Retiradas as acusações contra Zuma

O Tribunal de Pietermaritzburg, na África do Sul, considerou, dia 12, inválidas as acusações de corrupção, fraude, lavagem de dinheiro e associação criminosa que pendiam sobre o novo presidente do ANC (Congresso Nacional Africano), Jacob Zuma.
O acórdão do juiz Chris Nicholson considerou ter havido influências do poder político, incluindo de ministros e personalidades ligadas ao governo de Thabo Mbeki, na decisão da Procuradoria-Geral em voltar a acusar Zuma no caso de aquisição de armamento para as forças armadas nos final da década de 90. O actual presidente da África do Sul perdeu para Zuma a liderança do ANC na conferência da organização realizada em Dezembro passado em Polokwane.
Nas imediações do tribunal, milhares de apoiantes de Jacob Zuma concentraram-se desde as primeiras horas da manhã e, mal foi concluída a leitura do acórdão, celebraram efusivamente a vitória judicial do presidente do ANC. Num discurso proferido perante os seus apoiantes após ter sido conhecido o veredicto, o velho combatente falou das injustiças de que foi vítima por parte daqueles que controlam o Estado.


«LHC» entrou em funcionamento

O maior acelerador de partículas do mundo, o «LHC» (em inglês, Large Hadron Collider), funcionou pela primeira vez no dia 10, criando um grande entusiasmo na comunidade científica. Com esta máquina, os cientistas pretendem recriar as condições do universo pouco depois do Big Bang, há 13,7 mil milhões de anos. E, desta forma, compreender muitas das questões que permanecem um mistério acerca do universo.
A inauguração deu-se pelas 08.50 horas de Lisboa, com o disparo de um feixe de protões num sentido, acelerado até quase à velocidade da luz, numa temperatura ambiente de 271 graus negativos. Cinco horas depois, um novo disparo, em sentido contrário, saldou-se por um novo sucesso.
Esta infra-estrutura, da responsabilidade do CERN (Centro Europeu de Investigação Nuclear), encontra-se enterrada a cem metros de profundidade junto à fronteira franco-suíça. Com 27 quilómetros de comprimento, levou 12 anos a construir e o seu custo ascendeu aos 4 mil milhões de euros.


Portugal com sete medalhas nos Paralímpicos

Até à hora do fecho da nossa edição, Portugal tinha conquistado sete medalhas nos Jogos Paralímpicos de Pequim, que terminaram ontem. João Paulo Fernandes venceu a prova de Boccia (BC1), tendo o segundo lugar da mesma prova sido conquistado por outro atleta português, António Marques.
Bruno Valentim e Fernando Fernandes venceram a medalha de prata por equipas de Boccia (BC4), enquanto que a equipa constituída por Cristina Gonçalves, Fernando Ferreira, João Paulo Fernandes e
António Marques conquistaram a prata colectiva em Boccia (BC1-2). A terceira medalha de prata foi alcançada por Luís Gonçalves, no Atletismo (T12).
As duas medalhas de bronze foram conquistadas pela equipa de Boccia (BC3) constituída por Eunice Raimundo, Armando Costa e Mário Peixoto e pelo nadador João Martins, que repetiu o bronze alcançado em Atenas nos 50 metros costas (S1).


Co-incineração suspensa...

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada aceitou, segunda-feira, uma terceira providência cautelar das câmaras municipais de Setúbal, Palmela e Setúbal que suspende a co-incineração na cimenteira do Outão. O Ministério do Ambiente já fez saber que vai recorrer da decisão judicial.
Em afirmações à Lusa, o advogado das três autarquias, Castanheira Barros, revelou que o tribunal admitiu também o recurso de uma segunda acção apresentada em 19 de Agosto, referente à sentença de 30 de Julho, desfavorável às autarquias.
«Decidimos recorrer porque a co-incineração de resíduos perigosos emite poluentes orgânicos persistentes, incluindo dioxinas e furanos, altamente cancerígenos, e também porque a cimenteira da Secil está inserida numa zona de elevado risco sísmico e que está classificada como zona paisagem protegida», acrescentou.


... e processo das reformas compulsivas arquivado

O Ministério Público ordenou o arquivamento do processo relacionado com a aposentação compulsiva de dezenas de funcionários da Câmara Municipal de Setúbal, por suspeita de conluio entre trabalhadores e responsáveis autárquicos. Segundo o Ministério Público, não se provou a existência do alegado conluio nem tão pouco se verificou qualquer irregularidade nos processos disciplinares instaurados a 67 trabalhadores da autarquia.


Resumo da Semana