Aumenta o flagelo das doenças profissionais

As doenças profissionais estão a aumentar no nosso País, deixando milhares de pessoas inválidas. Só na última década, segundo dados do Centro Nacional de Protecção Contra Riscos Profissionais, mais de 25 mil portugueses contraíram doenças crónicas em resultado do trabalho. A somar ao infortúnio, apenas metade destes trabalhadores recebe indemnizações.
Nos últimos três anos elevou-se a quase quatro centenas o número de trabalhadores que morreram por doenças contraídas no exercício da sua actividade profissional, sobretudo por doenças respiratórias.
Actualmente, no topo da lista, segundo informação daquele organismo, estão as doenças musculares e esqueléticas como a paralisia e a tendinite (originadas pela má postura e movimentos repetitivos), seguidas pela surdez, originada pelo ruído, e pelas doenças do foro respiratório devido à inalação de poeiras e agentes químicos.


Marcha defende Constituição

Milhares de bolivianos iniciaram, segunda-feira, uma marcha de uma semana, em direcção à capital, La Paz, em defesa da aprovação da nova Constituição do país, exigida pelos sectores populares e afectos ao processo de transformação social, e rejeitada pela oposição autonomista vinculada com a violência, que nos últimos meses tem lançado o país numa crise política.
A iniciativa convocada pela Coordenadora Nacional para a Mudança (CONALCAM, na sigla em castelhano), e que teve o seu ponto de partida na localidade de Caracollo, no planalto andino, pretende ser uma grande acção de massas em apoio do que os organizadores consideram «a refundação da Bolívia».
O presidente Evo Morales esteve presente no arranque da caminhada, que percorrerá 200 quilómetros, e apelou aos deputados para que se juntem ao povo nesta manifestação de vontade colectiva.


Trabalhadores com subsídios em atraso

Muitas pequenas e médias empresas (o cálculo aponta para um terço) não pagaram o subsídio de férias aos seus trabalhadores e temem não conseguir atribuir o de Natal, o que agravará ainda mais a situação de milhares de famílias. A revelação foi feita pelo presidente da Associação Nacional das PME, Augusto Morais, que explicou esta situação com o facto de as empresas com maiores dificuldades financeiras preferirem, primeiro, saldar as contas com o Estado, deixando para depois o pagamento dos salários, o que não se verificava «até há dois anos». Esta opção, segundo aquele dirigente associativo, resulta do medo que muitos empresários hoje têm de ver os seus bens penhorados por atraso no pagamento dos impostos e das contribuições para a Segurança Social.
«Se uma empresa ficar a dever um ou dois meses ao Estado, porque se atrasa no pagamento da Segurança Social e no fisco, o fisco imediatamente lança-se contra a empresa. O que quer dizer que a encerra ou a pode encerrar através de penhoras. Por isso, o empresário prefere pagar os impostos a pagar aos trabalhadores e eles, como não têm outra solução senão esperar, vão esperando», declarou à Lusa o presidente da Associação das PME, que estima que mais de 30 mil trabalhadores estejam nesta situação.


RPD da Coreia fora da «lista negra»

Os EUA retiraram a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) da chamada «lista de países que apoiam o terrorismo», cumprindo, assim, um dos compromissos assumidos no acordo sobre a desnuclearização da Península Coreana, subscrito também pela Rússia, Japão, Coreia do Sul e China.
Neste contexto, a «RPDC decidiu prosseguir a desactivação das instalações nucleares de Yongbyon, e autorizar os Estados Unidos e os inspectores da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) a retomarem as suas acções de fiscalização», declarou um porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano à agência de notícias de Pyongyang, KCNA, citado pela Lusa.


Alkatiri teme pelo futuro de Timor

O ex-primeiro-ministro timorense e secretário-geral da FRETILIN, Mari Alkatiri considera que «as fragilidades que persistem em Timor fazem-nos pensar que, a todo o momento, o país pode desembocar novamente numa onda de violência».
Alkatiri falava aos jornalistas, em Moçambique, onde foi recebido pelo presidente Armando Guebuza. Na base das preocupações de Alkatiri está o quadro político, social e económico que se vive no país.


Baixo Alentejo potencia recursos

Sete municípios do Baixo Alentejo têm em curso um programa que visa projectar no plano nacional e no exterior os seus aglomerados urbanos e, dessa forma, atrair turistas. Trata-se de uma rede que prevê requalificar património e organizar eventos culturais, num investimento de 7,5 milhões de euros.
As câmaras municipais de Aljustrel, Almodôvar, Beja, Castro Verde, Mértola, Moura e Serpa, através do Pacto para a Competitividade e Inovação Urbanas, integram esta Rede Urbana para o Património.
Este é o resultado da «vontade dos municípios trabalharem em conjunto para desenvolver projectos de requalificação e promoção do património para dinamizar o turismo» no seu território. Desta forma, segundo o presidente da Câmara de Beja, Francisco Santos, em declarações à Lusa, «será possível contribuir para a construção gradual de um território mais competitivo e inovador e inverter a tendência de despovoamento e a perda de competitividade económica».


Resumo da Semana