PCP saúda reabertura das minas de Aljustrel

A Comissão Concelhia de Aljustrel do PCP saudou a reabertura das minas de Aljustrel, mas denunciou as precárias condições de trabalho e segurança. Em comunicado de dia 27, o PCP afirmou que o recomeço da laboração, que «só peca por tardio», confirma o que o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira e o Partido sempre disseram: que a extracção de cobre e zinco naquela mina era viável. Ao contrário do que afirmaram outros partidos, bem como vários governos que, com base nesses argumentos, mantiveram a Pirites Alentejanas encerrada durante década e meia, recordam os comunistas.
No comunicado, a Comissão Concelhia de Aljustrel do PCP alerta para a ocorrência de acidentes de trabalho na mina, um dos quais ocorrido recentemente. Os comunistas, reafirmando a importância da actividade mineira da Pirites Alentejanas, alertaram mais uma vez para a «sistemática violação dos direitos laborais na empresa e para a falta de condições de segurança na mina, a que é necessário pôr termo com urgência».


Morreu Dino Risi

Morreu no dia 7, na sua residência em Roma, aos 91 anos, o cineasta Dino Risi, considerado o «pai da comédia italiana».
Nascido em 23 de Dezembro de 1916 em Milão, tornou-se nos anos 50 num dos grandes realizadores de comédias à italiana, com sucessos como «Fanfaron», «Os Monstros» ou ainda «Perfume de Mulher», história um homem repartido entre o desejo de amar e o desejo de morrer.
Dino Risi filmou com as principais estrelas italianas da segunda metade do século XX, nomeadamente Sophia Loren, Vittorio Gassmann, Alberto Sordi ou ainda Ugo Tognazzi.
Era «uma espécie de Billy Wilder made em Italy», comento o jornal Repubblica, enquanto o La Stampa lembra que Dino Risi «rodou filmes que escreveram a história do cinema».


Previsões sombrias

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) reviu na passada semana em alta a previsão da taxa de desemprego (para os 7,9 %), baixando simultaneamente a previsão de crescimento da economia portuguesa.
No relatório das Previsões Económicas Mundiais, a OCDE cortou de 2,0 para 1,6 por cento a previsão de expansão em 2008 do Produto Interno Bruto português, e aumentou em 0,3 pontos percentuais a previsão da taxa de desemprego, elevando-a para os 7,9 por cento.
Este cenário tendencial daquela entidade não bate certo com o do Governo, que já corrigiu em baixa o crescimento económico, passando o PIB para 1,5%, mas continua a falar numa melhoria da taxa de desemprego para os 7,6 por cento (menos 0,4 pontos percentuais do que em 2007).
As más notícias não se ficam contudo pelo elevado desemprego e pelo medíocre desempenho da economia. Também a inflação vai subir para 3,0 por cento e a taxa de poupança dos particulares deve voltar a baixar, caindo de 6,4 por cento, em 2007, para os 6,2 por cento em 2008.


FAO esquece agricultores

A Federação Internacional dos Produtores Agrícolas (FIPA) queixou-se de ter sido esquecida na cimeira da FAO, realizada na semana finda em Roma.
«Isto reflecte a que ponto as agências internacionais estão isoladas da situação na base», declarou Ajay Vashee, o novo presidente da Federação Internacional de Produtores Agrícolas, estrutura representativa de mais de 500 milhões de pequenos agricultores associados em 115 organizações de 80 países.
Vashee falava no final do congresso da organização, realizado em Varsóvia, onde sublinhou que «as pessoas que são capazes de fazer verdadeiramente alguma coisa na situação da crise [de alimentação] foram excluídas».


CNA adverte Governo

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) advertiu o Governo de que avançará para uma acção nacional de protesto em Lisboa, caso não sejam tomadas imediatas medidas que minimizem o impacto do aumento dos combustíveis e dos factores de produção.
A organização está a preparar um «caderno de reclamações» para entregar dia 13 ao primeiro-ministro, quando este se deslocar a Coimbra, avisando que se não houver «resposta satisfatória» organizará «no mais curto espaço de tempo possível, uma iniciativa nacional de protesto e reclamação, em Lisboa», revelou em conferência de imprensa no dia 4 de Junho.
A CNA afirma que o subsídio ao gasóleo agrícola se mantem nos 37,2 cêntimos por litro «há alguns anos», defendendo, por isso, que esse apoio aumente na percentagem do aumento do preço do combustível.
Outro motivo forte de queixa dos agricultores diz respeito aos preços dos restantes factores de produção, que têm subido continuamente, sendo que no caso dos adubos esse acréscimo foi de 100 por cento no último ano.


Resumo da Semana