«O mundo numa chávena de café»

Foi lançado no dia 15, na Feira do Livro de Frankfurt, «Die Welt in einer Tasse Kaffe» (O Mundo numa chávena de café) da jornalista Susana Ruth Vasques. Com a chancela da editora alemã Atelier Colorwaves, esta é uma obra composta por uma selecção de crónicas escritas em português por aquela jornalista entre 1972 e 2008. Com conceito, compilação e revisão de Michael Wachsmann, o livro, de 191 páginas, foi traduzido de português para o alemão por Rainer Dittmann e teve arranjo gráfico de Christoph Zehm. A foto de capa é de Rainer Boscheinen.
Susana Ruth Marques, na sua carreira profissional como jornalista, escreveu, entre outros, para «O Século» e o «Jornal do Fundão», tendo os seus trabalhos começado por entrevistas, reportagens e artigos fundamentalmente orientados para as questões das mulheres e das crianças.
A apresentação da obra em Portugal está prevista para a primeira quinzena de Dezembro (dia 13), na Biblioteca Municipal de Silves.


Arrependidos denunciam governante

Nicola Cosentino, sub-secretário para a Economia e responsável pelo partido de Silvio berlusconi, Forza Itália, na região de Nápoles, foi acusado por cinco mafiosos arrependidos de ter favorecido em concursos públicos os interesses do clã Casalesi, o mais poderoso da Camorra (a mafia napolitana) e de ter sido um dos mensageiros do seu chefe, Francesco Schiavione, actualmente na prisão.
Segundo o semanário italiano L'Espresso, de 17 de Outubro, citado pela AFP, um dos arrependidos, Gaetano Vassalo, que foi responsável por uma empresa de tratamento de resíduos sólidos controlada pela mafia, terá testemunhado, em Agosto, que «Cosentino era um dos candidatos ao clã».
Outro arrependido, Dario De Simone, um dos ex-chefes dos Casalesi, declarou que Cosentino pediu-lhe ajuda para a campanha eleitoral em 1995. «Trabalhei muito para ele (...) pedi a várias pessoas para votarem nele. Quando pedia um favor ninguém me recusava nada. Toda a organização se ocupou um pouco da sua eleição.»


Tarrafal: Campo da Morte lenta

Esteve patente ao público entre 14 e 17 da passada semana, no Clube Estefânia, em Lisboa, a exposição «Tarrafal: Campo da Morte lenta». Através desta exposição alusiva ao Campo de Concentração construído em 1936 pelo regime fascista de Salazar, os visitantes puderam conhecer melhor as terríveis condições a que foram submetidos quantos por lá passaram e onde perderam a vida 32 resistentes antifascistas.
Na abertura da exposição, organizada pela União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP), intervindo para as dezenas de presentes, Aurélio Santos, coordenador do seu Conselho Directivo, alertou para os perigos que a democracia enfrenta, face às políticas que têm sido desenvolvidas pelos recentes governos e ao contexto de crise que alastra por todo o mundo. Marília Villaverde Cabral, também da direcção da URAP, anunciou a realização da uma excursão ao Tarrafal, prevista para Abril, visando homenagear todos que ali sofreram a violência do fascismo.


Precariedade agrava-se

Portugal está em segundo lugar no ranking de um conjunto de 24 países em que foi estudada a evolução do trabalho temporário. O estudo, da Organização Mundial do Trabalho (OIT), conclui que no nosso País a incidência deste flagelo aumentou um terço nos últimos 15 anos, situando-nos na 23º posição, só ultrapassado pela Espanha que lidera a tabela deste conjunto de países analisados, vinte dos quais europeus, mais EUA, Canadá, Austrália e Japão.
O estudo, onde é feita uma análise à desigualdade de salários na era da globalização, concluiu ainda que o nosso País é no contexto dos mais desenvolvidos um dos que registou nas últimas duas décadas um acréscimo mais acentuado do fosso entre os trabalhadores mais bem remunerados e os que recebem os salários mais baixos.


Nisa contra exploração de urânio

A vila alentejana de Nisa foi palco no domingo (19) de uma jornada de protesto contra a eventual exploração de urânio no concelho, que inclui uma Tribuna Cívica e uma «Marcha da Indignação». A iniciativa partiu do Movimento Urânio em Nisa Não (MUNN), da Quercus e de várias entidades locais, como o município, a associação comercial, Associação de Desenvolvimento de Nisa, Terra-Associação para o Desenvolvimento Rural e Associação Ambiente em Zonas Uraníferas. Várias centenas de manifestantes expressaram a sua preocupação pelas consequências em termos de saúde pública, ambientais e económicas que resultariam da exploração do jazigo de urânio existente naquele concelho do distrito de Portalegre.


Aumenta a procura pel'«O Capital»

As vendas de «O Capital», a obra maior de Karl Marx, estão «claramente a aumentar», afirmou na passada semana Jörn Schütrumpf da editora Karl-Dietz-Verlag, segundo uma nota da Agência France Press. «Marx está de novo na moda e a procura das suas obras em alta», explicou Schütrumpf ao jornal Neue Ruhr Neue Rheinzeitung. Segundo a editora de Berlim, o primeiro tomo de «O Capital» já vendeu este ano 1500 exemplares, contra 500 em 2005, e as vendas vão continuar a aumentar até ao fim do ano, assegurou o editor. Os leitores pertencem a «uma nova geração de eruditos que reconheceu que as promessas neoliberais não se realizaram», sublinhou.


Resumo da Semana