Bolseiros contra a precariedade

A Associação de Bolseiros de Investigação Científica (ABIC) manifestou-se satisfeita com a abertura da via do diálogo em torno da revisão do estatuto que os contempla.
Em declarações à Lusa após a reunião com o secretário de Estado do Ensino Superior, o porta-voz da ABIC, André Levy, revelou que «a reunião foi muito curta e não foi possível entrar em pormenores», mas, não obstante, «sentimos que o bloqueio está ultrapassado e que há vontade para dialogar», tendo ficado desde logo agendada nova ronda de conversações ainda durante este mês.
Levy esclareceu ainda que o actual regime «é demasiado abrangente e permite muitos abusos», tais como o recrutamento de investigadores e técnicos como bolseiros sem que existam programas de formação associados às bolsas.
Neste quadro, «centenas de cientistas sobrevivem sob a precariedade e a incerteza das durante largos anos», situação que, vincou, tem que mudar ainda nesta legislatura.


Utentes reclamam em Sintra

A Comissão de Mobilidade Sustentável do Concelho de Sintra (CMSCS) exige a melhoria das condições de segurança e higiene para utentes e profissionais nas estações ferroviárias da CP, e a manutenção das bilheteiras abertas durante o período de circulação dos comboios.
Numa acção conjunta com a Comissão de Utentes e os sindicatos dos Rodoviários e dos Ferroviários - a qual incluiu a recolha de cerca de 600 assinaturas, entregues posteriormente ao presidente da Câmara, Fernando Seara, e a distribuição de 2500 documentos nos interfaces da Portela, Rio de Mouro e Algueirão/Mem Martins -, a CMSCS denunciou a inexistência de lavabos, o que obriga maquinistas, revisores e utentes a recorrerem aos descampados.
A vandalização das casas de banho foi o motivo pelo qual se encontram encerradas há cerca de um ano, mas a Comissão diz que o problema é que isso só sucedeu pela ausência de segurança nas estações, facto que, mais grave que a danificação das estruturas, constitui um perigo para quem trabalha ou se desloca no eixo ferroviário.


Alberto Vilaça homenageado

O militante comunista Alberto Vilaça foi homenageado, sábado, no Encontro Nacional de Toponímia organizado pela Câmara Municipal de Coimbra, onde por duas vezes e durante vários anos integrou a Comissão Municipal nesse âmbito.
Da homenagem constou o descerramento de uma placa com o seu nome naquela que foi a residência da sua família, em Santa Clara, a a actuação do Coro Municipal Carlos Seixas.


Fluviário premiado

O Fluviário de Mora foi agraciado com um galardão de arquitectura atribuído pelo Museu de Arquitectura e Desgin de Chicago, o Centro Europeu para Arquitectura, Arte, Design e Planeamento Urbano e pela Metropolitan Arts Press. Destinados a premiar projectos e edifícios relevantes na actual década, os Prémios Internacionais de Arquitectura viram no Fluviário níveis de criatividade e inspiração significativos.
O Fluviário situado no concelho alentejano de Mora, único na Europa, já recebeu outros prémios. Desde que abriu, em Março de 2007, o equipamento onde convivem em habitats naturais aquáticos e terrestres cerca de 70 espécies diferentes, saldou-se num retumbante sucesso, ultrapassando rapidamente as centenas de milhares de visitas.


«Silêncios» de Gageiro

Eduardo Gageiro lançou, quinta-feira da semana passada, na Mãe d'Água, em Lisboa, um livro com 200 fotografias inéditas tiradas nos últimos 50 anos pelo fotojornalista.
«Silêncios» reúne imagens captadas por todo o mundo, acompanhadas de um conjunto de textos escritos por Lídia Jorge para aquela colecção.
Em declarações à Lusa, Gageiro disse ainda não ter abandonado o projecto de fotografar os campos de refugiados. A injustiça e a exploração calam fundo em Gageiro, que confessou à agência de notícias que o 25 de Abril foi «o dia mais feliz da minha vida», mas, 34 anos depois, «muitas pessoas continuam a viver mesmo muito mal», ao passo que «outros enriquecem e vivem no luxo».
Na galeria da Mãe d'Água encontram-se patentes cerca de 70 fotografias contidas no livro.


Cinema de classe

O Sindicato Têxtil da Beira Baixa (STBB) juntou-se à Associação de Teatro e Outras Artes e ao realizador José Pedro Graça e co-produziu o filme «Viagem entre a lã e a neve», exibido, sexta-feira, dia 7 de Novembro, no Teatro-Cine da Covilhã.
A curta-metragem homenageia o trabalho e a luta dos operários do sector naquela região, e evoca Ferreira de Castro e o livro «A Lã e a Neve», de 1947, com a leitura de passagens marcantes da obra que retrata a vida dura dos operários da Covilhã.
O STBB pretendeu ainda dar seguimento às comemorações dos 110 anos do nascimento de Ferreira de Castro, depois de ter realizado, em Maio, uma sessão evocativa do escritor.


Resumo da Semana