Breves
SANTO TIRSO
Em defesa da CNB-CAMAC
A Comissão Concelhia de Santo Tirso do PCP continua preocupada com o futuro da empresa CNB-CAMAC, cuja situação se tem agravado, apesar das denúncias dos trabalhadores e dos seus representantes sindicais, que reivindicaram junto da Câmara e do Governo a utilização de fundos do QREN para a viabilização da empresa.
Durante os meses de Julho e Agosto a empresa esteve várias vezes parada por falta de matéria-prima e 50 dos seus trabalhadores – já com dois meses de salários em atraso – rescindiram contrato com a empresa. Os restantes, a 14 de Agosto entraram de férias até ao final do mês mas com grandes incertezas quanto ao seu futuro.
Expressando a total solidariedade e apoio a estes trabalhadores, o PCP exige do Governo «medidas concretas e urgentes para salvaguardar as duas centenas de postos de trabalho» desta empresa, situada num concelho que « continua a liderar a taxa de desemprego no país».

TORRES NOVAS
Sigam-lhe o exemplo!
A Comissão Concelhia de Torres Novas do PCP não entende a utilidade da conferência de imprensa realizada, no dia 6 de Agosto, no Hospital de Torres Novas, já que não deu resposta a qualquer das preocupações dos trabalhadores do Centro Hospitalar do Médio Tejo. De facto, se, por um lado, o presidente do Conselho de Administração daquele Centro Hospitalar se remeteu «estranhamente ao silêncio, por outro, tanto o Governador Civil de Santarém, Dr. Paulo Fonseca, como o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Dr. António Branco, procuraram lamentavelmente «branquear» os actos do Conselho de Administração e desvalorizar o descontentamento dos trabalhadores.
Assim, depois de analisar a situação e o desempenho daqueles responsáveis, e atendendo a que, dois dias depois, o Dr. António Branco apresentou a demissão do seu cargo «por razões pessoais», o PCP considera que também o Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo e o Governador Civil de Santarém lhe deveriam seguir o exemplo.

CORTES DO MEIO
Apagão por explicar
Durante o fim-de-semana de 4,5 e 6 de Agosto, a Freguesia de Cortes do Meio ficou sem iluminação pública, devido a um «apagão». Entretanto, nem os responsáveis autárquicos nem a EDP se dignaram dar qualquer justificação à população, justamente indignada com a falta de iluminação, tão importante numa freguesia rural e serrana, como aquela, acusa a Comissão de Freguesia de Cortes do Meio do PCP. De facto, sublinha o PCP, o custo daquele serviço público é cada vez maior, pelo que é inteiramente justo «exigir o fornecimento da energia eléctrica com qualidade».
Mas este é «mais um exemplo concreto de que o acentuado desinvestimento público tem como consequência directa a transferência de mais encargos para a população e uma progressiva degradação de qualidade na prestação destes serviços, diz a Concelhia do PCP, exigindo aos responsáveis autárquicos e à Administração da EDP explicações pelo sucedido.