Morreu Maria Júlia Pedro

Maria Júlia Pedro, militante comunista, morreu dia 9 de Junho, vítima de doença prolongada. No funeral, dia 10, que se realizou no Alto de São João, integraram-se vários dirigentes do PCP.
Maria Júlia Pedro nasceu em 1933 na Freguesia de Ajuda, Lisboa, local onde sempre viveu, exceptuando os cerca de cinco anos que viveu na clandestinidade (de Junho 1965 a Novembro de 1969). Até ao 25 de Abril de 1974, a sua actividade política esteve sempre ligada à defesa dos presos políticos - nomeadamente do seu marido, Manuel Martins Pedro, que esteve enclausurado 11 anos nas cadeias da PIDE - e na recolha de fundos para auxílio das suas famílias, actividade considerada, na altura, subversiva e passível de pena de prisão. Foi uma lutadora incansável contra o regime fascista.
A nível profissional, Maria Júlia Pedro foi embaladora na Editora Arcádia até esta ser comprada pela Império. Após o derrube do fascismo foi convidada a ingressar no Avante!, sediado, na altura, na Avenida António Serpa. Mais tarde ingressou, com nove outros camaradas, na CDL.
Ao camarada Manuel Martins Pedro e às suas filhas o colectivo da redação do Avante! presta sentidas condolências.


Utentes exigem mais condições

Há cerca de 18 anos que a Comissão de Utentes da Linha de Sintra (CULS) tem uma intervenção activa e responsável em defesa de um transporte ferroviário de qualidade. Entretanto, dada a recente alteração dos horários devido à finalização das obras do Túnel do Rossio, a CULS efectuou um questionário, nos meses de Abril e Maio, aos utentes da Linha de Sintra para se inteirar das suas opiniões acerca daquele transporte.
Relativamente aos horários, salienta-se a necessidade de «mais comboios fora da hora de ponta do dia, da noite, aos fins-de-semana e feriados», de «articulação entre todas as famílias de comboio (incluindo a Fertagus)», de «comboios alternados de Sintra e Meleças para o Rossio e Linha da Cintura», de «comboios de hora a hora a circular todas as noites de sexta-feira e sábado» e de «comboios a circular mais tarde do Rossio e da Linha da Cintura para Sintra e Meleças».
Neste ponto, criticou-se ainda o facto de os comboios andarem «sempre cheios» e nos fins-de-semana e noites «os horários das famílias de comboios do Rossio e Linha da Cintura serem muito próximos».
Os utentes exigem, por outro lado, que «os parques de estacionamento deveriam ser gratuitos», «a segurança de pessoas e bens reforçada», «mais limpeza nas estações e comboios», «as bilheteiras deveriam abrir mais cedo», «ar condicionado nos comboios», entre outras reivindicações.


Custo de trabalho inferior à UE

O custo do trabalho em Portugal aumentou 2,9 por cento no primeiro trimestre do corrente ano, face ao mesmo período do ano anterior, percentagem inferior à registada na União Europeia (4,3) e na zona euro (3,3).
O organismo responsável pelas estatísticas europeias com sede no Luxemburgo, Eurostat, publicou na passada semana dados relativos ao custo horário do factor trabalho europeu, em termos nominais.
A evolução anual do custo do trabalho no primeiro trimestre em Portugal (2,9) variou consoante o sector económico: 1,8 na indústria, 2,5 na construção e 3,6 nos serviços.
Por outro lado, o crescimento anual do custo do trabalho português diminuiu, no primeiro trimestre do ano (2,9 por cento), em relação ao mesmo indicador no trimestre anterior (4,9).
O custo horário total do trabalho na zona euro aumentou ao ritmo anual de 3,3 por cento, em termos nominais, no primeiro trimestre de 2008, contra 2,9 no trimestre precedente. Na UE, o aumento foi, respectivamente, de 4,3 e 3,6 por cento.
As duas principais componentes do custo do trabalho são os salários e subsídios inerentes a certos cargos e, por outro, os encargos extra-salariais.


150 milhões de crianças sem educação

A UNICEF pediu, na passada semana, aos governos e à comunidade internacional para ajudarem a regressar à escola os mais de 150 milhões de crianças que trabalham em vez de apreenderem.
Numa mensagem no âmbito do Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, a UNICEF considera que a educação «é a chave para libertar dezenas de milhões de crianças do trabalho perigoso».
«Com mais de 150 milhões de crianças a trabalhar em vez de aprender, os governos e a comunidade internacional podem fazer mais para ajudar essas crianças a regressarem à escola», apela a organização das Nações Unidas.
Segundo a UNICEF, os governos e a comunidade internacional podem ajudar nesse regresso à escola através de uma educação gratuita para todas as crianças, criação de programas educativos flexíveis e desenvolvimento de acções de formação amigas das crianças facultadas por professores com formação e recursos adequados.


Urbano Tavares Rodrigues condecorado

No âmbito das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o Presidente da República, Cavaco Silva, condecorou o escritor Urbano Tavares Rodrigues com a Ordem de Sant'Iago da Espada.
Destacado militante do PCP, o autor, que conta já com largas dezenas de obras literárias, foi influenciado, numa primeira fase, pelo existencialismo francês da década de 50, mais tarde, na sequência da sua detenção no Forte de Caxias, durante o regime fascista a que fez oposição, passou a revelar-se como uma literatura de resistência, a que se seguiu um novo período, mais optimista, depois do 25 de Abril de 1974.


Resumo da Semana