Presidente do PC do B no Porto
«A vida corre a nosso favor»
Renato Rabelo, presidente nacional do Partido Comunista do Brasil (PC do B), deslocou-se ao Porto no dia 17, enquadrado na visita que fez a Portugal a convite do PCP. Na parte da manhã deste dia, participou num encontro com uma delegação da Direcção da Organização Regional do Partido, encabeçada por Sérgio Teixeira, da Comissão Política. Seguiu-se uma visita à cidade e a vários locais de interesse.
Na parte da tarde, o Presidente Nacional do PC do B, participou num debate que se realizou na Cooperativa Árvore, com o tema «Brasil e América Latina – os desafios da luta pelo socialismo no Século XXI». Antes da sessão, o dirigente comunista brasileiro foi recebido pela direcção daquela instituição, que incluiu uma visita guiada às diferentes oficinas artísticas existentes, uma breve visita à exposição dos sócios, que reúne obras de nomes consagrados do meio artístico da cidade com outros mais desconhecidos, havendo ainda tempo para desfrutar da magnífica vista sobre o rio Douro que o espaço exterior da Cooperativa Árvore permite.
A sala estava cheia (com muita gente a ficar de pé) e assim permaneceu durante as quase três horas que durou a sessão. Após as saudações iniciais de José Pedro Rodrigues, do Comité Central, e Albano Nunes, da Comissão Política e do Secretariado, Renato Rabelo sublinhou o papel do governo do seu país nas transformações positivas que estão a ocorrer na América Latina. A eleição de Lula, em 2002, permitiu o reforço da soberania nacional e permitiu avanços democráticos e sociais, destacou.
Já no que respeita às divergências entre os comunistas e o governo, situadas no campo da política macro-económica, o presidente do PC do B sublinhou que o segundo mandato está a ser melhor do que o anterior.
Respondendo às muitas perguntas feitas pelos presentes, Renato Rabelo referiu-se à luta dos comunistas como sendo difícil e para a qual é imprescindível o permanente contacto com as massas, a par da participação institucional. Relativamente ao futuro dessa mesma luta, às experiências revolucionárias, nomeadamente as que ocorrem actualmente na América Latina e que enriquecem o conhecimento e a prática progressista, deixou uma mensagem de optimismo: «a vida corre a nosso favor.»


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