<i>O Militante</i> já nas bancas

Em vésperas do XVIII Congresso, O Militante, que hoje se encontra à venda, dedica três artigos ao tema dos congressos: «Esta força que vem de longe», de Aurélio Santos, «III Congresso do PCP – significado e importância», de Domingos Abrantes, «Crise anunciada», de Jorge Cadima.
Quanto ao mundo do trabalho, dois artigos debruçam-se sobre o tema: «Por trabalho com direitos, a luta continua», de Armando Farias, e «Norte – tecido produtivo em regressão, problemas sociais agravados», de Valdemar Madureira.
Destaque ainda para o Dossier Internacional, com «Deriva securitária do capital», de Maurício Miguel, e «A escalada imperialista contra a Rússia, o Cáucaso como pretexto», de Luís Carapinha. Este número de O Militante inclui, como habitualmente, um texto de abertura: «Tudo para o êxito do XVIII Congresso». No tema Organização, Paulo Raimundo escreve sobre a «Festa da Alegria, festa da luta, do reforço do Partido».
Em Juventude, Daniel Azevedo reflecte sobre «Forças Armadas, o fim do serviço militar obrigatório»; e Ruben de Carvalho escreve sobre «1 de Novembro de 1908, a monarquia perde a Câmara de Lisboa». Há ainda um artigo de Paulo Loya, sobre imigração, intitulado «Importância e impacto social».
A completar o boletim do PCP, inclui-se o comunicado do Comité Central de Setembro passado e o índice classificado dos artigos publicados em O Militante durante o ano de 2008.
Por último, destaque especial para uma apreciação ao «II tomo das obras escolhidas de Álvaro Cunhal – uma obra inspiradora», da autoria de Rui Mota.


Juristas Democratas solidários com Cuba

A Associação Portuguesa de Juristas Democratas (APJD) manifestou publicamente o seu repúdio pela prisão ilegal nos EUA, desde há dez anos, dos cinco patriotas cubanos cujo único «crime», lembra, «foi tentar impedir acções terroristas contra Cuba».
Em recente nota aos órgãos de comunicação social, assinada por Luís Azevedo, seu presidente, aquela associação considera que a detenção dos cinco jovens cubanos constitui «uma flagrante violação dos direitos humanos e do direito internacional».
«Hoje não restam dúvidas de que Antonio Guerrero, Fernando González, Gerardo Hernández, Ramón, Labañino e René González se limitaram a recolher informação sobre os planos da mafia cubano-americana radicada em Miami que preparava ataques contra Cuba, informação que facultaram às autoridades norte-americanas», sublinham os Juristas Democratas, que acusam o governo dos EUA de «deturpar a verdade dos factos» e de ser responsável por uma «política imperialista contra os povos do mundo e, em particular, contra Cuba».


Faleceu Carlos Porto

Faleceu no dia 29 de Outubro, aos 78 anos, devido a uma pneumonia, o crítico de teatro e dramaturgo Carlos Porto. Pseudónimo de José Carlos da Silva Castro, nasceu no Porto, em 1930, notabilizando-se sobretudo na crítica de teatro, que o levou a manter colaborações regulares no Diário de Lisboa, diário e no Jornal de Letras.
Maria Helena Serôdio, directora da revista «Sinais de Cena» e amiga do crítico de teatro, referiu-se à sua figura, em declarações à Lusa, como tendo sido «um dos grandes fazedores de opinião pública em termos de teatro». Foi, sobretudo, no Diário de Lisboa, recordou, que Carlos Porto se destacou «como combatente absolutamente decidido e corajoso sobre a liberdade do teatro, sobre a inovação e sobre o profissionalismo»..
Um dos fundadores da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro, militante comunista, Carlos Porto deixou também obra como poeta e tradutor, estando publicados, entre outros, «10 Anos de Teatro e Cinema em Portugal 1974-1984», «O TEP e o teatro em Portugal», «Fábrica Sensível» e «Poesia Cega».
No seu funeral, para o cemitério dos Olivais, faz hoje oito dias, integrou-se uma delegação do PCP constituída por Albano Nunes, da Comissão Política e do Secretariado, e pelos membros do Sector Intelectual da DORL Antónia Dimas e André Rodrigues.


Montargil exige médicos

Cerca de meia centena de viaturas participaram no dia 1 de Novembro num «buzinão» exigindo mais médicos para o Centro de Saúde de Montargil, Ponte de Sôr. A iniciativa partiu da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Montargil e visou chamar a atenção do Governo para a necessidade de colmatar a falta de médicos na Unidade de Saúde Local.
«Chegaram a ser quatro e actualmente são dois. Porém devido a uma baixa médica prolongada, está só um médico de serviço e pretendemos que seja colocado um terceiro», justificou António Teles, membro da comissão de utentes, que assegurou que outras acções serão levadas a cabo enquanto o problema não for resolvido.


Contra a co-incineração em Souselas

O Grupo de Cidadãos de Coimbra que se tem oposto à co-incineração de resíduos industriais perigosos na cimenteira de Souselas apresentou no dia 31 de Outubro no Tribunal Central Administrativo-Norte recurso da decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra tomada 15 dias antes que veio dar razão ao Ministério do Ambiente e à Cimpor. No recurso são invocados cinco fundamentos, entre os quais a «a violação do Plano Director Municipal». A co-incineração de resíduos industriais perigosos «é uma actividade de gestão de resíduos distinta da actividade de fabrico de cimento» e, como tal, deveria ter sido precedida da «elaboração de um plano de pormenor», sustenta o texto.


Resumo da Semana