«Levantado do Chão» em nova edição

«Levantado do Chão», considerado um dos romances fundamentais na obra de José Saramago, publicado em 1980, acabou de ser reeditado pela «Modo de Ler», editores e livreiros. O texto do nosso Nobel da Literatura que retrata a luta dos trabalhadores alentejanos contra a opressão dos latifundiários estende-se ao longo de 400 páginas magnificamente tratadas graficamente sob a direcção de Armando Alves, que é também o autor dos dez desenhos que intercalam a prosa tal como de um retrato do escritor que ocupa logo a segunda página do livro.
Nesta cuidada e bela edição de Levantado do Chão, que o autor dedicou à memória dos comunistas assassinados pela PIDE Germano Vidigal e José Adelino dos Santos, o leitor encontra também uma carta de Pilar Del Rio, mulher de Saramago, onde esta fala, entre outras coisas, das personagens que povoam o Alentejo do latifúndio entre o final do século XIX e o pós 25 de Abril e a luta corajosa feita de muitos sacrifícios contra a opressão.
Com a chancela daquela editora sediada no Porto, o livro, sob coordenação de José da Cruz Santos, teve o patrocínio da lisboeta Portugália Editora.


Almada aposta no turismo

A Câmara de Almada vai arrancar com o Plano Estratégico de Valorização e Desenvolvimento do Turismo, com o qual pretende alargar a oferta de alojamentos e atrair mais eventos de negócios, desportivos, religiosos, além de produtos de sol e mar.
Com este plano de turismo, já aprovado em reunião camarária, Almada terá até 2020 «mais dez hotéis no concelho», segundo declarações proferidas na passada semana pela presidente da autarquia, Maria Emília de Sousa, que confia no incremento pleno daquele documento estratégico.
O plano visa também a diversificação da base económica concelhia, incluindo o aumento do potencial das áreas do turismo já existentes no município.  Particular atenção é dada ainda ao desenvolvimento do turismo de natureza e turismo cultural, numa lógica de diversificação da oferta turística.


Economia europeia recua

A economia da Zona Euro recuou 0,2 por cento no terceiro trimestre face ao anterior, entrando em recessão pela primeira vez na sua história, de acordo com uma segunda estimativa do Eurostat tornada pública no passado dia 4. Confirmada foi assim a primeira previsão avançada pelo Departamento de Estatísticas europeu em meados de Novembro.
Esta descida do Produto Interno Bruto (PIB) dos quinze países do euro ocorre na sequência de anterior queda de igual percentagem (0,2 por cento) no segundo trimestre.
No seu conjunto, a economia da União Europeia também registou uma retracção entre Julho e Setembro, diminuindo 0,2 por cento, depois de um crescimento nulo no trimestre anterior.
Em Portugal, depois de uma subida de 0,3 por cento do PIB no segundo trimestre, o crescimento foi nulo no terceiro trimestre
Os dados do Eurostat revelam ainda que algumas das principais economias da zona euro, como é a alemã e a italiana, encontram-se já em recessão técnica, ou seja, apresentam dois trimestres de crescimento negativo consecutivos.


Naufrágio do «Rosamar»

Três pescadores mortos e cinco desaparecidos eis o balanço trágico do naufrágio do barco de pesca «Rosamar», na madrugada do dia 5 de Dezembro, 24 milhas a Norte de Burela, na costa da Galiza. A bordo estavam oito portugueses e cinco indonésios, cinco dos quais foram resgatados com vida pelas equipas de socorro.
Por apurar estavam ainda as circunstâncias que rodearam este naufrágio que trouxe de novo o luto e a dor a comunidades piscatórias do Centro e Norte do País.
O barco de pesca «Rosamar» está registado numa capitania portuguesa, mas é propriedade de armadores galegos.


Barreiro apoia nova ponte

«Concordância geral», assim é o veredicto da Assembleia Municipal do Barreiro sobre as conclusões do Estudo de Impacte Ambiental da Terceira Travessia sobre o Tejo. A decisão consta de uma resolução aprovada por unanimidade na passada semana por aquele órgão autárquico, em reunião extraordinária, na qual se considera «extremamente positiva a concretização do projecto e a construção da Terceira Travessia sobre o Tejo - Ponte Barreiro/Chelas».
Subscrito por todas as forças políticas (CDU, PS, PSD e BE), o texto realça o «cômputo largamente positivo» dos impactes previsíveis da implementação do projecto, em particular nas «componentes de ordenamento do território, sócio-económicas e património».
A Assembleia Municipal considerou igualmente que a solução B, onde a chamada Gare Sul se situaria nos actuais terrenos das oficinas dos Transportes Colectivos do Barreiro, é a mais «adequada e vantajosa».

Para os deputados municipais do Barreiro, a Terceira Travessia será importante para o desenvolvimento económico do concelho e da região, contribuindo simultaneamente para a «promoção e criação de um sistema de transportes mais eficientes».


Resumo da Semana