Dia Mundial da Criança

Com o objectivo de assinalar o Dia Mundial da Criança, a Direcção Nacional do Movimento Democrático de Mulheres (MDM) alertou, em nota de imprensa, para a diminuição dos direitos das crianças. «Num momento em que Portugal é anunciado como o país da União Europeia com mais assimetrias na distribuição de rendimentos, a pobreza afecta cada vez mais pessoas», alerta o movimento, lembrando que a «desresponsabilização do Estado tem sido pedra de toque da governação do PS».
«O desinvestimento progressivo na rede pública de creches e infantários, fazendo os privados substituírem-se ao Estado, põe em causa o acesso de milhares de famílias aos equipamentos sociais, sem garantir qualquer solução para o acompanhamento das crianças», acusa o MDM, que exige «a criação de uma rede pública de creches e infantários de qualidade e a preços acessíveis», «o fim da vergonhosa situação de aulas do 1.º ciclo do ensino básico em contentores» e «a elevação do nível salarial e uma alteração do Código que revogue os seus aspectos mais gravosos, garantindo a maternidade e paternidade como funções sociais».
Na passada semana, o núcleo do MDM de Santa Maria da Feira apresentou uma «saudação às operárias corticeiras», que, com a sua persistência, conseguiram fazer com que a APCOR, a associação patronal do sector da cortiça, assinasse o compromisso de acabar com a vergonhosa discriminação salarial em função do sexo.


JCP defende escola pública

A Organização do Ensino Superior da JCP lançou, em Maio, dois panfletos, que serão distribuídos nas escolas até ao final do ano lectivo.
Destes dois documentos, um aborda aborda as questões relacionadas com os problemas sentidos pelos estudantes do ensino politécnico. O outro é virado para os problemas concretos dos estudantes do ensino privado. «Cada vez mais, milhares de estudantes vêem-se obrigados a recorrer a escolas privadas (hoje em dia, com a destruição da acção escolar, mais compensa pagar milhares de euros para frequentar uma escola privada perto de casa do que pagar todos os custos de uma deslocação)», alertam os jovens comunistas, lamentando que, hoje, «as escolas são geridas de acordo com o que dá mais lucro, onde tudo se paga, desde o pedido de exame de 2.ª época, às inscrições, mais as propinas, a maior parte das vezes sem qualquer apoio e acção social».


Alcochete critica encerramento do SAP

A Câmara de Alcochete aprovou, na passada semana, por unanimidade, uma moção contra o encerramento dos Serviços de Atendimento Permanente (SAP) do centro de saúde local, defendendo que a criação do Atendimento Complementar não resolve a situação. O encerramento definitivo do SAP e a criação do Atendimento Complementar, entre as 14 e as 20 horas, diariamente, e das 10 às 20 horas aos sábados, domingos e feriados são algumas das alterações previstas.


Mais justiça na Venezuela

O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela ordenou a criação de oito novos «tribunais especializados de primeira instância» para atender queixas sobre casos de violência contra as mulheres, em diversas cidades, foi hoje anunciado.
Os novos tribunais, segundo Luisa Estela Morales Lamuño, presidente do Supremo Tribunal de Justiça, vão funcionar na cidade de Caracas e nos Estados de Anzoátegui, Arágua, Bolívar, Carabobo, Lara, Trujillo e Zúlia.
Estela Morales falava, no sábado, durante o primeiro seminário de formação sobre o «Direito das Mulheres a uma Vida Livre de Violência», onde sublinhou a importância dos novos tribunais para «aplicar correctivos para erradicar todas as formas de violência contra a mulher».


«Esta noite, arsénico!»

O Teatro Municipal de Almada (TMA) estreia hoje, estando em cena até ao dia 15 de Junho, a peça «Esta noite, arsénico!», com encenação de Mário Mattia Giorgetti e interpretação de Alberto Quaresma e Teresa Gafeira.
Esta comédia negra do italiano Carlo Terron, autor pela primeira vez representado em Portugal, conta a história de Bice e Lorenzo, os proprietários de uma agência funerária que todos os anos celebram a noite de passagem de ano de uma forma peculiar: a encenação do assassínio de um deles. Pelo meio surgem-nos jogos eróticos, recriminações cínicas, alguma ternura e duas chávenas de café - a que eventualmente se terá adicionado um ingrediente especial.


Livro de Francisco Lobo apresentado em Setúbal

Editado pela União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP), com o apoio da Câmara de Setúbal, foi apresentado, na passada semana, no salão nobre da autarquia, o livro «Histórias de Setúbal – 1974 a 1986», de Francisco Lobo.
Durante a sessão, o autor da obra, que já foi presidente daquele município, partiu do principio de que «o que a memória perde é como se não tivesse existido». «E não são só os grandes eventos e os grandes ciclos – com o crescimento urbano, a evolução económica, as situações sociais, as actividades culturais e desportivas, a estagnação – que marcaram a história. Os acontecimentos simples, caracterizadores de uma época, ajudam a compreendê-la melhor», afirmou Francisco Lobo. Esta iniciativa contou com a presença da presidente da Câmara e Assembleia Municipal de Setúbal, respectivamente Maria das Dores Meira e Odete Santos, Nuno Lopes, que a dirigiu, e Américo Leal, da URAP.


Resumo da Semana