Precariedade ganha terreno

O número de trabalhadores com vínculos precários continua a crescer em Portugal. De acordo com os dados oficiais divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), os contratos a prazo e os recibos verdes aumentaram em 163 mil face ao primeiro trimestre de 2005, ao que acrescem menos 23 mil trabalhadores com vínculos efectivos às empresas.
Ainda de acordo com o Inquérito ao Mercado de Trabalho do INE, do total de 5,191 milhões de portugueses empregados – mais 96,5 mil que há três anos -, apenas 3,025 milhões pertencem aos quadros, enquanto que o valor dos precários subiu para 1,629 milhões.
Esta semana o INE informou que no primeiro trimestre deste ano a taxa de desemprego baixou 0,2 pontos percentuais, cifrando-se em 7,6 por cento 427 mil desempregados, valor que o Governo previa para o final do ano.


Queixas contra privados aumentam

O número de queixas contra entidades privadas prestadoras de cuidados de saúde aumentou em Portugal entre 2006 e 2007, passando de 2.382 para 3.360 queixas.
Para a Entidade Reguladora da Saúde, mesmo considerando que cerca de um terço do total das reclamações respeitantes ao sector privado e social carecem de fundamento, o crescimento deste número contempla situações muito graves «em que está em causa a integridade física das pessoas», disse o presidente da ERS, Álvaro Santos Almeida, citado pela Lusa.
Nas restantes queixas apresentadas pelos utentes contra as quase oito mil entidades privadas, incluem-se, entre outras, questões como o incumprimento de horários ou carências e falta de qualidade nos serviços, quer ao nível administrativo, quer ao nível da prestação de cuidados.


Deficientes exigem respeito

Milhares de deficientes das Forças Armadas concentraram-se, dia 14 de Maio, junto ao Hospital Militar da Estrela e desfilaram até à Assembleia da República para para exigir mais respeito por parte do Estado e, entre outras reivindicações, melhores condições de saúde.
José Arruda, presidente da Associação dos Deficientes das Forças Armadas, lembrou, por exemplo, que os militares feridos em combate tinham direito a todos os medicamentos gratuitos, o que perderam em 2006, passando apenas a poder adquirir gratuitamente remédios relacionados com a sua deficiência.
O protesto terminou quando José Arruda entregou as exigências dos deficientes ao Presidente da Assembleia da República e grupos parlamentares.


MUSP contra aumento dos transportes

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos manifestou-se, em nota de imprensa, contra a posição assumida, recentemente, pelas empresas dos transportes colectivos de passageiros que exigem o aumento dos custos das tarifas (bilhetes e passes sociais) em valores na ordem dos seis por cento.
«Não podemos estar de acordo que mais uma vez sejam os utentes a suportar os custos de tais aumentos, situação que iria aumentar as dificuldades financeiras das famílias portuguesas», alerta o MUSP, que exige do Governo «medidas para salvaguardar os direitos dos utentes e defender os próprios transportes colectivos de passageiros, exigências que não tem sido consideradas».


«Leões» vencem Taça de Portugal

O Sporting conquistou, domingo, a Taça de Portugal em futebol, segunda consecutiva, ao vencer o FC Porto por 2-0, com um «bis» de Rodrigo Tiuí, apontado no prolongamento, depois de um empate sem golos no tempo regulamentar.
Os «leões» garantiram assim o segundo troféu da época, depois de terem conquistado a Supertaça Cândido de Oliveira, também frente ao FC Porto, e perdido a Taça da Liga, para o Vitória do Setúbal.


Resumo da Semana