Breves
Trabalho infantil
Cerca de 165 milhões de crianças entre os 4 e os 15 anos de idade são forçadas a trabalhar. O número foi divulgado quinta-feira, 12, data em que a Organização Internacional do Trabalho assinalou o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil.
De acordo com a OIT, no total mais de 100 milhões destas crianças laboram na agricultura, facto que acresce dificuldades de frequência escolar na medida em que nas áreas rurais os estabelecimentos de ensino escasseiam. A OIT revelou ainda que mais de 75 milhões de menores não têm acesso à educação, tema central das actividades deste ano da organização a respeito do combate ao trabalho infantil.
Para os responsáveis da Organização Internacional do Trabalho, é preciso inverter o ciclo vicioso que se estabelece entre a pobreza, a participação das crianças em actividades económicas e o abandono escolar, o analfabetismo e a iliteracia. «Para muitas crianças no mundo, em particular para aquelas de famílias pobres, o direito à educação continua a ser um conceito abstracto, muito distante da realidade do dia a dia», disse o secretário-geral da organização, Juan Somavía.
No dia anterior, a ONG Save the Children divulgou um relatório onde afirma que o número de crianças e adolescentes entre os 5 e os 17 anos que trabalham no mundo ultrapassa os 218 milhões, mais de metade dos quais, 126 milhões, realizam tarefas perigosas e outros 8 milhões trabalham em regime de escravatura.

Los Angeles
Mais de 40 mil professores protestaram, dia 6, contra os cortes orçamentais que as administração federal dos EUA e o governo estadual da Califórnia pretendem impor no sector do ensino.
A iniciativa, convocada pela United Teachers Los Angels, paralisou durante mais de uma hora as escolas do básico ao secundário, juntando, frente aos edifícios, docentes, alunos, funcionários e pais, noticiou o semanário norte-americano Workers World.
O WW informou ainda que cerca de 6500 professores podem vir a ser despedidos caso o plano das autoridades de Washington e Sacramento avance.

Ucrânia
Protestos anti-NATO receberam, segunda-feira, o secretário-geral da organização, Jaap de Hoop Scheffer, no primeiro de dois dias de visita que aquele responsável efectuou à Ucrânia a convite do presidente Victor Yuschenko.
A presença de Scheffer no país teve como objectivo pressionar as autoridades de Kiev a acelerarem o processo de adesão da Ucrânia à Aliança Atlântica, uma das medidas resultantes da última Cimeira da NATO, realizada em Bucareste.
Para além de se ter encontrado com o chefe de Estado ucraniano, Scheffer reuniu com a primeira-ministra Yulia Timoshenko e com o presidente do parlamento, Arseni Yatseniuk, também eles signatários de uma carta de apelo à adesão da ex-república soviética.
O documento, subscrito e enviado sem o conhecimento da Rada, motivou forte contestação por parte dos deputados da oposição. O líder do Partido das Regiões, Victor Yanukovich, exortou Scheffer a não insistir num tema que provoca fracturas políticas no país. De acordo com sondagens recentes, mais de 50 por cento dos ucranianos estão contra a adesão da Ucrânia à NATO.

Azerbaijão
A NATO e o governo azeri promovem, até ao próximo sábado, em Baku, capital do país, uma «conferência de verão» sobre o «controle de riscos». O seminário, que reúne diversos «especialistas» militares e políticos, enquadra-se numa série de iniciativas análogas da NATO em diversos países «colaboradores» e pretendentes a entrarem na organização.
Desde o ano passado que o Azerbaijão desenvolve um programa de cooperação com a Aliança Atlântica, tendo integrado, a esse propósito, um batalhão móvel e uma subdivisão do seu exército na estrutura militar da NATO.
O presidente, Ilham Alíev, e os seus pares no governo são acérrimos defensores da entrada do país na Aliança Norte-Atlântica, mas face ao repúdio popular sobre a matéria e à necessidade de manter relações de cordialidade com a Rússia, procuram manobrar diplomaticamente a questão.
O Azerbaijão é um dos países ricos em petróleo e gás natural da região do Cáspio.