MURPI quer ser<br>Parceiro Social

A Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos - MURPI lançou esta semana um abaixo-assinado a nível nacional reivindicando «o reconhecimento pela Assembleia da República do estatuto de parceiro social, com direito a tempo de antena», pois tal representará «um reforço da democracia participada e dará voz aos múltiplos e complexos problemas que afectam os reformados e idosos». O MURPI recorda que a vasta população que representa - mulheres e homens reformados, pensionistas e idosos - «está sistematicamente no centro das promessas eleitorais que rapidamente são esquecidas na acção dos Governos, que no entanto nunca se preocupam em saber quais são as opiniões das organizações representativas deste grupo social». Após recordar que a vasta população que representa sempre lutou para que os seus direitos fossem respeitados, o MURPI sublinha que «depois de uma vida de trabalho, temos o direito de envelhecer com direitos e de ver garantida a nossa participação social e política na vida do País, não abdicando de participar nas tomadas de decisão que nos dizem respeito».


Turismo português<br>com Agosto desastroso

De acordo com números provisórios da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve ((AHETA), divulgados esta semana, não há memória de um mês de Agosto tão fraco para o turismo português: a taxa de ocupação hoteleira no Algarve caiu 3% face a 2007, o que constitui recorde absoluto, dado tratar-se da primeira vez que a taxa de ocupação hoteleira algarvia desce face aos anos anteriores. Muitos hotéis de quatro e cinco estrelas foram obrigados a baixar os preços, mas mesmo assim continuaram a meio-gás, e até os bares e restaurantes se ressentiram. Aponta-se a depreciação da libra inglesa como um dos responsáveis para que os turistas ingleses hajam trocado as praias de Vilamoura, Quarteira ou Monte Gordo pela Turquia, Egipto e Caraíbas, mas o pior é que os turistas nacionais também diminuíram, e não apenas no Algarve mas em todo o País. Entretanto, os responsáveis governamentais pelo Turismo insistem em proclamar que «não há crise no sector».


Vitória esmagadora<br>do MPLA em Angola

Na passada sexta-feira, dia 5, realizaram-se eleições legislativas na República Popular de Angola, escrutínio que foi acompanhado por muitos representantes da comunidade internacional, com relevo para observadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - CPLP e da União Europeia. Dois dias depois, com 90% dos votos contados, o MPLA registava uma vitória esmagadora de mais de 80% dos votos apurados, seguindo-se a UNITA com 10,5% (muito abaixo dos 34% obtidos em 1992) e o Partido da Renovação Social - PRS com 2,9%, sendo praticamente residuais os resultados obtidos pela mais de uma dezena das restantes formações políticas que foram admitidas ao acto eleitoral. Isaías Samakuva, líder da UNITA, acusou o escrutínio de «múltiplas irregularidades» e reclamou a repetição das eleições, para na segunda-feira reconhecer a legitimidade dos resultados, mas a maioria dos observadores internacionais considerou as eleições «livres e justas», nomeadamente os representantes da União Europeia e 80 observadores da Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África Austral (SADC), que as declararam «livres, credíveis e pacíficas», enquanto a CPLP validava o escrutínio assinalando que houve «anomalias de origem técnica» que não tiveram «influência no resultado». No mesmo sentido se pronunciou a Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), que declarou as eleições «livres, regulares e transparentes», bem como a missão de observadores do Parlamento Panafricano.


Governo de Bush<br>«salva» bancos da falência

O Governo dos EUA, liderado por George W. Bush, anunciou no passado domingo que vai injectar 200 mil milhões dólares nos dois gigantes do crédito hipotecário, Freddie Mac e Fannie Mae, com 100 mil milhões para cada um deles, com o objectivo confesso de os salvar da falência. Freddie Mac e Fannie Mae são duas instituições privadas com estatuto de serviço público, que garantem cerca de metade das hipotecas dos EUA (para compra de habitação própria) e são, por isso e para já, as duas maiores «vítimas» da famosa «crise do subprime» que começou recentemente nos EUA e já alastrou para a Europa. Assinale-se que o Governo dos EUA, após entregar o interesse público do crédito hipotecário à tradicional gula e voragem da «iniciativa privada», decide agora, e literalmente, «nacionalizar» os gigantescos prejuízos que a gestão privada destes interesses públicos provocou, pondo os contribuintes norte-americanos a pagar os desmandos dos grandes banqueiros norte-americanos.


Resumo da Semana