2008-11-29
Congresso tem incio


Horário de entrada dos delegados

- Sábado, 29, às 9h30. Para o bom funcionamento dos trabalhos, apela-se ao cumprimento deste horário.


Proposta de horário a apresentar ao Congresso

Sábado, 29

1.ª Sessão
Abertura - 10h30
Intervalo - 13h00

2.ª Sessão
Início - 15h00
Intervalo - 17h15
Recomeço - 17h45
Fim - 20h00

Domingo, 30

3.ª Sessão
Início - 09h30
Intervalo - 11h00
Recomeço - 11h30
Fim - 13h00

4.ª Sessão
Início - 15h00
Fim - 18h00

5.ª Sessão (Reservada a delegados)
Início - 19h00
Fim - 21h00

Segunda-feira, 1

6.ª Sessão
Início - 09h30
Intervalo - 11h00
Recomeço - 11h30
Encerramento - 13h00


Outras informações:

Serviço de bagageira
- A partir das 9h00, no interior do Campo Pequeno.

Bares
- A funcionar nos corredores dos diversos pisos do Campo Pequeno, para delegados e convidados.

Refeições
- Asseguradas aos delegados, no sábado e no domingo. As senhas de refeição (7 euros cada) são disponibilizadas no decurso dos trabalhos. No Centro Comercial do Campo Pequeno existem ainda diversos serviços de restauração à disposição de delegados e convidados.

Bancas
- A funcionar nos corredores do Campo Pequeno.

Transportes:
- Autocarros: 21, 36, 44, 49, 54, 56, 83, 91, 727, 732, 738, 745. Ainda, 16 e 726, na Av. de Berna.
- Metro (Estação de Campo Pequeno)
- Comboio (Estação de Entrecampos), para quem vem da Margem Sul, da Linha de Sintra e da Gare do Oriente.


De novo no Campo Pequeno!


Estávamos no dia 28 de Junho de 1974, a noite era de intempérie. O PCP realizava no Campo Pequeno aquele que seria um dos seus maiores comícios. Fora e dentro do recinto da Praça de Touros, indiferentes à chuva que caía grossa e ininterrupta, 40 000 pessoas acompanhavam com entusiasmo os discursos que iam sendo proferidos, gritando pela primeira vez palavras de ordem que até ao 25 de Abril só clandestinamente podiam pronunciar. A confiança no futuro que então se abria para Portugal e o povo português era manifesta. Expressou-a Álvaro Cunhal num importante discurso, mas era também visível nos olhos de quem o ouvia, e onde às vezes assomavam lágrimas. Confiança, sim, mas confiança que não impediu Álvaro Cunhal de alertar: «se não existe na actual situação política, um perigo de supressão das liberdades, existem tendências no sentido de transformar a institucionalização de liberdade e direitos num colete-de-forças para o seu exercício», reafirmando logo a seguir: «A institucionalização das liberdades e direitos deve significar o seu reconhecimento real e a real garantia do seu exercício». Passaram entretanto mais de 34 anos. Álvaro Cunhal já não está entre nós, como não estão muitos outros então destacados dirigentes do PCP. Ao longo destes anos, o Campo Pequeno foi palco de outros grandiosos comícios do PCP, designadamente o de 7 de Dezembro de 1975, realizado imediatamente a seguir ao 25 de Novembro, e o de encerramento do VIII Congresso, a 14 de Novembro de 1976, com a presença de inúmeras delegações estrangeiras (ver exposição patente no recinto). Estamos em Novembro de 2008, e o Campo Pequeno volta a viver mais um grande acontecimento da vida do PCP: a realização do seu XVIII Congresso. Numa altura em que precisamente ganham nova actualidade os alertas que Álvaro Cunhal então fazia relativamente aos riscos que ameaçavam o exercício dos direitos e das liberdades. Mas hoje, como ontem, o PCP continua a manter inabalável a sua confiança num futuro que encara sem medo. É que a História não chegou ao fim, como muitos quiserem fazer crer, e isso hoje é mais perceptível que nunca: veja-se a crise gigantesca que abala o sistema capitalista – que já provou não ser solução – e as grandiosas lutas em todo o mundo as massas trabalhadoras desencadeiam, clamando pela única alternativa credível: o socialismo! Alternativa que, em Portugal, só com o PCP é possível concretizar. De facto, remando contra ventos e marés, fiel à matriz e aos princípios do marxismo-leninismo que sempre o nortearam e dele fizeram um grande Partido, o PCP está hoje, como ontem, pronto, e seguramente mais forte a seguir ao XVIII Congresso, para prosseguir a luta por uma sociedade sem explorados nem exploradores, uma sociedade de paz, mais próspera, mais justa e mais fraterna.