Declarações polémicas

Comentando as conclusões do relatório do Observatório de Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa, o presidente da Junta de Freguesia de Marvila, Belarmino Silva, afirmou, em declarações à Lusa, que «uma faixa significativa da população de Marvila não quer trabalhar».
Para a Comissão de Freguesia de Marvila do PCP este discurso reflecte a «pobreza de espírito» do autarca do PS, «bem como a sua arrogância perante aqueles que o elegeram».
«Revelam [as declaraçõe] o profundo desconhecimento que o Sr. Belarmino Silva e o seu PS têm em relação aos marvilenses», sublinham, em nota de imprensa, os comunistas, lembrando que em 2001 Marvila «possuía a segunda maior taxa de desemprego de Lisboa» e em 2006 «o maior número de beneficiários dos subsídios de desemprego».


«Rede 7» não serve utentes

A Comissão de Utentes da Carris protestou, mais uma vez, na passada semana, contra a redução dos horários e carreiras na Estrada de Benfica que resultou do projecto de reestruturação da «Rede 7».
Em declarações à comunicação social, Carlos Moura defendeu a necessidade de um transporte «mais confortável, em menos tempo e a custo reduzido».
Iniciado a 9 de Setembro, o projecto «Rede 7» implicou a alteração dos números, horários e percursos de 36 carreiras, bem como a suspensão da circulação de oito autocarros, afectando cerca de 40 por cento da frota da Carris.
A Comissão de Utentes da Estrada de Benfica da Carris exige, entretanto, a reposição da carreira 63, que liga a Damaia à Cidade Universitária, pois este é o autocarro mais directo para transportar os estudantes à Universidade e os doentes ao Hospital, uma vez que a carreira alternativa - a 64 - demora «o dobro do tempo».
Os utentes pedem também o retorno da carreira 747, que fazia a ligação entre a Damaia e Santa Apolónia, e que agora só chega até ao Marquês de Pombal, o que dificulta as deslocações dos moradores de Benfica até à Baixa.
Querem ainda o alargamento do horário de percurso da carreira 58 até às 00h30 nas Portas de Benfica, pois o actual é até às 21h30, o que obriga os utentes a apanhar um táxi ou a andar a pé até casa.


FPT denuncia comportamento da PSP

O presidente da Federação Portuguesa do Táxi (FPT) reuniu-se, sexta-feira, com a comandante do posto da PSP do aeroporto de Lisboa para se queixar do comportamento «ostensivo» de alguns agentes contra os taxistas.
Em declarações à comunicação social, no final de uma reunião com a subintendente Catarina Viegas, Carlos Ramos disse que há «alguns agentes» da PSP no aeroporto que têm comportamentos «ostensivos» para com os taxistas no local e que tais comportamentos poderão fazer com que ambas as forças entrem em «ruptura».
A título de exemplo Carlos Ramos citou três situações: uma de um taxista que viu o carro apreendido por ter recebido uma gorjeta de 50 cêntimos e ter incluído essa quantia na factura do serviço, outra de um carro com uma «pequena mossa» numa porta que foi apreendido e mandado para inspecção e outra de um taxista que foi detido e o carro apreendido por ter cobrado a tarifa de uso de bagageira a um cliente.
«Este caso então foi completamente ridículo porque um agente da PSP foi buscar uma régua, como as que se usam nas escolas, mediu a mala da cliente e deteve o taxista e apreendeu o carro alegando que a mala da cliente tinha menos uns centímetros do que os permitidos por lei para cobrança do uso da bagageira», frisou.


Utentes exigem saúde

Centenas de pessoas percorreram, no domingo, as ruas de Anadia para exigir, mais uma vez, a reabertura das urgências do hospital local. Os manifestantes concentraram-se junto à Câmara de Anadia, seguiram até ao IC2, e terminaram o protesto junto à estátua do patrono do hospital, José Luciano de Castro.
«Roubaram a protecção que sentíamos (com a urgência do hospital) e deixaram-nos ficar uma ambulância. Mais uma vez ficaremos à espera de uma resposta. Anadia parece ser uma terra maldita e agora até o tribunal nos querem tirar», afirmou, no final do protesto, José Paixão, da comissão de utentes.
Anunciando novo protesto para o próximo domingo, à mesma hora e no mesmo local, «para dar mais uma semana à ministra da Saúde para responder a Anadia», José Paixão exortou, entretanto, cada participante a trazer mais amigos ao protesto.
No Seixal, a Comissão de Utentes de Saúde manifestou-se, dias antes, contra o fecho dos Serviços de Atendimento Permanente (SAP) de Corroios e Seixal e o adiamento do novo hospital público no concelho.
Os SAP´s encerraram em Julho do ano passado, o que afectou mais de 170 mil habitantes, dos quais 50 mil não têm médico de família.


«Gato Preto e Passarinhos Azuis»

Anabela Máximo de Sousa e Sousa Passos venceu, na passada semana, com o original «Gato Preto e Passarinhos Azuis» o Prémio de Poesia e Ficção de Almada, dedicado este ano à literatura infanto-juvenil.
Esta obra conta a história de Ana, uma criança a quem a professora solicita a redacção de um conto. Durante o sono, as personagens do conto que imaginou, uma bruxa (Gato Preto) e uma fada (Passarinhos Azuis), ganham vida».


Resumo da Semana