Editorial

Destaque: «A construção da Festa é uma componente importante da luta das massas trabalhadoras»

A FESTA E A LUTA

No passado fim-de-semana ocorreu a primeira jornada de trabalho da Festa do Avante! – iniciando-se, assim, o processo de construção colectiva daquela que é, não apenas, e por óbvias razões, a menina dos olhos dos militantes comunistas, mas que é também, no plano partidário, a maior realização política, cultural, artística, desportiva, gastronómica e convivial do nosso País.
Dito de outra forma: a festa que é a construção da Festa começou – e essa só terminará quando, ao final da tarde do dia 5 de Setembro, a habitual multidão de visitantes invadir o belo espaço da Quinta da Atalaia e der início à Festa do Avante!/2008.
Por isso, a primeira jornada de trabalho é acontecimento digno de registo. Com efeito, sendo a Festa obra essencialmente do trabalho voluntário, há que assinalar devidamente esta primeira expressão concreta dessa particularidade na edição deste ano.
Acresce , e nunca é demais dizê-lo, que este tipo de intervenção militante é característica específica do colectivo partidário comunista, constituindo, por isso, um traço distintivo do PCP em relação a todos os restantes partidos políticos nacionais.
E nunca é demais relembrar, igualmente, que, como inequivocamente mostra a realidade, em nenhum outro partido a militância assume conteúdo semelhante - podendo dizer-se, mesmo, que na generalidade desses partidos não faz propriamente sentido falar em militância…

Os que se interrogam sobre as razões que fazem com que a Festa do Avante! seja, como é, um amplo e singular espaço de fraternidade, de solidariedade e de convívio, encontrarão – se quiserem – a resposta nesta componente essencial da construção da Festa que é o trabalho voluntário. Porque é aqui, nas jornadas de trabalho como a que no último fim-de-semana se realizou e as que até início de Setembro iremos realizar, que nasce o conteúdo da Festa e, com ele, a sua capacidade de atracção da imensa massa de visitantes de todos os anos, aí incluídos os novos visitantes de cada ano. É aqui, nestes fins-de-semana de trabalho e convívio, em que aos militantes comunistas – homens, mulheres e jovens; operários, empregados, desempregados, precários, intelectuais, pequenos empresários… – se juntam com frequência muitos amigos e simpatizantes do Partido, que nasce o clima fraterno que, durante os três dias do primeiro fim-de-semana de Setembro, fará da Quinta da Atalaia o local com maior índice de fraternidade por metro quadrado existente no nosso País
E é neste processo de criação colectiva que é a construção de cada Festa que reside o segredo do seu êxito. Um processo que vai durar cerca de três meses, durante os quais os construtores tecem o tecido novo do futuro que é a nossa Festa. Os construtores da Festa: portadores conscientes que são dos valores da liberdade, da solidariedade, da camaradagem, da amizade, da justiça social, enfim, desse conjunto de valores que integra o mais humano, o mais progressista, o mais justo, o mais belo de todos os ideais: o ideal comunista.

Assim sendo, a construção e a realização da Festa é uma componente importante da luta geral das massas trabalhadoras e das populações pela defesa do seus interesses e direitos e contra a política de direita – luta na qual os militantes comunistas - organizados nas células de empresa ou de local de trabalho, nas estruturas locais, nos sindicatos e comissões de trabalhadores – desempenham um papel determinante.
Em consequência do papel desempenhado pelo PCP na sociedade portuguesa, as tarefas que, na situação actual, se colocam aos comunistas comportam muitas e complexas exigências às quais há que dar, em cada momento, a importância e a atenção necessárias.
A situação política nacional, todos os dias agravada pela política de direita levada a cabo pelo Governo PS/Sócrates e a necessidade imperiosa de lhe fazer frente impõem uma militância intensa, consciente, determinada – a militância comunista que faz do PCP o que ele é.
E porque o reforço da Partido e da sua influência social, política e eleitoral, constitui uma condição indispensável para derrotar essa política de direita e construir uma alternativa de esquerda, essa é inevitavelmente a preocupação constante e maior do colectivo partidário.
Assim, construir a Festa – dizendo com mais rigor: as festas, já que para além da do Avante!, também a da Alegria que em 18 e 19 de Julho se realizará em Braga, está em processo de construção - intervir decisivamente na luta e reforçar o Partido, são as tarefas essenciais do momento.
E no que respeita ao reforço do Partido, a realização do XVIII Congresso ocupa, entre todas essas tarefas, lugar cimeiro.
Terminada a primeira fase preparatória, é tempo agora de se proceder à elaboração e aprovação pelo Comité Central do Projecto de Resolução Política a submeter a debate no colectivo partidário a partir de Outubro. Como a experiência nos diz, as análises, conclusões, orientações e linhas de trabalho saídas de cada Congresso, serão tanto mais correctas e adequadas à realidade internacional, nacional e partidária, quanto maior for a participação dos militantes no processo preparatório – da mesma forma que a aplicação dessas conclusões será tanto mais colectiva quanto mais intenso for o trabalho colectivo incorporado na sua elaboração.
Por isso, a ampla e empenhada intervenção de todo o Partido em todo o processo de construção do XVIII Congresso, é condição indispensável para dele sairmos com um PCP mais forte e, portanto, em melhores condições para, continuando a afirmar-se inequivocamente como a verdadeira oposição à política e ao Governo PS/Sócrates, dar a resposta necessária à situação política actual.


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