Inflação come aumentos

A taxa de inflação homóloga subiu em Março para 3,1 por cento, mais 0,2 pontos percentuais que a registada em Fevereiro. O valor é já o mais alto dos últimos 21 meses no país e está muito distante da referência usada pelo executivo liderado por José Sócrates para as negociações salariais, 2,1 por cento.
A pressionar a variação do Índice de Preços ao Consumidor, segundo os dados publicados segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), estão os aumentos significativos nos produtos alimentares, transportes, habitação, água, electricidade, gás, bebidas não alcoólicas, tabaco, combustíveis, e bens associados ao lazer, recreação e cultura. Em sentido contrário, destaque apenas para o preço das comunicações.
Instada a comentar os números do INE, a dirigente sindical Ana Avoila considerou que as estatísticas divulgadas só confirmam «aquilo que já tínhamos dito sobre a vida dos trabalhadores» e que «o Governo tem de ponderar a recusa de aumentar os salários da função pública», caso contrário, acrescentou, os «funcionários públicos vão fica muito penalizados em relação aos outros trabalhadores».


FAR repudia declarações do Bastonário

Reagindo às declarações de Marinho Pinto a respeito do julgamento do líder dos Hammerskins e militante do PND, Mário Machado, bem como de outros 35 activistas fascistas e neonazis, a Frente Anti-Racista (FAR) considerou que tal discurso contribui «para acentuar e incentivar os comportamentos de índole racista».
Em comunicado, a FAR sublinha que «as ideias, para o Bastonário da Ordem dos Advogados, são entidades abstractas desligadas da realidade. Trata-se de um vício de pensamento com efeitos perversos» e que «a referência a países democráticos em que os partidos que defendem a ideologia neonazi têm assento nos respectivos parlamentos pode ser entendida como uma tentativa de branqueamento e de legitimação do ilegitimável».
«Estamos certos que a Ordem e os profissionais dignos que a integram, venham repudiar estas inacreditáveis afirmações, que sejam apuradas responsabilidades e que esta ocorrência não se constitua, por caminhos ínvios, como uma forma de comemorar o repugnante assassínio de Alcino Monteiro», diz ainda a FAR.


CNE tem de agir

Na sequência de uma queixa apresentada pelo PCP junto da Comissão Nacional de Eleições (CNE) relativa à retirada ilegal de propaganda política por parte da CM do Porto, a CNE emitiu um parecer que obriga a autarquia a regularizar a situação no prazo de dois dias.
O facto, diz a Direcção da Organização da Cidade do Porto (DOCP), é que o município não só não cumpriu com a obrigatoriedade de recolocação das estruturas, como nem sequer procedeu à sua devolução junto do Partido.
Neste contexto, a DOCP do PCP solicita à CNE, «no quadro das competências legalmente atribuídas», que se pronuncie «sobre o desrespeito pela Câmara Municipal da referida deliberação».


DORP saúda campeões

Depois da conquista do campeonato nacional de futebol por parte do Futebol Clube do Porto, a Direcção da Organização Regional do Porto (DORP) do PCP emitiu uma nota onde «endereça vivas saudações» ao clube, à «direcção, atletas e massa associativa pela vitória na Superliga».
Para a DORP, o significado de mais este êxito «projecta a cidade do Porto, a região e suas gentes».
Recorde-se que o FCP consumou a vitória na principal prova futebolística portuguesa, dia 5 de Abril, depois de derrotar por 6 a 0 no Estádio do Dragão o Estrela da Amadora.


Venezuela nacionaliza siderurgia

O governo da Venezuela nacionalizou, no final da semana passada, a Siderurgia de Orinoco, empresa privatizada em 1997, dois anos antes de Hugo Chávez ser eleito pela primeira vez para a presidência do país. Na base da decisão está o regime laboral qualificado pelas autoridades de Caracas como de semi-escravatura.
Após meses de negociações entre governo e administração da empresa com o objectivo de assegurar aos trabalhadores direitos e garantias no exercício da sua actividade profissional, e perante a recusa dos proprietários em cumprir princípios básicos da legislação sobre a matéria, o executivo bolivariano optou pela nacionalização da Sidor.
«Este é um governo que protege os trabalhadores, que nunca vai ficar do lado de uma empresa transnacional», disse o vice-presidente Ramón Carrizales.
A Sidor é a quarta maior produtora de aço da América Latina. Detida em 60 por cento por um consórcio multinacional, a empresa operava com matéria-prima e electricidade subsidiadas pelo país, ao mesmo tempo que vendia parte do produto transformado ao governo, mas a preços equiparados ao mercado internacional.


Resumo da Semana