Pequim encanta o Mundo

Pontualmente às oito horas e oito minutos do dia oito do mês oito do ano de 2008 teve início em Pequim a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos. Durante cerca de três horas e meia milhões e milhões de pessoas em todo o mundo tiveram ensejo de apreciar um espectáculo de rara beleza, que combinou tradição e modernidade, em variados suportes e linguagens, pleno de cor, luz e movimento, que superou nas suas criativas expressões plásticas tudo o que seria possível imaginar.
No fabuloso «Ninho do Pássaro» - Estádio Nacional de Pequim –, perante 91 mil espectadores, foram 14 mil os protagonistas que deram corpo a representações cénicas de enorme efeito que encantaram e revelaram a grandiosidade de uma civilização milenar, hoje apostada em vencer novos desafios de futuro como é o de construir uma sociedade de progresso e bem-estar.
Ao memorável espectáculo, idealizado e dirigido por Zhang Yimou, seguiu-se o desfile dos 204 países representados, com Portugal a figurar em 176º lugar, representado por 75 elementos entre atletas e oficiais, delegação que teve como porta-estandarte Nelson Évora.
Após os breves discursos oficiais e declarados abertos os XXIX Jogos Olímpicos, foi hasteada a bandeira olímpica e acesa a pira pelo ginasta Li Ning, tricampeão olímpico em 1984, em Los Angeles, o último a transportar a tocha olímpica.


Faleceu Mahmud Darwich

Morreu no dia 9 de Agosto o poeta palestiniano Mahmud Darwich, três dias depois de ter sido submetido a uma operação de coração aberto num hospital do Estado norte-americano do Texas.
Nascido em 1941, em Al-Birweh, na Galileia, território então da Palestina e hoje sob domínio de Israel, Mahmud Darwich optou pelo exílio em 1970, mantendo-se longe da pátria durante mais de duas décadas. Em 1995 desloca-se à Faixa de Gaza, depois da criação da Autoridade Palestiniana, vindo depois a instalar-se em Ramallah, na Cisjordânia.
«O Jardim Adormecido e Outros Poemas», com a chancela da Campo das Letras, é o seu único livro


CPPC lança apelo à paz

«Para a humanidade, a paz é um bem essencial e condição de progresso. A guerra traz a morte, que conduz ao fim de tudo; esta só beneficia interesses minoritários, egoístas e obscuros», lê-se no «Apelo pela Paz» lançado sob a forma de abaixo-assinado pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC).
Subjacente à iniciativa está o propósito de realizar um «fórum contra a guerra, pela paz e cooperação» que, unindo forças e vontades, congregue pessoas e organizações em «favor do maior bem da humanidade – a paz».
Depois de lembrar alguns dos principais traços que caracterizam o quadro internacional - «insegurança, instabilidade e guerra de agressão» num mundo onde «cada vez mais vinga a lei da força ao serviço de interesses não mencionados», enquanto simultaneamente grassa «a fome, o analfabetismo, as doenças» - , o texto alerta para a campanha em curso contra o Irão, observando que é «semelhante à perpetrada» antes da agressão ao Iraque em 2003.
Entendendo que para obter a paz «é necessário trabalhar e lutar por ela», os signatários afirmam que «compete às populações, por toda a parte, reforçar o movimento pela paz em todos os países e a nível mundial, defendendo a vida, a segurança colectiva, a liberdade, a democracia, o bem-estar e o progresso, contra a morte, o sofrimento, a opressão e o medo no mundo».
O texto do abaixo-assinado pode ser encontrado no novo site do CPPC: www.cppc.pt.


Almada contesta linha de alta tensão

A Câmara de Almada anunciou que recorrerá da decisão do Tribunal Administrativo que julgou «improcedente» a providência cautelar contra a instalação da Linha de Muito Alta Tensão (LMAT) no concelho, pela REN – Rede Eléctrica Nacional.
O município, em comunicado emitido na passada semana, afirma que esta decisão do Tribunal corresponde apenas a «mais uma etapa» no processo relativo à instalação da LMAT, que tem sido alvo de forte contestação do executivo camarário de Almada, juntas de freguesia e de um grupo de cidadãos.
Em causa está o troço de instalação de LMAT entre Fernão Ferro e Trafaria, o qual, segundo os que o contestam, além de não estar previsto no Plano Director Municipal, «não respeita a Declaração de Impacto Ambiental».


Prossegue luta contra co-incineração na Arrábida

A apresentação de um recurso ao Tribunal Central Administrativo do Sul é o próximo passo que as câmaras de Setúbal, Sesimbra e Palmela darão para tentar impedir a co-incineração de resíduos industriais perigosos (RIP) no Parque Natural da Arrábida.
Em conferência de imprensa conjunta no dia 6 de Agosto as autarquias anunciaram o propósito de recorrer da decisão do juiz do Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada, que rejeitou a 30 de Julho a providência cautelar interposta pelos três municípios visando a suspensão da eficácia das licenças ambiental, de instalação e de exploração concedidas à fábrica da Secil, no Outão, para a co-incineração de RIP.


Resumo da Semana