Durante a campanha, viveu-se um ambiente de coacção económica
CDU regressa ao Parlamento açoriano
Lutar por um futuro de esperança
Jerónimo de Sousa afirmou que «a votação obtida pela CDU, traduzida na eleição de um deputado, no aumento da percentagem e mantendo no essencial a sua votação, traduz o reconhecimento do papel e intervenção do PCP e da CDU na Região Autónoma dos Açores».
Numa declaração sobre os resultados das eleições para a Assembleia Legislativa Regional dos Açores, o Secretário-geral do PCP lembrou, no domingo, que o resultado obtido pela CDU é tão mais significativo quanto o quadro político regional em que foi obtido.
«O apagamento dedicado à sua actividade decorrente da ausência da Assembleia Legislativa e dos critérios de cobertura informativa prevalecentes; a tendenciosa cobertura que alguns órgãos de comunicação social dedicaram à campanha da CDU quer pelo silenciamento quer pela promoção de candidaturas concorrentes; o ambiente de coacção económica e social exercida sobre o eleitorado a partir do partido do Governo – dão ao resultado da CDU um significado e importância acrescidos», valorizou.
Sobre o resultado do PS, que obteve uma maioria absoluta, Jerónimo de Sousa salientou que o mesmo foi provocado por uma quebra eleitoral de sete pontos percentuais.
«No quadro da realização de eleições regionais, com a sua especificidade própria, o mesmo PS que se apressou a sacudir qualquer ilação da estrondosa derrota eleitoral sofrida nas eleições regionais da Madeira, com o argumento desse carácter específico, ensaia agora demagógica e falaciosamente uma tentativa para retirar das eleições realizadas um sinal de apoio à sua política nacional que elas não permitem», disse, sublinhando que o resultado agora obtido pelo PS, «no quadro de uma descredibilização crescente do PSD», «é inseparável de uma campanha marcada por uma ostentação de meios e por um intolerável uso do aparelho do Governo Regional para condicionar as opções de voto dos eleitores açoreanos».

Crescente descontentamento

O Secretário-geral do PCP falou ainda da abstenção, que atingiu a taxa mais alta de sempre em eleições regionais nos Açores, chegando aos 53,24 por cento, num sufrágio em que cerca de 100 mil açorianos não votaram.
«O aumento da abstenção não pode deixar de ser lido como um sinal do crescente descontentamento que a política dos governos do PS da República e da Região Autónoma vem gerando e do desencanto face ao agravamento das condições de vida da população, à ausência de resposta para os seus principais problemas e à asfixia da vida democrática nos Açores», afirmou, reafirmando o compromisso assumido pelos comunistas de «intervenção em defesa dos direitos dos trabalhadores, dos interesses das populações e do desenvolvimento da região».
«Uma intervenção que terá expressão na apresentação na Assembleia Legislativa Regional das propostas com vista à concretização das medidas imediatas que apresentou ao eleitorado», acrescentou.
Saudando as centenas de militantes, activistas e candidatos do PCP e da CDU que intervieram nesta importante batalha política por uns Açores de progresso, Jerónimo de Sousa prometeu aos milhares de eleitores que confiaram na CDU que «o seu apoio e o seu voto será integralmente respeitado e colocado ao serviço da luta em defesa dos seus direitos, das suas aspirações a uma vida melhor e a um futuro de esperança».

Aníbal Pires defende desenvolvimento
Intervir em toda a região

A CDU obteve, nestas eleições, 3,14 por cento dos votos (2831 votos) e elegeu, pelo círculo de compensação, Aníbal Pires para deputado na Assembleia Legislativa Regional dos Açores. «O povo açoriano, as populações, os trabalhadores vão ter voz no Parlamento Regional», prometeu o, agora, deputado.
Em conferência de imprensa, Aníbal Pires sublinhou que a CDU teve «uma subida em seis círculos eleitorais» e que a taxa de abstenção nestas eleições deverá fazer com que Carlos César, presidente do Governo Regional dos Açores, «desça do pedestal» e tenha «a capacidade de ouvir o povo açoreano». «Vamos continuar a fazer aquilo que sempre fizemos que é intervir em toda a região em defesa das populações, de um desenvolvimento que queremos harmonioso, pela coesão territorial, social e económica», disse.

Número de votantes - Quadro anexo 1

Resultados eleitorais - Quadro anexo 2


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