cerca de 400 em repúdio às medidas do Governo.


«Minha Lua, nossa lua»

Foi inaugurado na passada quinta-feira, no Espaço Santa Catarina, em Lisboa, o projecto de expressão das artes «minha Lua, nossa lua», da autoria de Jorge Cabral.
Partindo de duas viagens ao Sul da Tunísia, país de «cultura forte e tradições ricas, que se expressam na literatura, nas artes plásticas e na música (...), capaz de inspirar uma miríade de outras expressões culturais em todo o mundo», como se sublinha no texto de apresentação, o fotojornalista do Avante! promove a convivência entre a exposição de fotografia, a instalação multimédia e a representação.
A mostra fotográfica tem patente até 14 de Março, das 11:00 às 21:00 horas, 17 ampliações que retratam o quotidiano das pessoas comuns. A exposição faz-se acompanhar por uma instalação multimédia projectada em grande ecrã ao som de ambiências e músicas da região desértica do Saara.
A peça de teatro, criada e encenada por Jorge Cabral, e interpretada por Cristina Castro, Lúcia Caixeiro e Patrícia Reategui, transmuta as personagens das fotos, que no palco vão respondendo à pergunta «O que fariam se fossem donos da lua?». Hoje e amanhã, e entre 3 e 7 de Março, as sessões são às 11:00 horas; sábado, dia 1, às 21:30; e domingo, dia 2, às 17:00 horas.
Paralelamente, no recanto Palavras do deserto, poetas, historiadores, antropólogos e musicólogos partilham vivências e conhecimentos sobre a Tunísia.


SPA evoca Pacheco

No âmbito do Ciclo «A Dramaturgia e a Prática Teatral», a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) evocou, ao final da tarde de quinta-feira, dia 21, o escritor e militante comunista Luiz Pacheco, falecido em Janeiro deste ano.
Ao palco do auditório da instituição subiu «O Uivo do Coiote», adaptado e encenado para teatro por Carlos Curto com base na obra homónima do autor, e interpretado por António Revês.


Contas à greve em Hollywood

Os cerca de 100 dias de greve dos argumentistas de Hollywood causaram às produtoras de cinema e televisão, e às empresas ligadas ao sector dos serviços e turismo, 1,7 mil milhões de dólares de prejuízos.
Entre 5 de Novembro e 12 de Fevereiro, os guionistas travaram um braço-de-ferro com o patronato exigindo mais e melhores remunerações pelo seu trabalho, como, por exemplo, receberem parte dos lucros das vendas em suporte digital ou na Internet.
Em consequência, centenas de filmes, séries, talk-shows e outros formatos de entretenimento ficaram paralisados, facto que obrigou a indústria cinematográfica a ceder. Hollywood representa cerca de 36 mil milhões de euros na economia da Califórnia, o estado mais rico dos EUA.
O cancelamento da cerimónia de entrega dos Globos de Ouro, em Janeiro, foi a face mais mediática da greve, resultando em perdas estimadas em 40 milhões de euros.


Resumo da Semana