Sócrates recebido com apupos

Os trabalhadores do Seixal e do Barreiro receberam, domingo, o primeiro-ministro com manifestações de protesto contra a política do Governo. A visita de José Sócrates incluiu a entrega de diplomas, no Seixal, a inauguração da electrificação da «Linha do Sado», no Barreiro, e, mais tarde, em Setúbal, com a polícia a fazer um perímetro junto ao Governo Civil, um encontro com os parceiros sociais do distrito.
«Para os banqueiros há sempre dinheiro, para os trabalhadores nunca há nada», referiu, na acção que se realizou no Terminal Ferroviário do Barreiro, um membro do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local.
No local, os utentes, autarquias e trabalhadores manifestaram grande «preocupação» e «insatisfação» por os trabalhos, nomeadamente nas estações e nos apeadeiros, ainda estarem por fazer, «tudo indicando que serão despidos do conforto e de protecção contra o frio e contra a chuva». Num documento entregue ao primeiro-ministro, reivindicaram ainda «parques de estacionamento gratuitos», «o aumento de frequência dos comboios diários» e que «o comboio tenha boa articulação com a Soflusa e os transportes terrestres».


Moura no centro do mundo

A Câmara de Moura assinou, no passado dia 5 de Dezembro, um memorando de entendimento com a Sky Energy, a Tom Ld.ª e a Lógica com o objectivo de prosseguir o trabalho até então desenvolvido na área das energias renováveis. Em causa está a construção de uma central termo-solar, com capacidade até 10 megawatts (MW). O investimento previsto ronda os 40 milhões de euros e deverá assegurar a criação de 25 novos postos de trabalho.
Entretanto, José Pós-de-Mina, presidente da autarquia e mentor da maior central solar do mundo, está nomeado, pelo site norte-americano One World, como um dos 10 finalistas ao prémio «Personalidade de 2008». Esta nomeação, segundo o eleito do PCP, «não deve ser entendida de forma individual». «É motivo de orgulho e satisfação e traduz um reconhecimento internacional do trabalho colectivo de várias pessoas envolvidas na estratégia do município de apostar no desenvolvimento sustentável do concelho de Moura», disse, à Lusa, José Pós-de-Mina.


Propinas extra para bolseiros

Os bolseiros da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP) foram confrontados, há dias, pela direcção da instituição, com a obrigatoriedade de pagar uma parte do valor das propinas dos cursos de doutoramento que frequentam.
Em causa está a taxa de inscrição no valor de 300 euros, bem como um montante adicional de propinas ascendendo a 250 euros por ano. «O que acontece é que a FPCEUP não só pediu um valor adicional sob a forma de uma “taxa de inscrição”, como definiu em três mil euros, com possibilidade de aumento nos próximos anos, o valor da propina dos seus cursos de doutoramento, desta forma fazendo recair nos bolseiros a responsabilidade pelo pagamento da diferença face ao montante máximo coberto pela FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia)», acusam, em conferência de imprensa, os bolseiros, acrescentando: «a Faculdade ainda pediu aos bolseiros que pagassem o seguro escolar».
Entretanto, quinta-feira, os bolseiros de investigação científica organizaram, em Lisboa, um peditório simbólico para o «subsídio de Natal que não recebem e o fundo de desemprego a que não têm direito», apesar de serem trabalhadores e não estudantes em formação.


«Escrita de Esferográfica»

Há cerca de quatro anos que Maria Eugénia Cunhal publica, todos os meses, no jornal da «Voz do Operário», crónicas sobre o quotidiano. Pequenos textos, seleccionados, agora recolhidos em livro, à venda em várias livrarias.
Os textos já fazem história e são muitos os leitores que confessam começar a leitura do jornal pelas crónicas de Eugénia Cunhal. «É uma honra para esta casa dos trabalhadores, onde Eugénia Cunhal está de corpo inteiro, na história, na actualidade e no futuro que queremos construir», lê-se, na introdução do livro, num texto assinado por António Modesto Navarro, presidente da Direcção de «A Voz do Operário».


«Histórias da bruxa Rabuja»

Com o texto de José Colaço Barreiras e ilustração de Alain Corbel, já se encontra nas livrarias o livro, para maiores de oito anos, «Histórias da bruxa Rabuja». Nas suas 64 páginas, encontramos três histórias, em verso, que contam episódios da vida de Rabuja, uma velha bruxa que, apesar do aspecto desagradável, nos faz simpatizar com ela devido ao seu temperamento ingénuo e - porque não? - até bondoso.
Bruxa solitária, a Rabuja tem de enfrentar os mesmos problemas que a gente comum, mas as complicações em que se vê metida têm a particularidade de se mostrarem pelo lado divertido.


Resumo da Semana