Editorial

«É nas empresas e locais de trabalho que se situa a fonte de força essencial do Partido»

AGORA, MÃOS À OBRA!

Como não podia deixar de ser, a satisfação e o orgulho do colectivo partidário pelo êxito do XVIII Congresso foram presença marcante na reunião do Comité Central realizada no passado domingo:
ali se constatou o ambiente de entusiasmo e de confiança que se respira em todo o Partido – um entusiasmo e uma confiança que decorrem da consciência do dever cumprido no processo de construção deste momento maior da nossa vida colectiva;
ali se registou o facto de esse sentimento de apreço ir muito para além do próprio Partido – como o comprovam os ecos que o Congresso teve, quer junto dos nossos amigos e aliados; quer junto de homens, mulheres e jovens que, não sendo comunistas, vêem os comunistas a seu lado no dia-a-dia das lutas pela defesa dos seus interesses e direitos; quer, mesmo, em segmentos da sociedade não tão próximos do Partido mas que nele reconhecem a postura coerente na luta pela defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País.
Por tudo isso, o Comité Central sublinhou a necessidade de, sem demoras, darmos andamento ao processo de concretização das orientações definidas pelo Congresso – que são as que, inequivocamente, correspondem à vontade do nosso grande colectivo partidário.
Na verdade, o êxito do Congresso só o será plenamente quando as orientações por ele definidas começarem a ser, e forem, levadas à prática, complementando assim a nossa capacidade de análise concreta das situações concretas com a aplicação prática das conclusões dessa análise.
O Congresso foi claro: este é o Partido que queremos e, porque assim é, queremos que ele seja cada vez mais forte, de modo a cumprir cada vez melhor o papel e as responsabilidades que lhe cabem enquanto partido da classe operária e de todos os trabalhadores.

Por isso, é tempo, agora, de fazermos do êxito do Congresso um poderoso ponto de partida para novos e mais profundos avanços. É tempo, agora, de darmos continuidade a esse êxito, levando por diante as orientações e medidas definidas colectivamente – com a determinação, a inteligência, a lucidez e a criatividade com que construímos o formidável XVIII Congresso. É tempo, agora, de deitarmos mãos à obra, tendo no horizonte imediato o prosseguimento do reforço do Partido, da sua ligação às massas, da sua capacidade interventiva e, consequentemente, do aumento da sua influência social, eleitoral e política.
É tempo, agora, de darmos a resposta necessária à questão central que se nos coloca no ano de 2009 e que o Comunicado da Reunião do Comité Central sublinha: a dinamização da actividade partidária visando a intensificação da luta de massas no combate e na derrota desta política de direita que há mais de 32 anos vem flagelando os trabalhadores, o povo e o País e a implementação de uma alternativa política de esquerda.
E esse caminho faz-se levando por diante o conjunto de tarefas, acções e iniciativas integradas na acção geral visando o fortalecimento do Partido e definida pelo Congresso: «Avante! Por um PCP mais forte».
Nesse sentido, impõe-se que cada organização defina os objectivos a atingir e os caminhos para os alcançar, dando particular atenção, em primeiro lugar e acima de tudo, ao reforço da organização e da acção do Partido nas empresas e locais de trabalho.
É aí, nas empresas e locais de trabalho – portanto na ligação do Partido à classe operária e aos restantes trabalhadores – que se situa a fonte de força essencial do Partido. É aí, por isso, que deve centra-se a nossa atenção prioritária e que devem incidir os nossos esforços essenciais.
Outro caminho fundamental para o reforço do Partido é o que respeita ao trabalho de direcção e quadros que, num contexto de grande complexidade ideológica, será determinante para o cumprimento das responsabilidades que se colocam ao colectivo partidário e que impõe medidas específicas e concretas, como o funcionamento colectivo do Partido; a responsabilização e formação política e ideológica de quadros; o recrutamento e integração cuidada de novos militantes; a difusão e o incentivo à leitura da imprensa partidária.
E, como questão transversal a todas as outras, a resposta à situação financeira do partido, aumentando a sua capacidade através do esforço para mais militantes com as quotas em dia – e o desenvolvimento da campanha do Dia de Salário para o Partido.

A situação actual e o previsível agravamento da situação económica e social – que, como sempre acontece, virá acompanhado pela acentuação dos ataques aos direitos dos trabalhadores e às liberdades políticas – coloca ao colectivo partidário um vasto conjunto de exigências a que é necessário responder.
A intensificação e o alargamento da luta de massas - dando mais força à frente social e política de luta contra a política de direita e alargando a cooperação e convergência a todos aqueles que inscrevam clara e inequivocamente a ruptura com a política de direita como objectivo e elemento aglutinador – impõe-se como resposta necessária.
Nessa resposta, ocupa lugar de relevo a política alternativa que o PCP propõe, assumindo a ruptura com a política de direita, inspirada nos ideais de Abril e no respeito pela Constituição da República Portuguesa e respondendo às necessidades, aos anseios, às aspirações mais sentidas pelos trabalhadores e pelo povo.
A vida já mostrou, sem margem para dúvidas, que não há solução para os problemas do País, sem o PCP – e essa solução será tanto mais rapidamente conquistada quanto mais forte e influente for o PCP.


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