Editorial

«Testemunho vivo dos objectivos e da luta do nosso Partido»

AMANHÃ, A FESTA

Sobre a Festa do Avante!, a sua história desde a primeira edição em 1976, o seu significado e importância, a sua dimensão e a sua beleza, o lugar que ocupa no mapa nacional das realizações partidárias, em resumo, sobre todo o exaltante processo da sua construção e dos três dias da sua duração – sobre tudo isso, muito dissemos e escrevemos desde a primeira Festa até hoje.
E tudo o que dissemos e escrevemos permanece válido e actual.
No comício de encerramento dessa primeira Festa, em 1976, disse Álvaro Cunhal: «Esta Festa do nosso glorioso Avante!, do nosso glorioso Partido, é a maior, a mais extraordinária, a mais entusiástica, a mais fraternal e humana, realizada no nosso país».
Eis uma verdade constatada ao longo dos 32 anos que se seguiram a esse grandioso comício e que amanhã, a partir das 18 horas, vamos ver uma vez mais confirmada no nosso belo espaço da Quinta da Atalaia.
Do mesmo modo que, durante todo o próximo fim-de-semana, quem quiser reflectir sobre a forma como a Festa é construída, sobre o conteúdo e a diversidade das suas iniciativas, sobre os objectivos políticos que a percorrem, sobre o fraterno convívio que a habita no processo que vai da sua construção à sua realização, enfim, sobre o Partido que a constrói, concordará com as palavras de Álvaro Cunhal nesse comício memorável: «De tudo nesta Festa se desprende a força indestrutível do Partido da classe operária e do povo trabalhador de Portugal – o Partido Comunista Português. A Festa do Avante! é um testemunho vivo dos objectivos e da luta do nosso Partido. Eles estão presentes em cada canto deste vasto recinto». – ou, saltando no tempo, com as palavras proferidas por Jerónimo de Sousa no comício da jornada de trabalho de sábado passado:: «A Festa é o espelho do que é o PCP», porque ela «é a militância, a disponibilidade, a fraternidade, o convívio, o trabalho que cada um de nós dá para erguer esta grande cidade de três dias».

Uma Festa como esta – e feita como é e por quem é – teria que necessariamente constituir um alvo selectivo daqueles que, por ódio de classe, fazem do PCP o seu inimigo principal. Um inimigo para o qual não se cansam de vaticinar o enfraquecimento, o declínio e a morte irreversíveis. Aliás, vaticinando mais de acordo com os seus desejos do que a partir de uma análise séria da realidade, como a vida tem mostrado inequivocamente.
Daí que os ataques à Festa, iniciados quando da sua primeira edição, tenham sido uma constante desde então – com o recurso, por parte dos inimigos da Festa, ao vale-tudo que sempre caracterizou as suas práticas antidemocráticas e anticomunistas.
No sábado, Jerónimo de Sousa, aludindo a esse gatos-pingados do anticomunismo doentio, lembrou: «Eles pensavam que o PCP ia desaparecer (…) mas a Festa é o exemplo concreto de que temos Partido para continuar a nossa luta».
Da mesma forma que Álvaro Cunhal acentuara em 1976: «Para alguns que falam no enfraquecimento do nosso Partido, aqui está esta Festa, para lhes dar a resposta. Olhem, vejam e julguem».
E quem, com seriedade, quisesse olhar, ver e julgar o PCP nesse ano de 1976, teria chegado obrigatoriamente à conclusão… apontada por Jerónimo de Sousa, no sábado passado: «Sem este grande colectivo partidário, sem este PCP revolucionário, com o seu projecto de transformação social, não seria possível fazer esta Festa».
Daí o ódio à Festa por parte desses profissionais do anticomunismo, expresso das mais diversas formas, desde o ataque bombista de 1976 até à ofensiva actual, traduzida, como sublinhou Jerónimo de Sousa, nas «provocações de certas entidades e instituições movidas por razões políticas e ideológicas», através das «leis dos partidos e do seu financiamento, pensadas para atingir o PCP». Ofensiva que terá a resposta que os valores democráticos impõem.

A Festa do Avante!, espaço único de cultura, de arte, de convívio, de intervenção política é, simultaneamente, uma grande jornada de luta, parte integrante da luta geral dos trabalhadores portugueses – e, como tal, tem constituído, sempre, ao longo dos seus trinta e dois anos de vida, importante ponto de passagem para as lutas e tarefas do futuro imediato: as lutas impostas pela política de direita, cerceadora de direitos, liberdades e garantias dos trabalhadores e dos cidadãos; e as tarefas que se colocam aos comunistas visando o contínuo reforço do seu Partido.
Assim foi em 1976, assim será na Festa deste ano.
Daqui sairemos melhor preparados para a necessária luta contra a política de direita - designadamente contra o famigerado Código do Trabalho, instrumento do governo do grande capital contra os direitos dos trabalhadores e as suas organizações de classe – e para mostrar que, como afirmou Jerónimo de Sousa, face à grave situação do País, «temos soluções, temos alternativa, desde que haja uma ruptura com esta política».
E porque nesta Festa estará, ainda, presente o XVIII Congresso do PCP, dela sairemos melhor preparados para responder a esta tarefa maior do colectivo partidário comunista que, como sublinhou o secretário-geral do PCP, «exige o envolvimento e a participação de todos os militantes e amigos do Partido».
São muitas as razões para encararmos com grande confiança a luta e as tarefas do futuro imediato.
Voltando ao discurso de Álvaro Cunhal: «Esta Festa, testemunho vivo dos objectivos de luta do nosso Partido, é também testemunho vivo das profundas raízes do nosso Partido na classe operária, nas massas populares, na juventude» - essas raízes que são fonte de força essencial do PCP.


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