A taxa de juro aumenta...

As taxas Euribor não param de subir e atingiram no início desta semana um novo máximo desde Dezembro de 2007.
Os índices mais utilizados na concessão de crédito para compra de habitação própria em Portugal ultrapassam todos os 4,8 por cento, encontrando-se cada vez mais distantes dos 4 por cento determinados como referência por parte do Banco Central Europeu.
No caso da Euribor a três meses, a mais utilizada na venda de dinheiro no mercado nacional, o valor é agora de 4,805 por cento, enquanto a homóloga a seis meses se fica pelos 4,817 por cento, registando a sétima subida consecutiva.


...O povo não aguenta

Com as taxas de juro a baterem recordes, o desemprego e a precariedade a aumentarem, e os salários a perderem valor face ao preço galopante dos bens e serviços, não é de estranhar que os dados mais recentes do Banco de Portugal indiquem que o endividamento das famílias portuguesas tenha atingido um máximo histórico.
Segundo o BdP, o endividamento dos agregados cresceu, em média, dez por cento no intervalo de um ano, saldando-se agora num valor global de 130 mil milhões de euros, cerca de 80 por cento do PIB.
Só o crédito ao consumo, dizem as estatísticas, aumentou 13 por cento, valor que não encobre uma subida de 4 por cento no que ao incumprimento diz respeito, num total de 569 milhões de euros só nesta gama.
A cifra global do crédito mal-parado em Portugal está estimada em quase 2400 milhões de euros.


Estudantes do Superior protestam

Centenas de estudantes do Ensino Superior protestaram em várias cidades do País contra as orientações seguidas pelo Governo no sector.
Em Lisboa, frente ao ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em Beja, junto à Escola Superior de Educação, em Coimbra, frente ao Governo Civil, e em Braga, os universitários rejeitaram políticas que consideram ter como objectivo a destruição do Ensino Superior Público em Portugal.
No comunicado enviado terça-feira às redacções, o Secretariado da Direcção Central do Ensino Superior da Juventude Comunista Portuguesa saudou os jovens «que se manifestaram contra as propinas e o processo de Bolonha, contra o RJIES, as Fundações, e por uma gestão democrática em que os estudantes tenham voz, por mais bolsas e melhor Acção Social Escolar, contra os empréstimos e o encerramento de cantinas e outros serviços».


URAP recebida na AR

Uma delegação da União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) foi recebida, a meio da semana passada, na Assembleia da República. A comitiva que integrava Aurélio Santos, coordenador do Conselho Directivo da URAP, Alberto Andrade, António Vilarigues, João Carlos Gralheiro e Mário Lobo, membros do Núcleo de Viseu-Santa Comba Dão da URAP, foi recebida por deputados da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.
No centro do encontro com os parlamentares esteve a ampla rejeição à construção do Museu Salazar, expressa, aliás, nas 16 mil assinaturas entregues pela URAP ao presidente da AR, Jaime Gama, no dia 5 de Novembro de 2007.
Na nota divulgada pela URAP, a organização sublinha que a «delegação foi informada que a Petição será atempadamente discutida em Plenário da Assembleia da República».


<I>Citigroup</I> despede nove mil

O banco norte-americano Citigroup, maior instituição financeira do país, anunciou, sexta-feira da semana passada, que a empresa perdeu no primeiro primeiro trimestre de 2008 mais de cinco milhões de dólares. Os prejuízos estão relacionados com a crise do crédito de alto risco, que dos EUA atingiu todo o sistema financeiro mundial.
No caso do Citigroup, este é o segundo trimestre consecutivo de perdas avultadas. No final de 2007, banco revelou perdas na ordem dos 10 milhões de dólares e quedas nos lucros para metade do previsto.
Os trabalhadores do banco vão ser os primeiros a pagar a factura. Cerca de nove mil vão ficar desempregados.


Resumo da Semana